Duplicação do clítico na aquisição da língua materna
Do ponto de vista linguístico, como explicam que uma criança faça o erro seguinte: «Ela me chateou-me!», «Ele me disse-me», «A Ana me bateu-me!»?
Obrigada.
Oração condicional de enunciação
Numa resposta dada pelo consultório de Ciberdúvidas, está a seguinte frase:
«Se erradicar se aproxima do exagero, irradiar pode também não satisfazer os mais ciosos da integridade semântica das palavras.»
Pergunto, então: a oração iniciada por se é uma oração subordinada condicional típica?
Desde já agradeço a resposta.
A palavra enantiossema
Recentemente e graças a um dos contactos em minha rede social, eu aprendi a existência da palavra énantiosème e o seu significado – uma palavra que pode significar algo e o seu contrário, como, em francês, apprendre e hôte. De pronto, parti em busca de exemplos na língua portuguesa, mas eu não os encontrei; não encontrei nem mesmo registos para a sua tradução enantiossema.
Poderiam, se faz favor, partilhar algum conhecimento sobre este assunto?
Desde já, agradeço a atenção e também a permanência deste interessante e rico repositório de conhecimentos sobre a língua portuguesa.
Esmolecer e afeiurado
Cumprimento, com apreço, a estimada equipe lusitana, a fim de sanar a seguinte ponderação:
Em uma aula de processo e formação de palavras, um grupo de alunos perguntou-me sobre a existência, na língua portuguesa, de dois vocábulos: "esmolecer" e "afeiurado".
Fazendo uma breve pesquisa dicionarística, não pude encontrar evidências para afirmar a concretude das palavras.
Ouso, portanto, dirigir-me à terra de Camões, a fim de elucidar aos meus diletos estudantes a dúvida que nos atordoa.
Certo da cooperação, parabenizo-os pela espetacular ajuda aos estudantes do vasto idioma neolatino.
Negação em construções comparativas
Em catalão, italiano e, em linguagem popular, também em castelhano, é possível a construção de frases comparativas com negação. Também é possível o emprego da negação em comparações de superioridade ou de prioridade e de inferioridade ou posterioridade em português, ainda que seja só em língua oral/popular?
Exemplos:
Cat.: La Maria és més alta que no la Lluïsa. It.: Maria è più alta di Luisa. Maria è più alta che non Luisa. Cast.: María es más alta que Luisa. Pop.: María es más alta que no Luisa. Gal.: María é máis alta ca Luisa. *María é máis alta ca non Luisa.
Em português, seriam construções como:
A Maria é mais alta do que (não) a Luisa. Ele mudou muito antes a forma de falar que (não) a forma de c...
Um verso de Camões: «e quase que sobre ele ando dobrado»
No verso «e quase que sobre ele ando dobrado» do poema «Julga-me toda a gente por perdido», de Camões, que recurso expressivo é utilizado?
Obrigada.
A palavra telessaúde
Pretendia um esclarecimento sobre o uso do prefixo tele-, na seguinte circunstância.
Como se deve grafar: "telessaúde", "telesaúde" ou "tele-saúde"?
Certo será que telemedicina se grafa deste modo, e nunca vi "tele-medicina"...
O Acordo Ortográfico de 1990 alterou as grafias?
Obrigado.
O gentílico do topónimo Meãs (Portugal)
Qual o nome correto quando nos referimos a uma pessoa que resida em qualquer uma das várias freguesias de Meãs (espalhadas por Portugal, Meãs, Meãs do Campo, etc.) ?
"Meãseiros"? "Meanseiros"? Ou outra forma?
Oração subordinada completiva de nome
Na frase «Mas todos nós podemos fazer algo para prevenir este tipo de crime», o segundo elemento «para prevenir este tipo de crime» pode-se classificar como uma oração subordinada adverbial final ou como substantiva completiva?
Se se verificar o primeiro caso, a oração desempenha a função sintática de modificador; se por outro lado, se verificar o segundo, a oração tem a função sintática de complemento oblíquo, certo?
Agradecia um esclarecimento.
Hermenêutico de análise
Gostaria de saber significado e intenção da frase.
