Acordos, convenções e tratados (internacionais)
Na linguagem corrente usam-se várias designações para o que julgo ser uma mesma realidade: «acordos internacionais»; «convenções internacionais»; «tratados internacionais» (e outras: «protocolo», por exemplo).
A própria Constituição tem todas estas terminologias, mas sem as distinguir.
Quais as diferenças?
Nomes de bebidas com café em Portugal
Gostaria de conhecer a origem dos nomes dos produtos servidos em pastelaria que seguem: – “garoto” – “meia de leite” – “galão” – “bica” – “abatanado”
Agradecendo antecipadamente,
«Trocar em miúdos» ou «por miúdos»
«Trocar por miúdos», ou «trocar em miúdos»?
«A telefonema», ou «o telefonema»?
No livro Não é errado falar assim, Marcos Bagno menciona telefonema como substantivo de gênero variável. Eu nunca ouvi «a/uma telefonema» em Botucatu, SP, Brasil, sempre «o/um telefonema» (se se tornou feminino nestes últimos anos, não saberia dizer). Procurando no Twitter, noto que pessoas de várias regiões do Brasil usam, efetivamente, o substantivo como feminino, mas não só no Brasil, algumas em Portugal também, apesar de «o/um telefonema» continuar a ser a forma maioritária em ambos os países. Têm alguma informação a respeito?
A regência de adequado
Quando alguma coisa é "adequada", pode sê-lo "a/ao/às/aos" (p. ex.: clima), "em" (p. ex.: Inglaterra), ou "para" (p. ex.: criança), ou ainda outra situação de que agora não me lembro, ou alguma destas é incorrecta?
Obrigada.
Encerramento vs. enceramento
A minha dúvida: Escreve-se encerramento, ou enceramento? A palavra tem o significado de conclusão. Na minha consulta aos dicionários encontram-se ambas as palavras.
Obrigado.
As acepções de perceber
Hoje no trabalho e num relatório, escrevi a frase abaixo que todos insistem em dizer que não faz sentido, mas acho que faz, e, se me puderem ajudar, agradeço:
«Ora, julga o requerente que esteve a perceber o Suplemento por um valor inferior ao que, efectivamente, tem direito.»
O maior problema prende-se com o perceber que escrevi como sinónimo de receber ou auferir e a fim de evitar repetições daquelas palavras no relatório, mas todos acham que não faz sentido, apesar de lhes ter mostrado o dicionário normal e um de sinónimos onde aparece o perceber como sinónimo de receber, «receber honorários», «receber rendas», etc.
Texto normativo e texto relatorial
O que é um texto normativo e um texto relatorial? Gostaria de exemplos.
Obrigada.
Letras mudas no português do Brasil
Gostaria que D' Silvas Filho explicasse melhor o que quer dizer com este parágrafo: "que já não compreendo muito bem é que o meu Portugal mantenha consoantes mudas não pronunciadas ex.: direcção, recto, óptimo, etc., etc.). O argumento da nossa norma em vigor (que data de 1945...) é a história das palavras ou a pretensa utilidade para abrir a vogal anterior (o que se torna injustificável, por exemplo, em termos como didactismo ou táctica). Nisto, o seu Brasil está mais avançado, embora mantenha algumas incoerências (ex.: escreve Egito, mas tem egípcio; escreve caráter, mas tem caracteres; escreve noturno, mas tem noctívago; etc."
Egípcio aqui é pronunciado com p antes do c, não se trata de letra muda. O mesmo nas letras c que antecedem o t em caracteres e noctivago...
A única letra realmente muda, que me recordo, no português brasileiro é o p de Óptica que costuma ser grafado assim nos cursos de física das universidades, em contraposição a ótica, relacionada ao ouvido.
Vos / Lhes
É frequente em conferências/colóquios o orador dizer "tenho algumas novidades para lhes dizer". Na comunicação os visados são as pessoas que assistem.
Numa situação deste tipo não será mais correcto dizer: "tenho algumas novidades para vos dizer?". Surgiu-me esta dúvida, porque quando dizemos "dizer-lhes" podemos estar-nos a referir aos ausentes.
