"A mulher da qual falámos"
É correcto considerar na frase "A mulher da qual falámos" uma oração subordinada relativa, uma vez que não existe oração subordinante?
A história da grafia às (contração)
Comprei recentemente a edição fac-similada do famoso Cozinheiro dos Cozinheiros de Plantier. É um livro extraordinário, no sentido gastronómico do termo. Mas também achei muito interessante as diferenças na grafia do português, desde o final do século XIX, e algumas palavras agora muito raras (trocazes, láparo, lebracho, tencas, etc.).
Mas a minha pergunta concreta tem a ver simplesmente com a palavra às (contr. de prep e artigo) que nesse livro surge sempre como "ás."
A minha pergunta é quando tal mudança teve lugar na ortografia portuguesa e porquê.
Muito obrigado.
«Casca de laranja» = «casca da laranja»
Diz-se «a casca de laranja» ou «a casca da laranja», ou ambas as formas estão correctas?
Filominista, ladeia, etc.
Tendo enviado um ‘e-mail’ com algumas perguntas, que penso não terão recebido, volto a enviá-las, com o pedido da vossa colaboração: Filominista Ladeia (substantivo, situada na Gruta da Ave Casta) Concheiros (pré-históricos de Muge) Arrábicos Cárcica Áulico
«Portugal é o pior em Matemática»
«Portugal é o pior a Matemática» ou «Portugal é o pior em Matemática»? Ou será que ambas as formas são correctas? Muito obrigada.
Ecce homo
Temos na minha terra, Padornelo, Paredes de Coura, a Capela do Senhor Ecce Homo, do século XVIII. Agora, há meia dúzia de anos, foi ali colocada uma placa com os dizeres «Ecce-Homo» (com hífen), que penso estar errada, na medida em que a forma registada nos dicionários, enciclopédias (e até na antiga placa toponímica) é Ecce Homo. Penso até que esta locução latina não pode levar hífen pelo facto de os antigos romanos não fazerem uso de hífen. Assim, pergunto: qual a grafia correcta, "ecce homo", ou "ecce-homo"?
O valor de intensificação do artigo indefinido em frases exclamativas
Já vi muitas frases construídas com a expressão «é de um/uma», mas tenho dúvidas se é correto o seu uso.
Aqui mostro dois exemplos:
I – «O uso de meios ilícitos para obtenção de vantagens é de uma imoralidade imensa.»
II – «A falta de cuidados no tratamento às pessoas e aos animais doentes é de uma desumanidade sem tamanho.»
O uso da referida expressão encontra respaldo nos livros de língua portuguesa?
Grato.
«Apertou-me as mãos» (português)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
Estudando espanhol, deparo-me com a construção normativa «me lavé las manos», e ainda, lendo Machado de Assis, deparo-me com a construção «Escobar apertou-me as mãos». Interessante que, no dia a dia, fala-se «apertou (as) minhas mãos» ou «beijou (o) meu rosto», mas então, por causa da construção típica da língua espanhola (sendo ela a norma padrão) e do uso dessa construção na literatura portuguesa, comecei a perceber que também se fala «apertou-me as mãos» ou «beijou-me o rosto» no dia a dia.
Por isso, indago sobre essa construção na língua portuguesa e seus aspectos normativos: é possível? É padrão? Ou ainda, qual é a diferença entre «apertou (a) minha mão» e «apertou-me a mão»?
Agradeço antecipadamente a resposta.
Tirante
Encontrei numa tradução de 1946 a palavra «tirante» numa frase equivalente a esta: «Tirante o meu pai, o homem que mais admiro é o António». Há mais de 60 anos, numa freguesia do distrito de Aveiro, esta construção era utlilizada pelo povo iletrado. Em Lisboa, não me lembro de a ter ouvido ou lido. Será que passou à história ou pode considerar-se, ainda hoje correcta?
Advérbio locativo e pronome pessoal átono
Peço, por favor, que me esclareçam a seguinte dúvida.
Por que razão, na frase «Desde os Romanos aos Mouros, aqui se encontram diferenças, se debatem ideias, se cria», o pronome pessoal se surge antes do verbo?
Transcrevo, de seguida, o texto completo de onde a frase acima foi retirada:
«Quem és tu, Coimbra? Coimbra, a cidade do conhecimento! Na verdade, desde há séculos que a cidade é um ponto de encontro entre culturas. Desde os Romanos aos Mouros, aqui se encontram diferenças, se debatem ideias, se cria. Depois de tornada cidade universitária – a única em Portugal durante 400 anos – foi também lugar de polémicas e de paixões. O seu Fado, triste e melancólico, fala desta cidade como porto de encontros e de partidas. E o rio Mondego traz à cidade a água profunda que vem da Serra da Estrela e atravessa a cidade até chegar ao mar na Figueira da Foz.»
Agradeço, antecipadamente, a vossa disponibilidade.
