Viver + a + infinitivo
Nos versos a seguir:
«Dois amigos numa aldeiaViviam; – um a cantar;O segundo, volta e meia,Descontente, a suspirar.»
poderia comentar sobre o uso do infinitivo com a preposição a? Seriam classificadas como orações subordinadas? De que tipo? Teriam o mesmo valor do gerúndio cantando e suspirando?
Mesmo a introduzir oração de gerúndio
Na frase «Mesmo chovendo, viajamos», a palavra mesmo é conjunção acidental?
Ou qual a classe gramatical da palavra mesmo?
Obrigado
Controlar com objeto direto preposicionado
Mesmo sendo transitivo direto, deparamo-nos com ocorrências algo controversas onde a norma culta -- termo talvez ainda mais controverso -- parece estar de troça relativamente à transitividade do verbo controlar.
Nos exemplos abaixo, o que oficialmente poderia justificar (se justificáveis) as construções? [E, sim, há mais nos exemplos a ser abordado. Estejam livres para, por favor, instruir este consulente.]
A mim ninguém controla.
A mim, ninguém controla.
A mim ninguém me controla.
A mim, ninguém me controla.
Forte abraço à equipe Ciberdúvidas.
O advérbio sexualmente
Sobre a frase «Ainda existem muitas doenças sexualmente transmissíveis», a classe gramatical de sexualmente é advérbio de meio?
Qual a função sintática de sexualmente, já que a referida palavra está inserida dentro de um sujeito «muitas doenças sexualmente transmissíveis»?
Joaquim vs. Joaquina (fonologia)
Se Joaquim se escreve com M ao final, quando e por que se decidiu que seu feminino, Joaquina, seria com N (e não com M...) na última sílaba?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Função sintática da oração subordinada adverbial consecutiva
Qual a função sintática da oração subordinada adverbial consecutiva «que já estou a pensar no próximo», na frase «Gostei tanto deste episódio que já estou a pensar no próximo.» ?
Muito obrigada!
O verbo anedotizar
Existe, ou estaria bem formado, o termo "anedotear", com o significado de «fazer anedotas»?
Obrigado.
Aeroportos e nomes próprios de pessoa
Tenho uma dúvida quanto à designação dos aeroportos.
Nesse sentido, gostava de saber se quando nos referimos a eles se pode omitir a preposição de. Exemplo:
(1) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto de Juscelino Kubitschek
ou poderia simplesmente escrever:
(2) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto Juscelino Kubitschek.
A mesma dúvida surge com os aeroportos de nomes compostos, como: Roissy-Charles de Gaulle, Cristiano Ronaldo, Francisco Sá Carneiro, etc... (o mesmo acontece com os nomes de monumentos). Pode parecer-lhes um dúvida muito inusitada, mas soa-me melhor sem a preposição.
Por outro lado, quando possuem nomes estrangeiros, devemos escrevê-los em itálico?
Peço desculpa por lhes ocupar o precioso tempo com questões deste tipo, mas agradeço encarecidamente a vossa explicação.
Anáfora: «tão leve, tão fresca, tão feliz»
Na frase «Sinto-me tão leve, tão fresca, tão feliz», posso considerar a repetição do tão na mesma frase como anáfora?
Ou a anáfora é só a repetição de palavras no início de versos ou frases?
O complemento do verbo acertar
Qual é a sintaxe do verbo acertar no sentido de «bater, atingir»?
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa traz: «Acertou com a pedra no vidro da janela.»
Seria possível «acertar com a pedra "o vidro da janela"»?
Qual a função sintática do complemento «no vidro da janela»?
A Academia dá ainda este exemplo de Camilo:
«O poeta Sarmento chamava-lhe cintura à prova de fogo, porque não havia bala que lhe acertasse.»
Qual a função sintática do lhe? Há alguma relação entre o lhe e o facto de o complemento ser no vidro da janela, em vez de o vidro da janela?
Agradecidíssimo!
