DÚVIDAS

Questões sobre o acordo ortográfico
Saudações, Sr. Silvas Filho,Mando-lhe um e-mail porque creio que pode colaborar com minha reportagem. Trata de questões relativas ao acordo ortográfico. Por favor, responda (é-nos importante ter a visão de alguém de Portugal).1 — Parece haver uma confusão, pelo menos da parte da discussão brasileira, entre as noções de acordo ortográfico e de mudança ortográfica, como se apenas um país estivesse alterando a ortografia. Há falta de esclarecimento na proposta do acordo? Porquê? Essa questão foi levantada em Portugal?2 — Pode considerar um pouco os argumentos pró-acordo (fortalecimento do português como língua internacional, abertura do mercado editorial, criação de uma unidade mais forte entre os signatários do acordo, etc.) e antiacordo (obsolescência súbita de livros, conseqüências nas pronúncias ao longo prazo, condição desleal de concorrência editorial, pasteurização da escrita, etc.).3 — Fala-se muito em sentido político-econômico (ou politicoeconómico...) do acordo, pelo que li em muitos sites de Portugal, principalmente como um favorecimento ao Brasil. Como vê essa questão?4 — Li um texto de José Eduardo Agualusa, às vezes parece que nas discussões acadêmicas se esquece os países africanos. Como vê isso?5 — Tem mais alguma consideração a fazer?Agradeço desde já.
Origem do se impessoal
Diz o Cíber em 01/10/2008 «... numa frase como: "Ele disse muitas asneiras, o que não convém que se saiba", "o que" desempenha na frase a função de objecto directo do verbo saber...» «... o constituinte objecto directo é composto pelo pronome que e pelo determinante o que o acompanha.» Nuno Carvalho :: 01/10/2008 Digo eu: — Trata-se do sujeito da oração completiva ou integrante que se saiba, uma vez que estamos perante uma passiva de se (partícula apassivante). Comentário: Reconheço que alguns analistas falam dum se indefinido — e talvez, nalgumas situações, se possa vislumbrar vaga hipótese da existência de tal categoria. Mas... não neste caso. Se fosse professor de Latim, aquele colega consultor teria de sancionar como errado o caso acusativo (complemento directo) e validar, exclusivamente, o nominativo, que é o caso do sujeito.
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