vs. «Os meus amigos e eu»
«Eu e os meus amigos»
vs. «Os meus amigos e eu»
vs. «Os meus amigos e eu»
Posso dizer «Eu e os meus amigos», ou «Os meus amigos e eu»?
Uma falante da língua francesa disse-me que em francês não pode existir a segunda possibilidade[1], mas na língua portuguesa não me soam mal ambas as hipóteses supracitadas. Estarei errada?
Grata pela vossa atenção.
[N.E. (1/07/2019) – Trata-se de um equívoco, porque em francês, por uma questão de delicadeza, o recomendado é «mes amis et moi» (= «os meus amigos e eu»), ou seja, o pronome de 1.ª pessoa vem depois da referência a outras pessoas – «ma femme et moi» (= «a minha mulher e eu»), e não «moi et ma femme»). Cf. moi na versão em linha do Dictionnaire Larousse)].
Adolescência/puberdade
Espero que a língua portuguesa possa me ajudar nesta dúvida.
Qual a diferença entre puberdade e adolescência? A puberdade faz parte da adolescência ou é uma fase posterior à adolescência? Afinal, puberdade é o mesmo que adolescência?
O radical em verbos irregulares
Por favor, tenho dúvidas ao ensinar para alunos do 8.º ano que o verbo ouvir é um verbo que tem radical ouv, se, no presente do indicativo, tenho eu ouço. Ele é um verbo irregular? Como identificar o radical em verbos irregulares?
Desde já, agradeço.
Acerca do significado de jurista
Gostaria de saber se, apesar de já ser comum, é correcto chamar jurista a um licenciado ou a um mestre em Direito, ou se a palavra deve ficar reservada aos jurisconsultos. Releva apenas a formação em Direito, ou é necessário ter como profissão dar pareceres sobre questões de Direito?
Obrigada!
A dupla grafia. Termos aconselháveis em Portugal
Diz-se no texto do Acordo Ortográfico – Base IV:
1. O c [...] e o p [...] ora se conservam, ora se eliminam. Assim [...]
c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente [...]: aspecto e aspeto, [...] dicção e dição, [...] sector e setor, ceptro e cetro [...].
No entanto, no Vocabulário de Mudança – lista da MorDebe das palavras cuja grafia muda com o Acordo de 1990, diz-se:
Ortografia Nova – Notas
aspecto, aspeto – aspecto não é aconselhável em Portugal [...)
dicção, dição – na prática, a situação anterior não muda [...]
sector, setor
cetro.
Pergunto:
1. Aspecto não é aconselhável em Portugal, ou é errado?
2. As palavras dicção e sector têm as mesmas variações da palavra aspecto e, no entanto, de aspecto diz-se que não é aconselhável em Portugal, de dicção diz-se que a situação não muda e de sector não há nenhuma nota. Qual a diferença? Penso não se perceber a coerência nestas notas...
3. Em relação a ceptro, aparece uma única forma na ortografia nova, enquanto o texto do Acordo, conforme acima, aceita as duas formas facultativamente.
Carácter
Se eu quiser falar de um "caracter", por exemplo o "caractér" a, escreve-se "caracter" ou "caractér"?
Obrigado.
Socio-
Há uma dúvida que há muito não consigo ver esclarecida. Trata-se do problema da hifenização e acentuação das palavras compostas com o elemento «sócio-». No Prontuário Ortográfico de M. Parreira e J. M. de Castro Pinto, das Edições Asa (6.ª ed.), na p. 114, vêm vários exemplos de «palavras compostas por elementos de natureza adjectival terminados em o», como afro, agro, euro, etc., cuja regra é utilizar sempre o hífen: afro-europeu, agro-pecuário. Pareceria que o «sócio-» se encaixaria nesta categoria. No entanto, muitas vezes vi já escritas as palavras «sociocultural» ou «sociolinguística», inclusivamente no próprio dicionário Aurélio, onde aparecem as formas «sociolinguística/o» e «sóciopolítico» (note-se a divergência quanto à acentuação). A minha dúvida é portanto quer em relação ao emprego do hífen, quer em relação à acentuação do elemento «sócio-»: sócio-cultural, sóciocultural ou sociocultural? Sócio-simbólico, etc.? Obrigada, desde já, pelo esclarecimento que me puderem prestar.
A diferença entre «comunidade escolar» e «comunidade educativa»
Qual a diferença entre «comunidade escolar» e «comunidade educativa»?
Desejamos-vos
Como é correcto dizer: Desejamo-vos, ou desejamos-vos, um bom ano letivo?
Públicos-alvos
Em linguagem publicitária, para designar os estratos sociais destinatários de uma campanha, costuma empregar-se a expressão "público-alvo". Pela resposta do dr. Neves Henriques sobre as rádios-piratas e as ideias-chaves, concluo que profissionais reputados, bem como outros mais novos, entre os quais me incluo, têm feito mal este plural - "públicos-alvo" em vez de públicos-alvos. É assim?
