tão grande que se fie do homem» (Padre António Vieira)
A oração subordinada na frase «não há nenhum [animal]
tão grande que se fie do homem» (Padre António Vieira)
tão grande que se fie do homem» (Padre António Vieira)
Gostaria de saber qual a classificação certa para a oração subordinada seguinte:
«Não há nenhum [animal] tão grande que se fie do homem.» (Padre António Vieira)
Não pode a oração ser restritiva? O meu raciocínio é este: os animais grandes não se fiam do homem; os animais que são grandes não se fiam do homem; embora haja animais grandes, estes não se fiam do homem.
O «que» não retoma o «animal grande»? O não se fiar é uma consequência da sua grandeza? A grandeza é uma característica/causa que, apesar de existir, impossibilita, tem como consequência o não se fiarem?
Muito obrigada.
Conjunções e coordenação de constituintes
A gramática de português do Celso Cunha e Lindley Cintra diz que as conjunções que relacionam termos ou orações de idêntica função gramatical têm o nome de coordenativas.
Referente à afirmação do livro: o que são termos de idêntica função gramatical? Função gramatical é classe gramatical ou função sintática (como sujeito)?
Grato.
O valor de pois
Solicito que me esclareçam se o pois tem valor causal ou explicativo, na frase «O sempre atencioso Tom Hanks interpreta o protagonista, Philips, que não tem outra escolha senão render-se aos somalis, pois a maioria da tripulação barricou-se na sala das máquinas.»
Obrigada.
A repetição da conjunção e numa frase
A conjunção e pode ser repetida numa frase? Em que casos?
Obrigado.
«Apostar que...» vs. «apostar em como...»
Relativamente ao verbo apostar, não tenho um exemplo que me confirme a gramaticalidade desta frase:
«Eu aposto COMO consigo dar um salto!»
Aceita-se que o verbo apostar reja a conjunção como?
A construção disjuntiva «seja... ou...»
Numa frase é aceitável a expressão disjuntiva correlativa «seja... ou...», em vez da que normalmente encontramos, «seja... seja...»?
Agradeço o esclarecimento.
O contributo de agora para a coesão temporal ou para a coesão interfrásica
Na frase «E agora, se me permitem, vou falar um pouco da obra em apreço.», o advérbio agora contribui para a coesão temporal, ou para a coesão interfrásica?
A conjunção subordinativa correlativa «quanto mais… mais»
Qual a conjunção subordinativa que compõe a frase «Quanto mais passa, mais a dor aumenta»?
Grato.
Uma oração subordinada adverbial conformativa
Na frase «O mundo, como destas amostras se pode concluir, não promete soberbas felicidades», como se classifica a oração que está entre vírgulas?
Contudo, portanto, entretanto: conjunções ou advérbios?
Ao consultar dicionários estrangeiros, notei algo que me tem deixado intrigado: diversas das palavras que costumamos chamar conjunções na gramática do português são denominadas advérbios em inglês, alemão e francês. Em inglês são encontradas às vezes como sentence adverbs ou conjunctive adverbs. Refiro-me a algumas conjunções coordenativas adversativas e conclusivas.
Por que seguimos chamando de conjunções palavras como portanto e entretanto? Temos alguma justificativa teórica para tanto ou é apenas tradição?
O que me leva a pensar o seguinte: quais seriam os critérios para classificar vocábulos semanticamente parecidos como conjunção e advérbio nessas outras línguas e não por aqui (ex.: but/conjunção x however/advérbio; mas, contudo/conjunção)? Apenas a mobilidade e a possibilidade de coocorrência (ainda que somente no registro informal)?
Desde já, agradeço.
