No romance de Aquilino Ribeiro A Via Sinuosa, edição da Livraria Bertrand de 1960, surgiu-me a palavra "àlacremente", com esta grafia; a minha dúvida é se é esta a forma correcta de formar o advérbio de modo. Esta palavra não aparece no dicionário da Priberam.
Obrigado.
[...] Gostaria de saber o que é mais correto: se escrever-se conforme se diz, ou não usar a contração/apóstrofe no caso que a seguir descrevo.
É só correto escrever «em declarações a O Alcoa» (o nome do nosso jornal tem o determinante, assim como O Jogo, A Bola), ou se pode-se refletir a oralidade na escrita e escrever "em declarações a'O Alcoa?
Muito grata!
O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa «determina legalmente a ortografia da língua portuguesa», e é igualmente o «recurso oficial de referência para a escrita do português». Da mesma forma, o seu Vocabulário Toponímico tem também essas funções. A minha questão é se a grafia dos topónimos estrangeiros incluídos no referido Vocabulário Toponímico se torna assim obrigatória e exclusiva, não permitindo grafias alternativas, mesmo quando estas estão consagradas pelo uso. O caso mais atual é o termo Listenstaine, em contraposição com "Lichtenstein".
Gostaria de saber se há algum documento que comente que a manutenção do h em Bahia foi uma reivindicação dos baianos, conforme o escrito [na resposta "Bahia e baía: porquê?].
Estou a fazer uma investigação sobre um fruto exótico originário da América tropical e subtropical. A minha dúvida é se em português o correto é utilizar "pitaia" ou "pitaya".
Obrigada.
Gostaria de saber como os símbolos de €, £, e $ devem ser escritos – antes ou depois do número – na linguagem padrão da língua portuguesa. Por vezes, percebo que o euro se encontra à direita do valor, como em «30 €». Como não me refiro às outras moedas com tanta frequência, surgiu a dúvida de como escrevê-las corretamente. Alguém sabe?
Grata desde já.
No novo acordo ortográfico, deve escrever-se "editor-executivo" ou "editor executivo"? A mesma pergunta faço para "editor-executivo-adjunto". Já vi a vossa resposta relativamente a "diretor-executivo", mas na minha redação surge permanentemente esta dúvida com a grafia dos editores...
Muito obrigada.
Após leitura da pergunta aqui já colocada, sobre «Quando usar as palavras câmara ou câmera?», e da vossa resposta [n.º 15129], por Carlos Marinheiro/Carlos Rocha em 21 de abril de 2001, verifiquei que o nosso Instituto Português da Fotografia, em artigo próprio no seu site institucional, aborda esta mesma questão, mas contrariando o sentido da vossa resposta dada em 2001, utilizando argumentação que consideraram a mais correcta para a adopção da terminologia seleccionada neste âmbito, baseando-se «(…) na sua versão do Vocabulário de Termos e Designações para a Fotografia existente na Norma NP 4459:versão 2015, que é a Norma Técnica própria para os profissionais da fotografia. Norma esta que foi criada pela Comissão Técnica para esse efeito, a n.º CT174.
Nesse sentido, evidentemente, dou o benefício da dúvida de que o processo de criação dessa Norma, por essa Comissão, possa ter sido feito sem recurso a profissionais de linguística, desconhecendo se o fizeram ou não. Nesse sentido, venho pedir-vos apoio no contraditório aos argumentos aludidos no respectivo artigo dos mesmos que citei, em termos técnico-linguísticos, para poder validar e, adoptar com todo o rigor qual a diferença dos termos câmara vs. câmera, quando nos pretendemos referir ao caso concreto de equipamentos de fotografia ou de filmagem, por exemplo. Link do artigo: https://www.ipf.pt/site/maquina-camara-ou-camera-fotografica-qual-expressao-correcta/
Muito obrigado.
[N. E. – O consulente segue a ortografia anterior à entrada do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990]
É absolutamente claro que na frase «...gostava de saber porque escolheste uma fotografia a preto e branco» o pretérito perfeito do indicativo do verbo escolher, na segunda pessoa do singular se escreve escolheste. A minha dúvida está na outra grafia, apenas aplicável em outros contextos diferentes e na conjugação pronominal reflexa: a forma escolhes-te, que, embora pouco usada e de aparência um tanto "pantanosa", me parece, apesar de tudo gramaticalmente correcta e aceitável.
Na verdade, escolhes-te é de uso extremamente raro, quase ninguém usa e refere-se a uma determinada pessoa escolher-se a si mesma. Por exemplo, diremos a um certo Carlos: «quando fazes a equipa de futebol, escolhes o Joaquim, escolhes o Alberto, escolhes o João e escolhes-te (a ti mesmo); escolhes-te, porque achas que jogas bem.»
Caso diferente é a forma verbal escolheste, que se refere ao passado (pretérito perfeito do indicativo do verbo escolher). Por exemplo, nesta frase: «Ontem, quando fomos ao restaurante, escolheste bife, a Isabel escolheu dourada assada e eu escolhi bacalhau.»
Procurei no Ciberdúvidas mas não encontrei o caso explicado com este verbo. Formas parecidas como lavas-te, vestes-te, cuidas-te, maquilhas-te, por serem de uso muito mais banal e definitivamente aceite, não me pareceram adequadas ao esclarecimento deste caso pontual. Em suma, a forma verbal escolhes-te, no contexto acima exemplificado, apesar do seu ar invulgar é – segundo me parece – correcta. Concorda[m], ou estarei errado?
[...] [A] minha dúvida não está na identificação das duas formas de uso (e dos respectivos contextos), mas sim na aceitabilidade da forma pouco usada da conjugação reflexa no caso deste verbo em particular. Os casos de uso mais corrente ( v.g., penteias-te, consideras-te, realizas-te), por serem usados frequentemente, não suscitam tantas interrogações. Por isso lhe peço o favor de incluir expressamente um exemplo com o verbo escolher.
Ultimamente tenho-me deparado com a utilização indiferenciada dos termos «de baixo», "debaixo", «de debaixo». Gostaria de saber, para o contexto «ele saiu ______________ da mesa», qual o termo correcto a utilizar. Já vi uma resposta a esta dúvida em que aponta como correcta a opção «de baixo» mas tenho visto tantas vezes escrita a forma «de debaixo» que pergunta se esta não será também uma forma correcta.[*]
[*] N. E. – Manteve-se a forma "correcta", com "c", anterior à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. A grafia atualizada é correta.
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