Pelourinho // Gralhas Gralha de b(v)estiário Esta é daquelas gralhas danosas. O que pretendia ser vestuário surge grafado como vestiário!? Aconteceu no jornal diário gratuito Metro, numa notícia sobre a exposição mediática na Internet, em que uma mãe escreve sobre a filha: «Noutra noite, descobri que me tinha Googlado via “Google Imagens”, para me mostrar a uns amigos novos. O que descobriu foram algumas fotos de mim em lingerie que acompanhavam um texto sobre vestiário feminino» (Metro n.º 1688, de 26 de junho de 2012). Paulo J. S. Barata · 22 de outubro de 2012 · 5K
Pelourinho Mitigar o não mitigável «Não há mitigação possível para aquilo que não é mitigável», lembra o jornalista Wilton Fonseca, a propósito da alegada «suavização» das medidas de austeridade em Portugal, anunciadas pelo ministro das Finanças, Vitor Gaspar. In jornal “i” de 15/10/2012. O ministro Gaspar disse M-I-T-I-G-A-R. Já se sabe que à rapidez das suas palavras não corresponde – directa ou indirectamente – o significado das mesmas. Foi o que se viu. Mais uma vez. Wilton Fonseca · 15 de outubro de 2012 · 5K
Pelourinho Racionalização vs. racionamento Um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, sobre contenção de custos no Serviço Nacional de Saúde em Portugal (nomeadamente na medicação em doentes terminais), deu azo à confusão entre «racionalização» e «racionamento», aqui abordado pelo jornalista Wilton Fonseca, no jornal “i” de 8-10-2012. Wilton Fonseca · 8 de outubro de 2012 · 9K
Pelourinho Doers a doer & etc. A língua portuguesa vale 17 por cento da economia. A headline vem no “Público” que, desenvolve o assunto, num article a páginas tantas, lá mais inside, no miolo do newspaper. A revelação (revelation?) já mereceu a lot of stories e essays na press. Este milagre deve ser o result de algum upgrading dos magnifícos and magnificents advisores que o Cabinet está sempre a contratar. Ainda agora foram mais seis... Luís Carlos Patraquim · 1 de outubro de 2012 · 4K
Pelourinho Falar claro Equívocos à volta do uso dos termos racionalização e racionamento (na medicação de doenças particularmente graves) e de devolução e reposição (de subsídios cortados). Com uma recomendação para o recurso – «intensivo, quando não obrigatório» – ao Ciberdúvidas. In jornal i de 29/09/2012. (...) É consabido que o português é uma língua difícil e traiçoeira e, por isso, convém que quem a usa publicamente o faça com grande rigor. Duas situações recentes [em Portugal] são particularmente ilustrativas. Eduardo Oliveira e Silva · 30 de setembro de 2012 · 5K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público "Elevado o número do desemprego"? «Como flagelo que será motivo de muitíssimas notícias no futuro, o desemprego já deveria estar a ser tratado com respeito e consideração […] Para fazer referência à taxa, o jornalista pode dizer “a taxa do desemprego em Portugal é elevada, se comparada com a taxa europeia”; mas não pode deixar a taxa de lado e dizer “o elevado número do desemprego”, para significar o elevado número de desempregados.» alerta Wilton da Fonseca na sua crónica no jornal português <a href="http://www.ionline.p... Wilton Fonseca · 25 de setembro de 2012 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Modelar, modular «Um disse “modelar”, o outro disse “modular” […]. Apesar de pouco exigentes – na escolha dos seus governantes e dos jornais que compram – os leitores sabem que com “modelação” ou com “modulação” vão acabar por abrir o bolso ainda mais e continuar a ser servidos por quem não tem respeito pela língua portuguesa.» Os equívocos à roda do uso dos dois verbos são tema da crónica do jornalistas Wilton Fonseca, publicada no jornal i de 24 de setembro de 2012. Wilton Fonseca · 25 de setembro de 2012 · 9K
Pelourinho A resistência às manifes e o vezo às "manifs" A resistência às manifes e o vezo às “manifs” voltaram a emergir, um pouco por todo o lado, nos registos jornalísticos das grandes manifestações de 15 de setembro, contra a austeridade e as medidas recessivas em Portugal e por toda a Europa, em geral. E, claro, nos comentários e escritos deixados na blogosfera, por regra ainda mais descuidados. É repetido, mas não custa nada lembrar o que Carlos Rocha já clarificara no anterior apontamento "Manifs" e manifes: José Mário Costa · 16 de setembro de 2012 · 3K
Antologia Minha Pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor «Caravelas ao mar partiram/ Por destino encontraram Brasil.../ Nos trazendo a maior riqueza/ A nossa língua portuguesa/ Se misturou com o tupi, tupinam brasileirou/ Mais tarde o canto do negro ecoou/ E assim a língua se modificou [...] Meu idioma tem o dom de transformar/ Faz do Palácio do Samba uma casa portuguesa». Uma bela homenagem brasileira à língua portuguesa como tema da letra de um samba-enredo (2007) da escola de samba da Mangueira. Quem sou eu Tenho a mais bela maneira de expressar 12 de setembro de 2012 · 6K
O nosso idioma // O uso e abuso da língua inglesa I love you, música portuguesa «Temo não saber inglês suficiente para compreender a música portuguesa. Não quero parecer velho, mas ainda sou do tempo em que a música portuguesa era cantada em português. [...] O meu único receio é que este desamor à língua portuguesa, e a ideia de que ela pode prejudicar o nosso ofício, tenham deflagrado no mundo da música e se propaguem a outras profissões.» Texto do humorista português Ricardo Araújo Pereira, incluído na sua coluna «Boca do Inferno» (publicada na revista Visão de 21 de outubro de 2010). Ricardo Araújo Pereira · 12 de setembro de 2012 · 7K