A expressão «muitas das vezes», histórias de palavras, o maior mapa lexical do mundo, o termo coronavírus e o ano novo chinês
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A expressão «muitas das vezes», histórias de palavras, o maior mapa lexical do mundo, o termo coronavírus e o ano novo chinês
1. Há quem pense que «muitas das vezes» é forma incorreta, usada em lugar de «muitas vezes», mas no Consultório descarta-se tal ideia, porque há contextos onde essa expressão se justifica. Também na presente atualização, evidencia-se o contraste entre dois tempos do indicativo, o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito, analisam-se frases de dois escritores – a brasileira Nélida Piñón, e o português Camilo Castelo Branco (1825-1890) – e, a propósito de fama e culto do eu,...
Os tipos de aspas, um acento esquisito, a idade das línguas e os 115 anos da morte de Rafael Bordalo Pinheiro
1. Fala-se de sinais auxiliares de escrita para referir os «sinais gráficos utilizados para separar, assinalar ou destacar elementos de uma frase ou de um texto ou com funções convencionadas em contextos específicos de utilização» (Dicionário Terminológico). Neste conjunto, salientam-se as aspas, que, por apresentarem certo grau de diversidade gráfica e não obedecerem a regras estritas, motivam sempre várias perguntas. É o caso da que se encontra em linha na presente atualização do...
A colocação dos clíticos, um livro sobre as origens do português e as expressões idiomáticas em áudio
1. A colocação dos pronomes clíticos na frase é considerada uma das áreas críticas do português. Com regras diferentes do português do Brasil, a variante europeia conhece casos de mesóclise (colocação do pronome no interior do verbo), de próclise (colocação antes do verbo) e de ênclise (colocação após o verbo, opção considerada a não marcada). No entanto, os contextos que atraem o pronome para antes do verbo colocam, por vezes, dificuldades aos falantes. Por exemplo, é sabido que os advérbios são...
Topónimos, antropónimos e os 25 anos da morte de Miguel Torga (1907-1995)
1. A toponímia é uma área da linguística que estuda os nomes próprios dados às localidades. A criação destes nomes e a sua evolução envolvem frequentemente conhecimentos da área da história e da geografia. Esta é uma área que, por norma, interessa aos habitantes de cada localidade, que procuram estabelecer as origens destas designações e reconhecem-nas como parte integrante da sua história. Todavia, há topónimos com origem obscura e alguns veem as suas origens perder-se na névoa dos...
Nos 23 anos do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
1. O Ciberdúvidas da Língua Portuguesa completa 23 anos neste dia, em que, nas Notícias, se dá conta do balanço deste período de mais de duas décadas de trabalho árduo – eis os resultados:
– no Consultório, destinado a dar informação/esclarecimento, encontram-se, até ao momento, disponíveis para consulta livre, 35 644 respostas a questões colocadas sobre as mais diversas áreas da língua – da história à fonética e fonologia, bem como à dinâmica do texto, do discurso e até da literatura, passando...
Valores de então, a pronúncia de taxidermia, erros ministeriais no Brasil e o significado de «sem eira nem beira» e de «discutir o sexo dos anjos»
1. A conjunção então, que surge habitualmente com um valor temporal, poderá ser usada num contexto argumentativo com um valor conclusivo? Na nova atualização do Consultório, abordamos esta questão. As liberdades poéticas permitem aos autores não seguirem determinadas regras gramaticais, como acontece no verso de Fernando Pessoa: «Minha loucura outros que me a tomem», no qual não se procede à contração dos pronomes me...
Um verso de Álvaro de Campos, as aprendizagens gramaticais em revista e as expressões inglesas Black Friday e Megxit
1. É possível falar-se de uma mala pesada de tédio? Ser, é, e basta recordar um dos versos de "Notas de Tavira", assinado por Álvaro de Campos, um dos heterónimos da criação pessoana: «Trago o meu tédio e a minha falência fisicamente no pesar-me mais a mala...». A propósito deste verso e da sua construção retórica, explica-se no Consultório o que é uma hipálage. Outros tópicos também suscitam questões: que função sintática tem «do passado» na expressão «detetive do passado»? O que estará certo: «ato de...
A nova década de 2020, o ensino com alma e um obrigado da luta política em Espanha
1. Nas Controvérsias, discute-se um tema que é praticamente o mesmo de há duas décadas: assim como havia interrogações sobre o começo do presente século e milénio – foi em 2000 ou 2001? –, também agora se levanta a questão de saber se o ano de 2020 marca ou não o princípio de uma nova década. O consultor D'Silvas Filho dá o seu parecer.
2. Como se usa o verbo constar? Por exemplo, estará correta a frase «no que consta o relatório, os resultados foram...
2020, ano bissexto, a antiga querela à volta da supressão do trema e variações do verbo vidrar na retoma das atualizações do Ciberdúvidas
1. A entrada neste novo ano leva-nos a desejar a todos os nossos consulentes um excelente 2020, com felicidade, sucesso e bom português.Cada começo de ano é motivo para elaborar projetos a concretizar no decurso dos seus 365 dias. Ora, este ano temos mais um dia para realizar todos os nossos objetivos porque 2020 é um ano bissexto, o que significa que tem 366 dias. Esta situação tem lugar de quatro em quatro anos, de modo a manter o calendário anual ajustado ao movimento de translação da Terra, que, na...
Boas festas em estimado português e... até 2020!
1. Natal: época de reflexão e de união, época de partilha e de proximidade. A vivência deste período convida à comunicação entre os Homens, que procuram, por atitudes ou palavras, expressar os votos que a data estimula. Proliferam as mensagens que lembram e fazem lembrar, que distribuem esperança e força para recomeçar. Dada a importância que estas palavras podem ter para quem as envia ou para quem as recebe, é fundamental que os erros não venham manchar as boas intenções (ainda que se trate de uma...
