O nome teatro, gostar de ler, infanciar, «à caçador», Irão, modalidade,
a origem de Páscoa e uma pausa até 9 de abril
1. A presente atualização coincide com o Dia Mundial do Teatro, data assinalada por numerosos programas de cerimónias e espetáculos. Pode afirmar-se que é com Gil Vicente (c. 1465-c. 1536) que se funda a dramaturgia em português, que depois se reforçou, em Portugal, com nomes como António Ferreira (1529-1569), António José da Silva (1705-1739), Almeida Garrett (1799-1854), Gomes de Amorim (1827-1891), Raul Brandão (1867-1930), Júlio Dantas (1876-1962), Bernardo Santareno (1920-1980), Luiz Francisco Rebello (1924-2011). No Brasil, o século XX parece um período especialmente fecundo para a dramaturgia, destacando-se, por exemplo, as peças de Oswald de Andrade (1890-1854), Nelson Rodrigues (1912-1980), Dias Gomes (1923-1999), Ariano Suassuna (1927-2014) ou Augusto Boal (1931-2009). Nos países africanos de língua portuguesa, têm relevo, entre dramaturgos ou autores de textos com aproveitamento dramático, José Mena Abrantes (Angola), Corsino Fortes (Cabo Verde) ou Manuela Soeiro (Moçambique). Focando a história da palavra, sabe-se que teatro tem atestações desde o século XV e terá entrado no léxico por vida das trocas culturais europeias, como termo culto, com origem direta no latim clássico theātrum, «teatro, lugar para jogos públicos, reunião de espectadores ou ouvintes, ajuntamentos, assembléia, auditório» (Dicionário Houaiss). Este termo, por sua vez, adaptava o grego théatron, «lugar onde se assiste a um espetáculo, espectadores, o próprio espetáculo», formado de théa, «espetáculo, vista, visão» e de -tron, «instrumento», ou seja, «máquina de espetáculo» (ibidem). Sobre o campo lexical do teatro, recuperem-se as seguintes respostas: "Teatro português", "Drama ou tragédia?", "Performatividade + representar/representação + dramaturgia", "O conceito de dramaturgia".
2. Os Lusíadas são, sem dúvida, uma obra importante, mas será que gostamos mesmo da sua leitura? Este é ponto de partida para a reflexão que a consultora Inês Gama desenvolve na rubrica Literatura.
3. Em O Nosso Idioma, disponibiliza-se um apontamento da consultora Sara Mourato a respeito do neologismo infanciar. Na mesma rubrica, o consultor Carlos Rocha dedica uma nota à etimologia dos nomes geopolíticos Irão e Pérsia.
4. «Andar à caçador» é a expressão idiomática que motiva uma das perguntas que preencheram, de 23 a 27 de março, a atividade do Consultório. É um conjunto de questões que abordam tópicos variados e cujas respostas se encontram aqui.
5. Uma frase como «não podes ir ao teatro» configura que tipo de modalidade? Deôntica, epistémica ou apreciativa? Em O Ciberdúvidas Vai às Escolas, a professora Carla Marques dá resposta a um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova. Quanto a "Ciberdúvidas Responde", outro dos projetos em vídeo do Ciberdúvidas, a consultora Sara Mourato desvenda a etimologia do nome Páscoa.
6. Quanto a Língua de Todos e Páginas de Português, programas que a Associação Ciberdúvidas da Língua Portuguesa produz para a rádio pública portuguesa, toda a informação está acessível na página principal do portal e nas Notícias.
7. Até ao dia 9 de abril inclusive, as atualizações do portal Ciberdúvidas da Língua Portuguesa abrandarão substancialmente o seu ritmo. Em todo o caso, o Consultório continuará aberto a consultas, assim como extenso arquivo que se reparte por estas páginas: 39 000 respostas e perto de 7000 artigos de opinião e divulgação de temas da nossa língua comum. A todos os nossos Consulentes, boa Páscoa!
