Que: conjunção causal ou pronome relativo
Na frase, «Penso, aliás, que tal intervenção terá de dispor de outras alternativas para além das atualmente existentes, que não são eficazes», o que, na segunda ocorrência, «que não são eficazes», é um pronome relativo ou uma conjunção causal?
Grata pelo esclarecimento.
Nada: advérbio de negação e pronome indefinido
Na frase «Tu não és nada a nossa mãe.», como classificamos a palavra «nada»? É um pronome indefinido ou um advérbio de negação?
«Do que» e «de quê» (II)
É correto dizer-se «do que vais falar»? Ou «de quê vais falar»? Gostaria que estabelecessem a diferença entre as duas expressões.
As formas dos pronomes pessoais oblíquos átonos,
enquanto complemento direto
enquanto complemento direto
Qual (e porquê) a construção correta? «Seja qual for o presente, oferece-lo com amor»; «Seja qual for o presente, oferece-o com amor». Eu diria que é a segunda, mas a verdade é que leio cada vez mais casos semelhantes ao da primeira.
Muito obrigado.
«A caminho de...», «em direção a...»
+ «a ir à...»
+ «a ir à...»
Gostaria de saber a diferença entre as seguintes expressões: 1. «Estou a caminho à escola.» 2. «Estou em direção à escola.» 3. «Estou a ir à escola.»
«Todo o leite» ≠ «O leite todo»
Não tenho muito clara a razão da colocação dos indefinidos na oração. Quando deve utilizar-se «todo o leite» e «o leite todo»? São corretas as duas estruturas?
Derivação não afixal não pode levar afixos
Está correto aceitar que comida deriva, por processo não afixal, de comer? Não se trata aqui de um erro da editora? Algumas redefinições gramaticais também me intrigam.
Dada a explicação de uma editora, no processo não afixal, em que ensina a retirar simultaneamente a vogal temática a e o sufixo r à forma verbal trocar, por exemplo, e depois acrescentar a vogal o para construir troco, não estamos a afixar novamente o sufixo o? Isto não é mais confuso para um aluno e, afinal, não se trata de um processo de afixação?
E já agora, porquê a terminologia afixação em vez de afixal, se se opõe a não afixal? Para mim, faz sentido, sim, o processo da derivação regressiva: trocar > troca, em que apenas se retira o sufixo do infinitivo r.
Obrigado pela vossa paciência e tempo despendido.
Orações subordinadas iniciadas pelo pronome que
Como posso distinguir o que nas orações? Tenho dúvida em saber se é oração subordinada adjetiva ou se é uma oração subordinada adverbial.
Improviso no sorriso na canção «Antes do adeus»
Tenho uma dúvida. Não sei a quem se refere a expressão «improviso no sorriso», não sei se é o sorriso de quem canta ou é o sorriso da outra pessoa. Também não sei se improviso, neste caso, é do verbo improvisar ou é o substantivo derivado do dito verbo.
O contexto é a canção "Antes do adeus", de Célia Lawson, que ganhou o Festival RTP da Canção, em 1997, e representou a RTP na Eurovisão, ficando no último lugar, com 0 pontos. «Antes do adeus (Tuas trovas, teus lamentos)/Improviso (Ouviam-se em toda a rua)/Antes do adeus (Na outra esquina do vento)/No sorriso (Na outra face da lua)/Antes do adeus (Os teus sonhos eram meus)/Paraíso (A minha vida era tua)/Lemos os sinais (Antes de dizer adeus)/E até fomos imortais.»
Estabelecimento prisional,
penitenciária, cárcere e prisão
penitenciária, cárcere e prisão
Numa aula com formandos de um curso de magistrados em Timor-Leste, surgiu a dúvida sobre a diferença nas seguintes palavras: estabelecimento prisional, prisão, cárcere e penitenciária. Em dicionários são consideradas sinónimos, mas ao nível jurídico e histórico não é bem assim. Gostaria, se possível, que me esclarecessem.
Obrigada.
