Início Respostas Consultório Tema: Provérbios
Catarina Lonos Estudante Leiria, Portugal 1K

Estou aqui a estudar o Memorial do Convento [de José Saramago] e deparei-me com a expressão «porque pagamos com língua de palmo e a vida palmo a palmo».

Alguém poderia ter a gentileza de me ajudar a descodificar tais palavras?

Tânia Costa Bélgica 1K

Gostaria de saber, se possível, qual é a origem da expressão «sabe muito, mas anda a pé»: de que região/local, época e qual o significado original.

Obrigada desde já, e continuação de um bom trabalho.

Joana Teixeira Portugal 763

Gostaria de saber qual o significado da expressão «o tempo é luxo que a nossa vida não só desrespeita como desmerece».

Ana Borges Desempregada Beja, Portugal 11K

Qual o significado do provérbio «A pera, quando madura, há de cair»?

João Carlos Araújo Reformado Lisboa, Portugal 5K

Confesso que, até ouvir esse reparo de alguém, eu também usava a expressão «dois pesos e duas medidas».

Segundo esse reparo, trata-se de uma corruptela retórica, pois o correto será «um peso e duas medidas».

Trata-se-ia do mesmo tipo de deturpação que aconteceu com a expressão «fala mal e parcamente» (generalizadamente confundida com «fala mal e porcamente», como se recordava recentemente aqui no Ciberdúvidas).

É mesmo assim?

Paulo Alexaxandre dos Santos Silva Desempregado Ponte de Lima, Portugal 9K

No outro dia, em conversa com pessoa conhecida, citaram-me esta expressão idiomática, da qual não sei o seu significado correto: «Há mais marés do que marinheiros.» Podiam-me dizer o que é que isto significa, se possível indicando situações onde esta mesma expressão idomática é utilizada?

Obrigado e votos de continuação do vosso excelente trabalho em defesa e salvaguarda da língua portuguesa.

Arlindo Oliveira Reformado Porto, Portugal 6K

Certa vez ouvi uma história a respeito de um rei português que certo dia, por altura de uma festa, mandou fazer uns bolos num convento. Como os bolos eram muitos e não havia farinha que chegasse, juntaram palha moída. O rei, sem saber, comeu os bolos e achou-os bons. Depois, mais tarde, veio a saber como tinham sido feitos e que o pasteleiro andava a dizer que «todo o burro come a palha, a questão é saber dar-lha».

Queria saber, se possivel, a história completa e o nome do rei.

Desde já fico agradecido.

Ana Alves Professora Funchal, Portugal 6K

Gostaria de saber o significado dos seguintes provérbios:

«Ano de ameixas, ano de queixas.»

«A campo fraco, lavrador forte.»

«Mais vale lavrar o nosso ao longe que o alheio perto.»

«A boa fazenda nunca fica por vender.»

«Cada um colhe segundo semeia.»

Ricardo Moreira Desempregado Maia, Portugal 4K

Nesta entrada respondida pela Edite Prada (que agradeço a sua muito boa explicação e introdução à obra!) lia-se que o nome da aldeia do livro «assenta nas características inusitadas da aldeia. Se, cantando, a garganta pode secar, e beber poder ser considerado uma recompensa, chorando tal não acontece, e beber torna-se desnecessário». Permitam-me discordar. Acho que beber não se tornará assim tão desnecessário, à partida (sinto-me agora como quando estava no secundário, quando me entediava com todas as significações que se dava a todas a vírgulas de Os Lusíadas e outras obras. Mas agora sou eu que estou a "alinhar" neste papel).

Discordo desta última parte e pergunto-vos:

– Não terá esta alteração somente o propósito de assentar o provérbio nas características da aldeia? Porque, no mesmo tom humorístico... sarcástico... hum..., até, se calhar, irónico da obra, se, cantando, a garganta pode secar, e beber pode ser considerado uma recompensa; chorando, uma pessoa desidrata e, bebendo, compensa a perda de líquidos, "por isso, chorem, chorem, seus choramingões, e continuem na vossa melancolia, que, bebendo, isso passa". Ou, até, se beberem álcool, seria mais um "chorem, chorem, que depois a pinga vos animará".

Não seria mais esta a ideia?

Maria Arruda Professora de PLE Riccione, Itália 8K

Qual a forma correta do seguinte provérbio: «De cavalo dado não se olha os dentes», ou «De cavalo dado não se olham os dentes»?

No Guia dos Curiosos: Língua Portuguesa (Marcelo Duarte, São Paulo: Ed. Panda, 2003), o autor escreve no título do texto «não se olham», mas no interior do mesmo escreve «não se deve olhar seus dentes».