DÚVIDAS

Infinitivo pessoal no segundo verbo,
com sujeito diferente, da mesma frase
«Há mais coisas no céu e na terra. Entre nós é hábito começar assim contos desse tipo, a fim de se escudar com Shakespeare das setas dos provocadores, para os quais não há nada desconhecido.» Está correta a forma “se escudar” acima, uma vez que foi usada a expressão “entre nós”, que sugere a flexão “nos escudarmos”? Muito obrigado.
Animé (= desenhos animados em japonês),
masculino no uso em português
Porque é que animé, empréstimo do japonês (アニメ), que de si é um empréstimo abreviado do inglês (Animation) é apresentado como substantivo masculino quando o sua origem («animação») é feminina? Tenho reparado que o mesmo se passa em espanhol, francês e italiano, mas não encontro uma razão para tal. Não devia animé ser feminino, ou, pelo menos, um substantivo comum de dois géneros?
Percentagens com a preposição de (ou não)
Quando falamos de percentagens, frequentemente se utiliza a preposição "de", como, por exemplo, «Ele pagou uma taxa de juro de 2,5%.» e «Uma percentagem de 30% dos alunos gostaria de estudar no estrangeiro.» No caso de querermos responder diretamente à questão «Qual é a percentagem?» devemos utilizar o "de" ou não? a. A percentagem é de 6%. b. A percentagem é 6%. Num manual de ensino de português a chineses aparecem as duas construções no mesmo texto e, confrontada com a dúvida, não consegui encontrar explicações que me remetam para uma regra. Muito obrigada pela atenção e ajuda.
Tsunâmi ≠ maremoto
Qual o termo correcto a empregar: tsunami ou maremoto?    Partindo do princípio de que as duas palavras têm o mesmo significado, presumo que o correcto será maremoto, mas surgiram-me dúvidas em relação aos significados das mesmas (maremoto = tremor de terra no mar, e tsunami = onda de água consequência do maremoto?).    No entanto, creio que o efeito (onda) será sempre o maremoto, apesar de se utilizar frequentemente o "tsunami", dependendo das zonas geográficas do globo onde os mesmos acontecem (p.ex. Japão)...    Ciberdúvidas, quem as não tem?...  
Concordância verbal com um sujeito nulo
subentendido numa frase complexa
Tenho dúvida se alguma das seguintes frases estará correta: 1) «Tenho um documento que me pediram que te entregasse.» 2) «Tenho um documento que me pediram para lhe entregar.» 3) «Tenho um documento que me pediram que te fizesse chegar.» 4) «Tenho um documento que me pediram que lhe fizesse chegar.» Qual das formas estará mais correta? Certamente que o tratamento na 2.ª pessoa do singular (te) ou na 2.ª pessoa do plural (lhe, como se fosse "vos" entregasse) dependerá da relação que o interlocutor tem com a pessoa que aborda. Mas ainda pergunto, para além disso, sendo esse pedido formulado por uma pessoa para entregar o documento a outrem, se estará correta a conjugação do verbo entregar na frase 1)  «entregasse»? O que realmente quero é ocultar quem faz esse pedido, e suponho que, em vez de dizer «X pediu-me que te entregasse isto», se disser «Tenho um documento que me pediram que te entregass»", não revelo a pessoa que faz o pedido.  Por outro lado, se, em vez de "entregasse", estivesse "entregassem", estaria errado? Perdoe-me a minha ignorância gramatical. Não sei se estou a confundir alguns conceitos, ainda assim, gostaria de ser esclarecido sobre este caso que expus. Obrigado pela atenção.
Sobre os verbos copulativos (ou predicativos)
Cegalla cita, como exemplo de predicativo do sujeito, a frase «A vida tornou-se insuportável''»(pág. 343). No entanto, logo depois, utiliza a frase «Silvinho acha-se um gênio' (pág. 344) como exemplo de predicativo do objeto. Qual a diferença entre as construções a ponto de modificar o predicativo? Na minha análise, as duas possuem predicativos que se referem tanto ao sujeito quanto ao objeto 'se', o qual tem sentido reflexivo. Além disso, 'acha-se' e 'torna-se' são igualmente citados como verbos de ligação (pág 339 e 340). Está certa ou errada a minha lógica? Caso eu esteja correto, há um nome específico para semelhante caso?
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