A regência do adjetivo faminto
Gostaria de saber se é correcto usar o adjectivo faminto seguido da preposição «de» quando o usamos num sentido figurado.Exemplo:
«As crianças, a morrerem de fome, famintas das ideias que já havia aqui e ali, gritaram: "Independência!"»
Uma vez que faminto pode significar, em sentido figurado, «muito desejoso» ou «ávido», não sei qual a regra admitida, se a preposição é de ou por ou se não é admitida preposição.
Muito obrigado.
[N. E. – O consulente escreve correcto e adjetivo, mantendo a antiga ortografia. As formas da norma em vigor são correto e adjetivo.]
«Boca do metro»
[Sobre a expressão «boca do metro»] tenho uma dúvida: é «boca do metro» ou «entrada do metro»?
Acho que a segunda opção é correta, mas também tenho encontrado a primeira opção na Internet. Qual é a correta?
«Emagrecer abaixo do tutano»
No conto de Mia Couto "O adiado avô", o autor diz do velho muito teimoso «o homem tinha emagrecido abaixo do tutano».
Qual é o sentido desta frase? «Abaixo do tutano será uma expressão idiomática»?
Muito obrigada.
«Opinião pública»
Eu gostaria que me esclarecessem quanto à função sintática de "pública" na expressão «opinião pública».
Grata pela atenção
A próclise e a ênclise do pronome em «já lhes digo»
vs. «venho já chamá-los»
vs. «venho já chamá-los»
Confrontando as frases:
«Já lhes digo.»
«Venho já chamá-lo.»
Qual é a justificação para as duas diferentes colocações do pronome?
Muito obrigada pela vossa colaboração.
«Capitã Marvel» vs. «Capitão Marvel»
Acabo de ler a atualização do dia, e chama-me a atenção a questão de capitão/capitã. Custa-me a acreditar que para traduzir o título de um filme, Captain Marvel, fosse preciso consultar as Forças Armadas, para ter a certeza de que não existe em nenhum ramo delas uma "capitã", e não usar a língua, e a linguagem, para precisamente chamar a atenção para essa ausência, na língua e na realidade, como fez o Brasil....
«Ao passo que», «à medida que» vs. «à velocidade a que nos movemos...»
[A minha dúvida] é se devo preservar uma simetria nas locuções «ao passo que» e «à medida que» com a preposição a.
Por um lado, penso na simetria que vejo nas locuções com em. Quero dizer com isso que o em aparece duas vezes – frases como «No lugar em que estou, sinto-me bem», na qual acredito que a palavra em não pode ser omitida. Por outro lado, penso se existe no caso específico de locuções semelhantes com a uma preferência pelo que considero análogo à omissão do em no exemplo anterior.
Seria ilógico dizer «Ele é feio, ao passo a que ela é lindíssima», em vez de «Ele é feio, ao passo que ela é lindíssima»? Ou dizer «À medida à qual fui explorando, tudo se me foi revelando», em vez de «À medida que fui explorando, tudo se me foi revelando»? Será que devo trazer a lógica dessas duas locuções anteriores para casos que não são locuções clássicas da língua?
Para mim, o mais lógico seria escrever «À velocidade a que nos movemos, não há tempo para reagir», mas será que a frase deve ser simplificada para «À velocidade que nos movemos, não há tempo para reagir»? Para mim, parece razoável reservar a construção que omite o segundo a para frases com verbos transitivos diretos, como «À velocidade que escolhemos para viajar, não há tempo para reagir».
A concordância verbal em «dois terços da população»
Qual a frase correta: «Dois terços da população votou» ou «dois terços da população votaram»?
Obrigada.
Sertaginense, um gentílico da Sertã (Portugal)
É o correto o termo "sartaginense" em vez de sertaginense?
Chinfrineira e chinfrim
Existe a palavra "chinfrideira"? Apenas conheço a palavra chinfrineira, mas apareceu-me aquela palavra num texto, e fiquei confuso, pois não a encontro no dicionário.
Obrigado.
