DÚVIDAS

Como nasceu o ç, de novo
Em sua edição de 30/7/98, Ciberdúvidas, sob o título "Como nasceu o ç", publicou em "Cibernota" o seguinte: "Os espanhóis utilizam a ponta da língua para pronunciar o s de mesa (forma ápico-alveolar)". Não é verdade. Os espanhóis utilizam a ponta da língua apenas quando pronunciam o z (zapato) e o c antes de vogal (hacer); jamais quando pronunciam o s. "Mesa", em espanhol da Espanha, pronuncia-se mêssa, e a língua não se projeta contra os dentes, como pretende Ciberdúvidas.
Plural de estrangeirismos
Concordamos que quando houver equivalente em português deve-se abolir o estrangeirismo. Com a invasão da informática e seus termos, na maioria (ou seria totalidade?) dos casos em língua inglesa fica difícil a tradução e até verificamos alguns "crimes" quando traduzidos. Uma questão diz respeito a utilização obrigatória de aspas/itálicos, que torna um texto técnico por demais fantasiado. Outra questão refere-se à colocação destas palavras no plural. Um "software". Dois "softwares"? Como proceder melhor?
"Dopar": drogar e narcotizar
Tenho reparado que muitos dos jornais portugueses não temem usar "dopantes" (substâncias) e "dopado", mas recorrem sempre ao "doping" inglês. Verifico também que a maior parte dos dicionários consagram "dope" e "dopar" como termos brasileiros. Dada a actualidade da matéria (a propósito, acho estranha a pouca agitação causada em Portugal pela morte de 2 jovens basquetebolistas da equipa "Portugal Telecom"), qual a vossa opinião sobre a utilização de doping em português? Não há alternativas? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa