DÚVIDAS

Uma frase com quatro tempos verbais
Como formador, utilizei há tempos, numa sessão de formação, uma frase retirada de um pequeno livro da autoria de José L. S. Sampaio, cujo título é “Avaliação na Formação Profissional”, da colecção Formar Pedagogicamente. A frase é a seguinte: «Os elementos a fazer corresponder devem ser afins e homogéneos e conter apenas uma ideia....» Alguém se escandalizou e comentou: «Quatro tempos verbais seguidos? Essa frase está mal construída!» Eu mantive a frase. Gostaria de saber se realmente fiz bem.
À volta da pronúncia de poça, no singular e no plural
Na análise já feita, existem 2 modos, "pôça" e "póça", o que significará que ambos estão correctos, pese embora a ausência de acentuação, o que me faz confusão. Quando ouço na TV dizerem «uma /póça/» ou «duas /póças/» os meus tímpanos sentem-se agredidos. E lembro-me logo do /môlho/ e dos /môlhos/ (culin) e do /mólho/ e dos /mólhos/ (dos 7 vimes) e ainda do «alho porro» das nossas noites de S.João, que se pronuncia /pôrro/.
Concernir = dizer respeito
Tenho tido discussões acesas com amigos a propósito do verbo concernir, nomeadamente por causa da sua conjugação na 3.ª pessoa do singular na expressão: "No que concerne". Estes meus amigos teimam em dizer que esta expressão não é "portuguesa" e que só mais recentemente foi adaptada do inglês ou do francês. Isto é verdade ou o verbo concernir sempre foi utilizado comum e regularmente pela língua portuguesa, tendo em conta a sua origem no latim? Tenho dificuldade em aceitar que esses meus amigos me digam que: «'no que concerne' não é a expressão mais correcta uma vez que temos expressões em português como 'no que diz respeito'»! Grato pela atenção dispensada!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa