«Um bocadinho de bolacha» vs. «da bolacha»
«Dás-me um bocadinho de bolacha?»
«Estás cheia de manias.»
«Não gosto deste tipo de pessoas.»
«Chega de palavras ridículas.»
Nestas situações não poderia substituir o de pelo da?
Se sim, em que situações?
Obrigada.
Uma vírgula num apólogo de Machado de Assis
Estou intrigado com o seguinte uso da vírgula após o pronome relativa que usado na narrativa "Um apólogo" de autoria de Machado de Assis:
«Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:...»
Afinal, por que mesmo usar a vírgulas após esse pronome que, se a oração «disse a um novelo de linha» é adjetiva restritiva?
Por gentileza, poderiam me esclarecer o motivo de usar a vírgula neste caso?
Desde já, agradeço o apoio de sempre.
N. E. – Um apólogo é uma «narrativa em prosa ou verso, geralmente dialogada, que encerra uma lição moral, e em que figuram seres inanimados, imaginariamente dotados de palavra» (Dicionário Houaiss).
Regência nominal: «impulso puro de ideais democráticos»
Como descobrir a regência de adjetivos que se acompanham de substantivos em sequências como: «impulso puro de ideais democráticos».
Nesse caso, de pertence a impulso ou a puro?
Muito obrigado!
O plural de persona non grata
É muito usado o termo persona non grata, mas qual o plural? Existe?
Obrigado.
A abreviatura de «previsto e punível»
Que significa "p. e p." no contexto seguinte: «factos susceptíveis ... de configurar a prática do crime de furto qualificado , p. e p. pelo art.204.º, ... do Código Penal»?
Agradecida.
Os elementos de composição -logista e -logo
Porque usamos tanto a forma -logista, como a forma -logo?
Ex.: psicólogo e neurologista.
Ao que me parece, -logo e -logista significam o mesmo: quem estuda a lógica de algo, seja a psique ou o cérebro.
Não poderia ser, eventualmente, "psicologista" e "neurólogo"?
A grafia de chutar
Hoje fiz umas pesquisazinhas sobre a etimologia de algumas palavras, dentre elas a palavra chutar.
Todos os dicionários que consultei dizem que chutar vem de chute, que, por sua vez, vem do inglês shoot. Mas isso me pareceu estranho.
Foi-me ensinado que quando aportuguesamos uma palavra do inglês que tem sh, devemos grafá-la com x, até porque não são todos os falantes de português que pronunciam x e ch da mesma maneira. Segundo meus professores, é por esse motivo que shampoo virou xampu.
Mas chute também vem de palavra com sh e mesmo assim escrevemos com ch em português. Por quê?
Só consigo pensar em algumas possibilidades: chute é a exceção à regra (existem outras?); ensinaram-me errado e a regra não existe; "xute" é a forma que mais faz sentido etimologicamente; ou a explicação é alguma outra que não cogitei.
Qual dessas opções é a correta?
A regência de ávido
A minha dúvida prende-se com a regência de ávido. Li no vosso material que a ávido se segue a preposição de (ver "Regência", no Glossário de erros mais frequentes).
Todavia, tenho visto em muitos livros a preposição por, principalmente quando a esta se segue uma forma verbal. Por exemplo, «ávido por cooperar», «ávido por mexer», etc,
Será que estamos perante uma formulação errada e a forma correta continua a ser com a preposição de (por exemplo, «ávido de cooperar» a «ávido de mexer»)?
Obrigada.
A expressão «ter adesão à realidade»
Nos vossos comentários a questões de interessados na língua portuguesa, distinguem o uso de adesão e de aderência em função do contexto em que é usada cada uma dessas palavras. Há no entanto uma situação que me tem trazido dúvidas.
Deve dizer-se ou escrever-se «a ideia de que o capital internacional escolhe o seu destino de investimento tendo em conta a taxa de IRC não tem aderência à realidade», como escreveu João Taborda da Gama no Expresso de 23/09/2022, ou «... não tem adesão à realidade»?
Como a expressão em causa tem o significado de «... não coincide com a realidade», parece-me que o uso do termo aderência está correto, embora não me “soe” bem.
Será assim?
Expressão de tempo: «tem/faz dois dias que...»
Qual o correto?
«Tem dois dias desde que a primavera começou.»
«Tem dois dias que a primavera começou.»
Obrigado!
