Averigúe
Num dicionário de verbos da Porto Editora encontrei a palavra "averigúe" (com acento). É mesmo essa a forma correcta de escrever a palavra?
O uso dos termos perfusão e infusão
A dúvida sobre a aplicação dos termos perfusão e infusão já foi colocada, mas a resposta não é totalmente esclarecedora no que diz respeito às bombas de insulina, utilizadas para tratamento da diabetes.
Inclino-me para o referido no Dicionário de Termos Médicos.
Embora a raiz latina permita ambas as interpretações, parece-me que perfundir indica mais o conceito de passagem por estrutura oca (por exemplo, vaso ou túbulo) enquanto infundir ilustra mais o conceito de infiltração/difusão em tecidos como realmente ocorre na administração de insulina através das bombas habitualmente disponíveis.
Na literatura anglo-saxónica, ambos os termos são utilizados (por vezes indistintamente), e terão origem latina como os portugueses, no entanto a designação Continuous Subcutaneous Insulin Infusion (CSII) está inequivocamente consagrada.
Claro que também há bombas de insulina que fazem a administração endovascular, tecnicamente mais complexa e exigente, e essas, sim, seriam perfusoras.
Considerando o exposto, creio que infusão seria o termo preferencial, embora perfusão não seja incorrecto.
Será admissível esta interpretação?
Argélia / Argel
Porque é que em português se diz Argélia (e Argel), quando nas outras línguas (excepto espanhol) de diz Algeria (Algerie, Algerien, ...), capital Alger?
Feminino; masculino
Quero saber porque certas palavras em português são masculinas ou femininas mas em espanhol ou francês são o contrário se estas línguas todas derivam do latim.
Emassar
Trabalho em uma empresa de artefatos de madeira, e temos uma dúvida que não encontramos em nenhum dicionário. Um dos processos de produção é aplicar uma massa específica para madeira, para cobrir pequenos furos ou pequenas imperfeições da peça de madeira, minha dúvida é qual o termo correto para a aplicação dessa massa, massear, massiar ou outro termo.
Se vocês puderem tirar essa minha dúvida, ficarei muito grato.
O c mudo
Qual a regra da utilização do c mudo? Ex.: acção.
O aposto e a sua identificação
Estava estudando com meu filho sobre aposto.No tópico sobre os diversos tipos de aposto vimos o aposto especificativo com alguns exemplos: «O poeta Vinícius de Moraes gravou belas canções» (aposto: «Vinícius de Moraes»); «A cidade de São Paulo apresenta altos índices de poluição ambiental» (aposto: «São Paulo»); «Fizeram um passeio pelo rio Amazonas no mês de junho» (apostos: «Amazonas»; «de junho»).No entanto, ao fazermos exercícios de fixação, nos deparamos com um que não conseguimos identificar, no exemplo de uma fala: «Ora, se existir batatas chips e Leonardo di Caprio, pra mim, já tá limpo!» Pergunto: Seria «chips» um aposto especificativo da palavra batata? Ou nada tem que ver «chips» como aposto especificativo de batata?Solicito esclarecimentos sobre esse tipo de aposto.
Ainda os gentílicos relativos a países
Sou mestrando em Relações Internacionais e gostaria de saber qual a designação correcta dos habitantes dos seguintes países:
Eritreia Bangladesh Myanmar Chade Níger Djibuti Omã
Continuem com o bom trabalho! Viva a Língua Portuguesa!
Junto enviamos
Em cartas "comerciais" será correcto usar a expressão "somos a enviar..." como sinónimo de "junto se envia..."?
Ainda o uso do hífen
Na “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, de Celso Cunha e de Lindley Cintra, em página de que já me não recordo, encontrei um hífen a medear estes dois termos: “morfo-sintáctico”. Vacilante, tentei ancorar-me no «Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa», em que Rebelo Gonçalves, na página 250, reputa “inadmissível o uso do hífen nos compostos em que um elemento de origem substantiva, proveniente do grego ou do latim e terminado em 'o', se combina com um ou mais substantivos ou adjectivos”. Perante esta asserção, questionei-me se seria eu quem não teria interpretado bem a regra ou se a «Gramática» estaria em colisão com o «Tratado». Será, pois, em Rebelo Gonçalves que deverei sustentar os meus argumentos em favor da supressão do hífen em “morfossintáctico” ou em “morfossintaxe”? Ou deverei seguir antes o que este mesmo autor escreve (pág. 216) para “fonético-sintáctico”? P.S. – De acordo com a regra supratranscrita, não deveria A. Tavares Louro rever o que escreveu sobre “ovário-histerectomia”, em 6 de Outubro de 2003? É que, para este caso, Rebelo Gonçalves não deixa margem para dúvida: impõe-se a “elisão do 'o' final de um elemento, antes de vogal ou 'h' + vogal (suprimindo-se o 'h')”: "ovaristerectomia".
