DÚVIDAS

O significado de diariamente
Num press release da Câmara Municipal da Mealhada a determinada altura escreve-se: «A exposição, hoje inaugurada, consta de uma mostra de armamento da época, alguma estatuária e cartografia militar, além de fotografias do Bussaco e do património histórico e militar, e vai estar patente ao público no Cineteatro Municipal Messias, onde pode ser vista diariamente, de quinta a segunda-feira, das 15h00 às 18h00 e das 20h00 às 23h00, até ao próximo dia 4 de Julho.» Gostava me informassem se «... diariamente, de quinta a segunda...» está correcto. Para mim, quando empregamos a palavra diariamente, significa que são todos os dias da semana e não apenas alguns, porque senão diríamos quais os dias, por exemplo, «de quinta a segunda». Fico a aguardar o vosso esclarecimento.
As frases relativas livres ou sem antecedente
Na TLEBS, no subdomínio Sintaxe, n.º B4.3.4.3, apresenta-se a frase «Durmo bem [onde há silêncio]», em que «onde há silêncio» exemplifica uma frase modificadora do grupo verbal introduzida por «onde», classificada como subordinada substantiva relativa sem antecedente. Se «onde» é um pronome relativo adverbial, com sentido de lugar, como pode introduzir uma frase substantiva? Uma frase substantiva não terá de desempenhar uma função própria de um substantivo/nome?[…]
O nascer do Sol
Gostaria de saber se o critério utilizado para "pôr-do-sol" se aplica a nascer do Sol. Se não, porquê? Na minha lógica, a acção de pôr ou nascer do Sol (astro) não devia ter hífen, (exemplo: o jantar de família /o cantar do galo). No entanto, encontro em vários dicionários/prontuários com hífen e noutros sem. Instalou-se a dúvida. Agradeço o esclarecimento.   N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
Ainda «ter que ver com»
Repetidamente se tem afirmado aqui que «ter que ver com» está correcto e «ter a haver com» está errado. Nunca vi, na argumentação, qualquer referência ao latim para consubstanciar essa afirmação. Porquê? O latim não nos pode ajudar aí? Por outro lado chamo a atenção de que o equivalente em inglês é «this has nothing to DO with that», e em holandês é «dit heeft daar niets mee te MAKEN». Em ambos os casos, os verbos (to do e maken) estão mais próximos do sentido de haver do que de ver, o que pode indiciar que a vossa interpretação pode não estar correcta. Quererão V. Exas. voltar a este assunto?
Subscrição vs. assinatura
Tenho visto recorrentemente o uso da palavra subscrição como sinónimo de assinatura no contexto de «assinatura/subscrição de um serviço ou bem». Por exemplo, «subscrever um pacote de serviços televisivos». Consultando os dicionários da Priberam e da Porto Editora, encontro para assinatura a definição «Direito que se tem a alguma publicação ou comodidade mediante certo preço por determinado tempo» e «Contrato através do qual se adquire o direito de receber determinado bem (publicação periódica) ou usufruir de um serviço (frequência de espetáculos, utilização de transportes públicos, etc.), mediante o pagamento de uma dada quantia». Não encontro uma definição semelhante para a palavra subscrição, embora encontre assinatura como sinónimo. Gostaria de saber se, neste contexto, é possível o uso de ambas palavras (ou se, eventualmente, há aqui alguma variação entre português de Portugal e do Brasil). Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa