Há muitas coisas
Tenho dúvidas no emprego destas duas formas quando me refiro a um mesmo assunto. «Há muita coisa que desconheço sobre o assunto...» ou «Há muitas coisas que desconheço sobre o assunto...»? Poderei utilizar as duas, sendo a primeira mais limitativa do que a segunda? Ou estarei a incorrer em erro?
Preferível a
Preferível, ou mesmo necessário?
Sei que este problema já foi abordado, mas parece-me não ter ficado bem explícito, o que seria mau.
De facto, dizer-se ou escrever-se «(Algo) é preferível do que (outro algo)» é verdadeira calinada e erro, ou entendem que não?
É que se trata de uma redundância que acho que denota ignorância em relação ao significado de “preferível”, pois este conceito já traz em si um elemento de comparação.
Parece o «suicida-se a si mesmo (repetidamente)»!!
A única forma correcta tem a forma «(Algo) é preferível A (outro algo)».
Tenho razão?
Obrigado.
O itálico em palavras que não são estrangeirismos
Por diversas vezes, a meio de um texto, deparamo-nos com um vocábulo em itálico que não resulta, por exemplo, de algum estrangeirismo. Muitas vezes em pronomes pessoais, mas também em advérbios e conjugações verbais. Qual a razão subjacente a essa prática? Nesse sentido deixo aqui três exemplos: «Será assim tão terrível um homem querer mais juventude, mais prazer? Além disso, Walter não é corrupto - não é exactamente ("exactamente" em itálico) corrupto». Michael Cunningham, "As Horas". Lisboa: Gradiva, 9.ª edição, 2004, p. 23. «Nunca havia violações da segurança. Informações mesmo ("mesmo" em itálico) secretas ele nunca ouvia nem pedia para ouvir.» Saul Bellow, "Ravelstein". Lisboa: Teorema, 2001, p. 61. "Por detrás de um aglomerado baixo de nuvens de poluição, o Sol era um disco de prata suja, pequeno e exacto. – Hoje tens tu de cuidar de mim ("mim" em itálico) – disse Mary por entre um bocejo, apoiando de novo a cabeça no ombro de Colin. – Então ontem foste tu a cuidar de mim ("mim" em itálico)? – perguntou ele, acariciando-lhe a nuca.» Ian McEwan, "Estranha Sedução". Lisboa: Gradiva, 2.ª edição, 1998, p. 45. Obrigado!
A origem de «Rua Direita»
Sei que no Brasil e em Portugal é e era comum haver, nas cidades e vilas, ruas chamadas de «Rua Direita». Sempre tive a curiosidade de saber se se trata apenas de uma denominação qualquer ou se ruas com esta crisma têm alguma função específica, talvez sejam a rua principal do núcleo urbano onde estão ou alguma outra coisa. Não sei.
De qualquer modo, vale dizer que no livro dos Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento da Bíblia Sagrada, capítulo 9, versículo 11, fala-se de uma rua com o nome supramencionado em Damasco, Síria. O que me faz suspeitar que a denominação em apreço venha desde a época do romanos.
Podeis esclarecer-me, por favor?
Muito obrigado.
O adjunto adverbial de assunto vs. objeto indireto
Boa noite, excelente banca! Como se faz para se distinguir adjunto adverbial de assunto de objeto indireto? (Para os amigos lusófonos, complemento oblíquo). Poder-me-iam dar exemplos?
Na certa expectativa, envio-lhes cordiais agradecimentos.
«Cara laroca»
Quero conhecer o sentido da expressão «cara laroca».
Obrigado.
Simplicíssimo e simplíssimo
Preciso de saber se o grau superlativo absoluto sintético de simples.
Sub-bacia, sub-reino
Ao que parece, a base XVI do Acordo Ortográfico de 1990 não é suficientemente explícita no que respeita ao uso do hífen em palavras formadas com o prefixo sub-. Como será a grafia, à luz deste acordo, das palavras sub + bacia e sub + reino? Será esta uma futura controvérsia?
Bucal / oral
Ao visitar uma página argentina li que a "Sociedad Argentina de Cirurgía Bucal" se chama assim desde que, depois de uma consulta à Academia de Letras (Argentina, suponho), soube que era um erro dizer "oral" referindo-se à boca.
Sou médico dentista e gostava que me apontassem a luz para a região oral? Bucal?
Muito obrigado.
Novo acordo ortográfico, período de transição
Neste momento necessitava de saber qual a data da entrada em vigor do acordo ortográfico, ou seja, no período de transição até 2014 posso continuar a escrever como até aqui tenho escrito? E, se escrever desde já respeitando o acordo, estou a escrever correctamente, ou só deverei fazê-lo a partir de 2014?
Grata pela atenção!
