DÚVIDAS

Preferir, mais uma vez
A questão da prova V da fuvest (n.º 6) tinha o seguinte enunciado: "A única frase que não apresenta desvio em relação à regência (nominal e verbal) recomendada pela norma culta é: A resposta certa seria a letra E: «O roteiro do filme oferece uma versão de como conseguimos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra, a aventura à repetição.» Quanto à construção "à casa", esta crase está corretamente empregada? Diz a regra que casa, sem que esteja especificada, no sentido de lar, domicílio, não é craseada. Aguardo ansiosamente a resposta.
Frases com o mesmo sentido
Gostaria de conhecer a opinião da equipa do Ciberdúvidas sobre as seguintes frases: "Não teve lugar a rápida derrota da França, como estava previsto no plano de guerra dos Alemães." e "Como estava previsto no plano de guerra dos Alemães, a rápida derrota da França não teve lugar." A dúvida é sobre se têm exactamente o mesmo sentido ou, como julgo, a primeira significar exactamente o oposto da segunda. Para mim, na primeira o que se diz é que os Alemães previram que a França fosse rapidamente derrotada, o que não aconteceu. Na segunda, o sentido que apreendo é o de que os Alemães previram que a França não fosse rapidamente derrotada, o que de facto veio a acontecer.
«Hemos», outra vez
Tive oportunidade de adquirir, recentemente, o Dicionário Multimédia da Língua Portuguesa, em CD-ROM, distribuído conjuntamente com o jornal “Correio da Manhã”, e a revista “Sábado”, e baseado no Grande Dicionário Universal da Língua Portuguesa, da Texto Editores. Na secção «Verbos», na conjugação do verbo haver, na 1.ª pessoa do plural, do presente do indicativo, é afirmado «nós hemos». Conforme tive oportunidade de ver no vosso excelente sítio, da Internet, em respostas anteriores, a conjugação correcta é «nós havemos». O citado CD-ROM estará incorrecto, ao afirmar este erro? Deveria ter havido mais cuidado na revisão deste CD-ROM, uma vez que se trata de um objecto de distribuição maciça, a nível nacional? Tive uma vez uma professora de Português, no ensino secundário, que uma vez nos explicou este erro, dizendo que «hemos» não significa absolutamente nada, não existindo, sendo um erro frequente, sendo a forma correcta «havemos». Qual é a frase correcta: «Nós hemos de visitar os nossos compadres à aldeia no próximo fim-de-semana» ou «Nós havemos de ir visitar os nossos compadres à aldeia no próximo fim-de-semana»? Gostaria de ter um comentário vosso.
Presente do conjuntivo vs. imperativo
Peço a vossa atenção para as frases seguintes: «Aventure-se por Portugal. Descubra a simplicidade de um país autêntico.» a) Sabendo que o imperativo afirmativo apenas possui formas próprias para as segundas pessoas do singular e do plural, tomando as restantes pessoas as formas do presente do conjuntivo; b) Sabendo (ainda relativamente ao modo imperativo) que a 3.ª pessoa terá de ser antecedida, expressamente ou não, por você e afins... c) As formas verbais na frase acima dir-se-ão no presente do conjuntivo, ou no imperativo?
A regência de insistir
Gostaria que me esclarecessem acerca de uma dúvida relacionada com a regências do verbo insistir. Exemplo: 1 – «Alguns insistiam que eu começasse a abrir os presentes.» 2 – «Alguns insistiam para que eu começasse a abrir os presentes.» Qual dos exemplos é o correcto? Consultei o Dicionário dos Verbos Portugueses, da Porto Editora, mas só refere o seguinte: «insistir – insistir em: inserir-se num contexto moral.»
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