DÚVIDAS

Oração subordinada substantiva com função de sujeito
Tenho alguma dificuldade em definir o sujeito e o complemento directo em frases do tipo: «É aconselhável que se faça a prevenção rodoviária.» «É obrigatório que se respeitem os sinais de trânsito.» «Que tu tenhas estudado deu muita alegria aos teus pais.» Estas frases não possuem um sujeito definido. A minha primeira impressão é que, por exemplo, «que se faça a prevenção rodoviária» seja uma oração subordinada completiva com função de complemento directo, pois faço a pergunta simples: «O que é obrigatório? — Que se faça a prevenção rodoviária.» E assim nesta frase o sujeito é indeterminado. Agradeço que me possam esclarecer estas dúvidas.
A concordância negativa
Tenho dúvidas sobre a palavra "nada" nalgumas frases. Por exemplo: "nada" corresponde ao valor nulo, vazio, sem conteúdo, etc. e quando digo que « eu não quero ser nada» não será igual a dizer «eu quero ser alguma coisa»? Ou «eu não quero nada» não será também «eu quero algo»? Ao usamos o "não" vai negar o "nada". Não seria mais correcto dizer «eu quero ser nada» ou «eu quero nada»? Agradeço a atenção dispensada.
Os naturais da ilha do Pico (Açores, Portugal)
Sou natural da ilha do Pico, nos Açores, e sempre me ensinaram que eu sou "picoense" ou "picaroto". A corroborar esta ideia existem na ilha do Pico diversas entidades que utilizam o gentílico "picoense", tais como: «Panificadora Picoense», «Farmácia Picoense», «Electrificadora Picoense», etc. Também a comunicação social local refere sempre os naturais da ilha como "picoenses" (a grande maioria das vezes) ou "picarotos" (apenas algumas vezes). No entanto, ao consultar o dicionário (Porto Editora) descobri que o único gentílico lá indicado era "picuense", que confesso que nunca tinha lido em mais nenhum lugar. A minha dúvida é saber quais são os gentílicos correctos. Muito obrigado e continuação de bom trabalho.
Oração subordinante vs. frase
Gostaria que me esclarecessem quanto à terminologia a utilizar no que respeita à designação de frase subordinante ou oração subordinante. De fato, tenho reparado que há manuais que utilizam a designação de oração subordinante, enquanto outros designam de frase subordinante, que me parece ser mais correto.Por exemplo na frase: «O Pedro gostou da pera porque estava madura», estamos perante duas orações, a primeira oração subordinante, a segunda oração subordinada adverbial causal, introduzida pela conjunção subordinativa causal — porque —, de acordo com a anterior nomenclatura.Ora, consultando o Dicionário Terminológico parece-me mais correto considerar que estamos perante uma oração subordinada adverbial causal e uma frase subordinante, pois oração é a «Designação tradicional para os constituintes frásicos coordenados e subordinados contidos em frases complexas».Então, como estamos perante uma frase complexa, será mais correto designar a tradicional oração subordinante de frase subordinante.
Tipos de se: integrante, condicional e pronominal
Muito bom ter este oásis em que sábios, em sua plêiade, respondem a questões de português. Parabéns! Hoje, para economizar e-mail, tenho três perguntinhas básicas: 1 – Em «Será muito bom se você passar na prova», o se é integrante, ou condicional? Por quê?2 – Em que casos o se não pode vir antes de infinitivo? Por quê? 3 – Em «Não é bom se dizer ao chefe a verdade», o se é integrante, ou apassivador? Por quê? Muito grato!
Peixe-boi, de novo
Com referência à resposta do Prof. Fernando Peixoto ao consulente Aguiar Júnior sobre o feminino de "peixe-boi", cumpre-me dizer que o feminino na verdade é, por mais estranho que possa parecer, "peixe-mulher", embora seja pouco usado. Pelo menos é o que consta no dicionário Aurélio. De minha parte, acho mais conveniente "peixe-boi fêmea", como foi dito pelo nobre professor. Mas a língua não é feita de conveniências...
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