DÚVIDAS

Ainda a locução «não obstante» + o significado de ubérrimo
Gostaria de saber a função da conjunção «não obstante», isto é, porque é enquadrada como conjunção adversativa (que penso obstar tem o significado de oposição e ficaria como aditiva: não obstante?!?!) E que significa ubérrimo (estava lendo úbere é mamilo), sendo esse superlativo absoluto sintético é, portanto, o quê: peituda, grande peito ou o quê?!? Um obrigadão à atenção, estou ansioso esperando esclarecimentos.
O significado de «círculo virtuoso»
Conheço a expressão «círculo vicioso», «circularidade» ou «petição de princípio», sendo uma falácia da lógica informal, em que se parte de A para concluir A. No entanto, a propósito de terem criticado a sua teoria institucional da arte por ser circular, George Dickie alude a um «círculo virtuoso», expressão que desconheço. O que é um «círculo virtuoso» e em que medida se distingue de um «círculo vicioso»?
Os gentílicos de Domínica e da República Dominicana
Gostaria de saber qual o gentílico de Domínica e da República Dominicana. Se bem que alguns dicionários que consultei nos remetem para "dominicano", tanto para Domínica como para a Rep. Dominicana, no meu Prontuário Atual da Língua Portuguesa, das Edições Asa, aparece dominiquense referindo-se a Domínica, termo que não se encontra facilmente noutro dicionário, e dominicano para República Dominicana. Na opinião do Ciberdúvidas, qual a(s) formas(s) mais correta(s)? Obrigado.
Os coletivos não contáveis
A propósito dos nomes coletivos contáveis e não contáveis, surgiu-me uma questão relativamente às palavras indicadas nas palavras-chave: «Refere o nome comum coletivo não contável que designa um conjunto de pessoas, mosquitos, animais e plantas.» Para animais e plantas, julgo que o correto será fauna e flora, respetivamente. No entanto, para pessoas e mosquitos não encontro um não contável. Ou será que multidão e nuvem/praga são nomes não contáveis?
Próclise após o "que"
Gostaria de saber em que casos é obrigatória a próclise após a partícula "que" no português de Portugal. Tenho essa dúvida pois ao consultar Ciberdúvidas vi, por um lado, que na frase "Se a pergunta for difícil, avise-me, que eu lhe enviarei a resposta" (6/7/2001) era possível também utilizar o pronome em posição mesoclítica se a frase fosse dita pausadamente. Por outro lado, ao comentar as diferenças sintáticas entre o português de Portugal e do Brasil (17/03/1999), afirmou-se que no Brasil há freqüentemente trocas entre ênclise e próclise, em relação ao que é usual em Portugal (ex: que se diz/ que diz-se). Talvez a colocação pronominal dependa da eufonia da frase, ou de se o "que" tem função de conjunção ou de relativo.
Os verbos enganar e agradecer
«A médico, confessor e letrado, nunca enganes»; «A médico, confessor e letrado, nunca agradeças». No primeiro caso, estaremos na presença de um complemento directo e, no segundo, de um complemento indirecto, é verdade? Ou seja, entre enganá-LOS e agradecer-LHES há uma diferença que importa: é que se agradece sempre qualquer coisa (que será um complemento directo, ainda que implicitamente). Em "agradecê-LO", aí, sim, poderíamos observar um C. D. Poderei fazer este raciocínio e explicá-lo desta forma? Grata.
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