“Comunicamos-lhe que...”
Tenho lido que: "Comunica-se alguma coisa a alguém, mas não se comunica alguém sobre ou de alguma coisa." (Eduardo Marins). Portanto, não está errado iniciar um ofício/carta com a expressão "Comunicamos-lhe que...", já que "Comunicamos-lhe" é o mesmo que comunicamos você...?
Grata.
O galicismo “naïf”
Preciso de saber qual a forma mais correcta de se utilizar para sinónimo de ingenuidade. Já fiz diversas pesquisas: Em dois dicionários de língua portuguesa a palavra não constava, e na pesquisa “on-line” encontro argumentos que me validam as duas hipóteses. Agradeço que me esclareçam e já agora aproveito para dar os parabéns pelo “site”, que é fantástico. Muito obrigada.
«Não perceber patavina» vs. «Não saber patavina»
Estou a ler a História Rocambolesca de Portugal (de João Ferreira), precisamente no capítulo dedicado a Santo António de Lisboa (ou Pádua), em que o autor descreve os motivos por que o santo ficou ligado a estas duas cidades.
Num breve resumo: Santo António nasceu em Lisboa, mas viveu muitos anos em Itália, onde se destacou pelas suas qualidades humanistas e pelos seus sermões. Veio a falecer em Itália; a cidade de Pádua erigiu-lhe uma monumental igreja, e Lisboa dedicou-lhe um feriado.
Ora, é precisamente aí que a minha ignorância veio ao de cima! Nunca me ocorrera que o povo de Pádua se denominasse patavino.
Será que a nossa expressão «Não perceber patavina!» tem relação direta com a rivalidade que o povo lisboeta (e no geral, português) tem com os patavinos?
É curioso, mas esta rivalidade até nos faz esquecer que o verdadeiro padroeiro de Lisboa é São Vicente, e não Santo António.
Grata.
Madrid
No Brasil os meios de comunicação ainda não chegaram a um consenso no tocante à maneira correta de escrever o nome da capital de Espanha; uns escrevem sem o d mudo (Madri) e outros com d mudo (Madrid). Minha dúvida é a seguinte: qual é a maneira correta de escrever o nome Madrid, segundo as regras de português.
A regência de equivalente
Será correcto dizer-se que uma coisa é «equivalente de outra» (por exemplo, «como se [os novos] fossem equivalentes dos antigos»), ou diz-se sempre «equivalente a» (e neste caso seria «como se [os novos] fossem equivalentes aos antigos»)?
Grata pela atenção.
Cheiíssimo
Tenho aprendido que, quanto ao superlativo relativo, os adjectivos que terminam em io recebem ii quando há consoante antes: serio-seriíssimo. Mas, no caso de cheio, deve ser, rigorosamente, "cheíssimo" e jamais "cheiíssimo", não?
Deliciosíssimo, superlativo de delicioso
Como se escreve o superlativo de delicioso? Deliciosíssimo? Delicíssimo?
A regência de parecido, novamente
Embora haja uma anterior resposta sobre a regência do verbo parecer, continuo com a dúvida. Devo dizer «Não és nada parecido com o teu irmão» ou «Não és nada parecido ao teu irmão»?
«Solicito saber...»
Fui criticada no trabalho porque pedi uma informação por e-mail e empreguei a frase «Solicito saber se você pode me ajudar».
A crítica foi por conta do «solicito saber». Segundo meu chefe, a frase não se usa.
Embora acredite estar certa, quero tirar essa dúvida para mostrar a ele.
Grata.
Feminicídio ≠ uxoricídio
Marcello Sacco, jornalista italiano freelancer, escreve na sua crónica do Diário de Notícias, de 1 de fevereiro último a propósito da violência contra as mulheres em Itália: «Há até uma palavra nova, feminicídio, que apresentando-se como a versão feminina de homicídio, soa fatalmente a genocídio.»
Não pode soar a genocídio, que significa assassínio em massa do género e quanto à introdução da palavra nova «feminicídio» é surpreendente que tal proposta venha de um jornalista italiano.
Não temos nós latinos, o substantivo masculino (latim, uxor, esposa, mulher) e o adj. uxoricida?
Propunha que a nossa comunicação social utilizasse este substantivo quando se refere ao homicídio de esposas/mulheres. Em prol da riqueza linguística.
Acresce que o prefixo homo- tem o significado de idêntico, igual e portanto não possui género. Feminicídio só poderia ser o feminino de outra nova palavra: hominicídio.
