Estrangeirismos: em itálico ou entre aspas
Gostaria de saber se se deve continuar a grafar em itálico os estrangeirismos, agora constantes do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Muito obrigado.
Estão melhor/melhores
Qual das duas frases seguintes está correcta: "Os teus irmãos estão muito melhor" ou "Os meus irmãos estão muito melhores"?
Fora dif. de fôra
Por que razão «fora» (primeira e terceira pessoas do singular do pretérito mais-que-perfeito do verbo ser) não leva acento circunflexo no 'o', enquanto que esse é o caso em «fôramos» primeira pessoa do plural dos mesmos tempo e verbo? Aparentemente, deveria ser «fôra» e não «fora». A fonética da primeira sílaba de fora e fôramos é exactamente a mesma. Além disso, «fôra» permitiria a distinção entre este tempo verbal e o substantivo fora /ó/. Qual é o meu erro?
O valor semântico de enquanto
A conjunção enquanto apresenta valor semântico de tempo e de proporção, mas em alguns contextos, mesmo que façamos a substituição por outra conjunção ou locução conjuntiva correspondente a esses valores, não é possível desfazer a ambiguidade. Ex.: «Enquanto o professor escrevia, os alunos conversavam.» Como resolver então essa questão? Há um meio de desfazer a ambiguidade, ou devemos considerar as duas respostas como possíveis e corretas?
Forma de tratamento de cardeal
Como nos devemos referir a um cardeal? «Vossa excelência», «vossa eminência reverendissima», ou «vossa santidade»?
O advérbio né
É muito comum as pessoas, principalmente aqui, no Mato Grosso do Sul, utilizarem a palavra né especialmente ao final de uma frase, o que na maioria das vezes soa como uma pergunta, como se substituísse o «não é?». Por vezes, ao meu ver, isso soa como insegurança ao fazer uma afirmação.
Pergunto: a palavra né existe? Se sim, ela deve ser acentuada? Qual a origem dessa palavra? Devemos utilizá-la normalmente?
Obrigado!
A diferença entre comunicação e informação
Gostaria de saber qual é a diferença/definições entre comunicação e informação.
Obrigada.
Há-de, de novo
De Padre António Vieira eis um trecho do "Sermão de Santo António aos Peixes" que me intrigou, no segundo parágrafo do capítulo I:
"Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos." (...)
Minha intriga é com este "há-de" que várias vezes aparece no trecho. O verbo "haver" ligado à preposição "de" por meio de hífen. Se não me engano já vi isto aqui mesmo no Ciberdúvidas em alguma pergunta ou resposta. Talvez seja comum tal coisa em Portugal, mas não no Brasil atualmente, ou pode ser que seja eu próprio a não saber nada sobre isto. De qualquer forma, nas gramáticas de que disponho, não consegui encontrar qualquer referência a este caso. Daí então o surgir das dúvidas:
Qual a explicação para que o "há-de fazer" esteja escrito assim, com esse hífen?
É correto ligar-se a "preposição" ao verbo por meio de hífen?
Se é correto ligar-se a "preposição" ao verbo por meio de hífen, vale isso para "qualquer verbo" e "qualquer preposição"?
Poderia escrever algo assim: "gosto-de" comer maçã? Estaria certo esse "gosto-de comer", com hífen, a exemplo do "há-de fazer"? Ou quem sabe escrever outra coisa do tipo: "é-de se estranhar isso"? Estaria certo esse "é-de", com hífen?
Seria certo escrever "tudo está-por fazer", com esse hífen?
No caso de valer o hífen apenas para o verbo haver, ou até para outros verbos, valerá para todos os tempos, pessoas e modos? Poderia escrever: hei-de fazer, havemos-de fazer, houvesse-de fazer, haveria-de fazer...?
No caso de ser ainda considerado certo atualmente o "há-de fazer", com hífen, ficará errado escrevê-lo sem hífen: "há de fazer", simplesmente?
E será certo tanto no Brasil quanto em Portugal, escrever-se com hífen, ou sem hífen, ou ambos, conforme for o caso?
Desculpem se me alonguei um pouco. Se o fiz, foi na esperança de fornecer informações que lhes permitam corrigir-me o raciocínio mais precisamente. Tentei apenas mostrar-lhes o que estou pensando sobre o assunto: pensamentos que podem não estar muito claros, mas justamente a nuvem da dúvida é que talvez os obscureça. Preocupei-me até em antecipar outras dúvidas que surgiriam de possíveis respostas suas: possibilidades que depois, quem sabe, se mostrem disparatadas; mas só o saberei após a resposta. Por favor, peço então me esclareçam o que lhes houver por bem.
Desde já, agradeço a atenção.
Os numerais ordinais 150.º, 283.º e 85.º, por extenso
Gostaria de saber como se escrevem os numerais ordinais, tipo 150.º, 283.º, 85.ºDesde já agradeço!
Perda de s em «encontramo-nos»
Como se deve escrever esta frase?
«Nós damos-lhe um chocolate», ou «Nós damo-lhe um chocolate»?
Tenho a certeza que é a primeira hipótese, mas gostaria saber o porquê, uma vez que lhe é um pronome pessoal átono, tal como nos na frase «Nós encontramo-nos», e aí a forma verbal perde o s.
