DÚVIDAS

Sobre critérios para aplicação do Acordo Ortográfico: paraquedas e para-quedas
Conforme Base XV 1.º) do novo Acordo Ortográfico, em Obs.: «Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, etc.» Ora, no Portal da Língua Portuguesa aparece a indicação seguinte: Ortografia Antiga (PE), Ortografia Antiga (PB) e Ortografia Nova, respectivamente: pára-quedas, pára-quedas e pára-quedas (tal como para-quedismo e para-quedista). Por outro lado, pesquisando no vocabulário do mesmo portal, encontra-se paraquedas com a indicação de «variação ortográfica de para-quedas» (mas, assim, deixa de estar conforme com a Base XV, creio). [...] Gostaria do vosso comentário sobre a grafia correcta a adoptar. Obrigado.
A moda do «desde logo»
«Desde logo» que nos últimos tempos vejo ter-se pegado um tique «desde luegado» em tudo o que é comunicação social, rádio, TV, jornais... «Desde logo» o «desde logo», que não me parece seja português mas osmose recente do castelhano idiomático «desde luego», é inserido a despropósito e sem qualquer função em contexto nas frases, quer escritas quer verbais, que no dia-a-dia «desde logo» me vou vendo obrigado a «desde logo» consumir. A sua utilização desnecessária e intercalar na frase faz-me lembrar a utilização "prequiana" do portuguesíssimo pá, ou estarei enganado? Desde logo que a par disto que desde logo vou ouvindo e lendo cada vez mais gente referindo-nos que comunica connosco «desde o Porto», ou «desde» Alguidares de Baixo, em vez de anunciar «no Porto», ou «em Alguidares de Baixo», ou «de Cebolais de Cima», o que me parece outro castelhanismo evidente (além de incoerente e feio). Mas muito agradeço que me digam de vossa justiça sobre estas duas questões, nestes tempos de iliteracia generalizada e poluição sistemática da língua e cultura portuguesas. Muito obrigado.
A tradução da palavra inglesa granny
Gostaria de saber qual é o termo, em português, que melhor se adapta à palavra inglesa "grannie" ou "granny". Isto porque dizer avó não transmite o mesmo que a palavra inglesa, e o uso de avozinha, em português, fica estranho, uma vez que estamos a falar de um texto literário "short story" e não de uma fábula ou de um conto infantil. Agradeço desde já qualquer resposta e quero ainda dar-vos os parabéns pelo vosso fantástico trabalho!
Conjuntivo: tempos simples vs. tempos compostos
Ao trabalhar os tempos compostos e simples do conjuntivo, deparei-me com uma dúvida quanto à hipótese/concretização da ação expressa em cada um dos casos. O tempo composto do conjuntivo, tanto no futuro, como no mais-que-perfeito, expressa menos possibilidade de concretização da ação do que o seu correspondente tempo simples (futuro e imperfeito do conjuntivo)? Entendo que ambos remetem para a conclusão da ação, mas terá uma duração mais prolongada (a concretização da mesma) num caso do que no outro? «Quando tiveres lido o livro, devolve-mo.» «Quando leres o livro, devolve-mo.» «Caso tivesse lido o livro, devolver-to-ia.» «Caso lesse o livro, devolver-to-ia.» Muito obrigada, mais uma vez, pela vossa ajuda e maravilhoso apoio dado a todos os que, como eu, temos na língua portuguesa a nossa ferramenta de trabalho. Com os melhores cumprimentos.
A expressão «ter lugar»
É frequente ouvir e ler a expressão «ter lugar» aplicada a situações como: «o evento x vai ter lugar no dia y, próxima sexta-feira, às 22 horas». Apesar da pergunta e resposta 8136, permanece a minha dúvida. Esta expressão, equivalente a «ter cabimento», pode não estar associada à referência do local/lugar de determinado acontecimento? Ou estará mais correto dizer-se (e escrever-se): «o evento x vai ter lugar na Praça do Comércio, dia y, próxima sexta-feira, às 22 horas»? Obrigado.
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