A conjunção subordinativa correlativa «quanto mais… mais»
Qual a conjunção subordinativa que compõe a frase «Quanto mais passa, mais a dor aumenta»?
Grato.
O uso do plural dores
Já li a pergunta "A concordância do verbo doer" e tenho uma pergunta relacionada: tem a palavra dor de ser usada em concordância com o número da parte do corpo que está a doer?
«Dores na costas», mas «dor de cabeça»?
Na minha língua materna seria sempre o plural, porque a região que dói não é bem delineada e praticamente inumerável.
«Olá a todos»
Na frase «olá a todos», qual é a função sintática de «a todos»?
Neste caso, devo ou não colocar uma vírgula entre a interjeição e os restantes elementos?
«A língua é um organismo vivo»
A língua é um organismo vivo e portanto sujeito a mudanças. Quando é que uma palavra, por exemplo, "entra" no léxico português? Quem tem a autoridade para decidir tal alteração? Onde são publicadas essas alterações e com que periodicidade?
Saco/sacola/bolsa
Gostaria de saber qual dos termos seguintes seria o mais indicado para designar um "saco (transparente e de plástico) de actividades escolares", o qual poderá conter um pequeno livro, peças de jogos infantis, gráficos, cartões pictográficos e muito mais, e que se destinam a ser desempenhadas simultaneamente por pais e filhos com o objectivo, entre outros, de desenvolver o vocabulário infantil (Nota: O termo escolhido deverá ser entendido quer por portugueses, quer por brasileiros, em virtude de as actividades se destinarem a ambos).
– Saco – Sacola – Bolsa
Antecipadamente agradecida.
Limpidíssimo vs. limpíssimo
Qual o grau empregado no adjetivo limpidíssimo, já que o superlativo de limpo é limpíssimo?
A tradução de faits-divers
Qual é a melhor tradução possível para o galicismo faits-divers?
Obrigado.
Termo vs. término
Qual é a diferença entre termo e término?
Constructo e construtivismo
Numa entrada do Ciberdúvidas de 1998, Amílcar Caffé, face à questão sobre a forma correcta de escrever a palavra constructo (constructo ou construto), indicava que o dicionário Aurélio aceitava as duas formas, constructo e construto. No entanto, dava a preferência a constructo – forma que acreditava ser a única aceite no nosso país.
A questão que coloco prende-se com a palavra construtivismo que no Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa surge sem c. Uma vez que me parece que as palavras constructo e construtivismo poderão ter a mesma origem, será aceitável que num caso empreguemos a letra c e noutro não?
A pronúncia de Coimbra
É frequente ouvir-se dizer que a pronúncia de Coimbra é a mais correcta — ou a pronúncia-padrão. Por outro lado, em algumas respostas do Ciberdúvidas fala-se na pronúncia de Lisboa ou na pronúncia de Coimbra. A questão que coloco é a seguinte: há uma pronúncia de Coimbra? E qual é? É a dos académicos ou a dos camponeses que vivem na região de Coimbra? Ou a dos empregados de escritório? E a das pessoas nascidas no Porto que vivem em Coimbra, é de Coimbra ou do Porto? Onde está o estudo estatístico que demonstra que em Coimbra se diz, na maioria das vezes, a palavra X da maneira Y? Ou será tudo intuição?
Penso que a referência a uma pronúncia de Coimbra, e à sua correcção, não passa de um mito, com origens no facto de em Coimbra estar a universidade — de onde vêm os bem-falantes e até a norma. Quem fez o estudo estatístico que conclui que a maioria dos residentes em Coimbra diz determinadas palavras de uma certa maneira? E quem fez o mesmo estudo para as restantes regiões de Portugal, de forma a que se possa fazer o contraponto? E quantas palavras ou ditongos se dizem de maneira diferente? E por que razão essa maneira diferente é a correcta ou a incorrecta?
Penso que ainda que se tenha como padrão a forma de dizer constante dos dicionários de referência, não há nenhum estudo feito com amostras da população de Coimbra e das populações das restantes regiões de Portugal que demonstre que a maior percentagem de palavras correctas é dita pela população da região de Coimbra.
Não existindo tal estudo — pedia que me dissessem se existe —, a afirmação de que o português de Coimbra é o mais correcto não passa de uma tolice infelizmente muito repetida.
