DÚVIDAS

Rima encadeada e esquema rimático
Quando escrevemos um soneto, podemos dizer que o esquema rímico é o seguinte: ABAB/ABAB/CDD/CDD. No entanto, quando escrevo um poema que esteja, por exemplo, em versos alexandrinos, e eu desejo rimar os hemistíquios, como posso proceder para representar meu esquema rímico? Pensei em algo assim, sem saber se faço direito: "AaBAB/AaBAB/CcDD/CcDD" Nessa minha representação, o segundo verso de cada estrofe teria seu primeiro hemistíquio rimado com o verso anterior. Obrigado.
Parceira / parceiro
Estou a traduzir uma obra de um autor americano na área da inteligência emocional, na sua aplicação ao casamento. O autor emprega constantemente a palavra partner, companheiro, ou parceiro, e spouse, esposo, cônjuge. Em inglês isso não apresenta a menor dificuldade pois a palavra partner, your partner, aplica-se tanto ao leitor masculino como à leitora feminina. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora - 6ª Edição - parceiro surge como substantivo masculino. Não aparece parceira. Agradecia que me confirmassem se é correcto utilizar parceiro, mesmo quando nos referimos à esposa - "o seu parceiro" poderá assim ter um significado de o seu marido ou a sua esposa? Em relação a cônjuge já será diferente, visto que a palavra tem dois géneros. Neste caso, "o seu cônjuge" refere-se ao marido e "a sua cônjuge" à esposa.
Côa e coa
Acabei de descobrir no site do Portal da Língua Portuguesa que coa é forma do verbo coar, enquanto côa é substantivo.Ora, eu estive sempre convencido de que as palavras que terminavam em «oa» (acentuado) não precisavam de acento gráfico (boa, coroa, doa, gamboa, Lisboa, pessoa, voa, etc.). Nos «casos particulares» que os senhores apontam aqui, parece que o acento gráfico é usado para distinguir palavras com pronúncia diferente que, sem o dito acento gráfico, ficariam ambíguas.Se tanto coa (forma verbal) e côa (substantivo) são pronunciadas ['koɐ], poderiam os senhores explicar-me o porquê do acento gráfico?Obrigado.
Substantivos epicenos, de novo
Sou escritor brasileiro. Discordo da explicação dada quanto à prática para identificação do sexo no caso dos substantivos epicenos (setembro/2001). O complemento que se pospõe ao substantivo é um adjetivo (e não outro substantivo). Daí que se deve grafar: a cobra macha (e não macho), o tatu fêmeo (e não fêmea). A respaldar esse entendimento cercam-me bons autores, inclusive Aurélio Século XXI. Apreciaria receber seus comentários, esclarecido que sou assíduo leitor do Ciberdúvidas, ‘site’ que recomendo freqüentemente a pessoas de minhas relações.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa