Item, "ítem"
Agradecia que me esclarecessem quanto à forma correcta de pronunciar a palavra item, pois tenho ouvido dizer de ambas as formas. Muito obrigada (ainda bem que li o esclarecimento de uma dúvida anterior a respeito da forma correcta de agradecer...).
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
O coloquialismo português tá-se
Surgiu uma controvérsia em torno da expressão «tá-se bem», a que, por curiosidade, fui dar num site de conjugação de verbos onde me surgiu o verbo "estar-se". Está todo conjugado e parece-me correcto, embora tenha dúvidas se tal pode ser chamado de verbo. Apesar da dúvida, penso que se trata de assuntos diferentes.
Portanto, no primeiro caso a dúvida é se o correcto é "tá-se", ou "tasse". No segundo caso, se existe este verbo e se o se é um pronome pessoal reflexo que depois nas diferentes conjugações se ajusta ao sujeito.
Desde já agradeço a ajuda que possa receber.
Significado de norma; normas sociais e normas jurídicas
Se possível, gostaria de saber o significado de "normas". As normas sociais são as normas jurídicas? Obrigado.
Ainda a expressão «de todo»
Alguns colegas meus afirmam com convicção que a expressão «de todo» só pode ser utilizada em reforço de negação (ex.: «não, de todo») e nunca no sentido oposto (ex.: «sim, de todo»).
A meu ver, «de todo» refere-se a «totalidade», pelo que ambas as formas de utilização são correctas. Certo?
Gostaria ainda que me elucidassem relativamente à classificação gramatical da mesma expressão.
/Possâmos/, /façâmos/ e /saiâmos/
Basta ouvir um futebolista (e não só...) e lá vem o "póssamos" em vez de "possamos" (com o "o" pronunciado com se fosse um u). Mas pensando bem, sabendo-se que é sinal de pouca escolaridade ou desatenção, pergunto: a que se deve esta pronúncia tão "contracorrente" da língua portuguesa? Aliás, há toda uma série de outros casos que, não raro, vemos aí gente (e gente "de bem"...) a patinar: "fáçamos" em vez de «façâmos», “compramos" quando é «comprámos», “sáiamos” em vez de «saiâmos», e etc. e tal. Pode o Ciberdúvidas explicar-me isto? Muito obrigado.
A diferença entre o pretérito perfeito do indicativo e o pretérito imperfeito do indicativo
Esta questão foi-me colocada por um estrangeiro que está a aprender português.
Na frase «tu nunca _____ fome», o verbo ter pode ser conjugado tanto no pretérito perfeito (p.p.) como no pretérito imperfeito (p.i.), tendo as frases resultantes significados diferentes:
«Tu nunca tinhas fome.»(p.i.) – entendo esta frase como: «Nesse período em particular tu não passaste fome» – vs «Tu nunca tiveste fome» (p.p.) – entendo esta frase como: "Tu nunca passaste fome na vida."
Neste caso, aparentemente, o pretérito imperfeito define um período específico, enquanto o pretérito perfeito se refere a um período indefinido de tempo. Tenho, portanto, bastante dificuldade em explicar o que se está aqui a passar gramaticalmente.
Podem esclarecer-me esta dúvida, por favor?
Exclamação e reticências
Para além da minha profissão na área tributária, sou escritora e poeta. A língua portuguesa é, para mim, essencial no meu dia a dia e costumo dizer que tive o privilégio de ter bons professores de português ao longo da minha vida estudantil. A minha tendência natural foi seguir Humanidades, desejando formar-me em História, contudo acabei em Direito. Recentemente, para além do prazer, por necessidade, comecei a fazer revisão de textos (técnicos, históricos, infantojuvenis, poéticos/poesia…).
Naturalmente, que no decorrer desta nova atividade, tenho-me deparado com todo o tipo de formação e conhecimento das pessoas que se cruzam comigo. Na sequência da revisão a um prefácio elaborado num livro de poesia por uma professora de português, e em virtude de não ser do meu conhecimento a utilização de, no final de uma frase, reticências seguidas de um ponto de exclamação, questiono se tal é correto aplicar-se.
Segue um exemplo: «[…] A determinada parte do texto, verifica-se uma dor plangente, e a necessidade de uma fuga que se crê premente, porquanto, só os braços da sua mãe, lhe dão o conforto que o mundo roubou sem porquê…! […]»
Grata, desde já, pela atenção que possam dispensar.
«Ao fim», «em fim», «no fim (final) de»
Tenho problemas em explicar a falantes não nativos o uso de «ao fim»/«em fim»/«no fim (final) de», quais a principais diferenças entre eles e como usar uns e não outros.
Por exemplo:
«Em fim de tanto esforço, nada conseguimos.»/«Ao final de tanto esforço, nada conseguimos.»
«Em fim de jogo, já é difícil marcar golos./No fim de/o jogo, já é difícil marcar golos.»/«No final do jogo, já é difícil marcar golos./Ao final de jogo, já é difícil marcar golos.»
«O cão já estava ao/no final da vida.»
«Chego sempre muito cansada em fim de dia.»/ «Chego sempre muito cansada no fim do dia.»/«Chego sempre muito cansada ao fim do dia.»/«Chego sempre muito cansada no final do dia.»/«Chego sempre muito cansada ao final do dia.»
Alguns colegas brasileiros usam indiscriminadamente e dizem-me que são totalmente iguais, mas alguns exemplos parecem soar mal.
Qual é a explicação?
Obrigada pela ajuda!
Doa a quem doer
Qual o certo: Doa a quem doer ou doa em quem doer? Escuto sempre a primeira opção, mas não me consta que algo dói «a», e sim dói «em».
A origem da palavra canadianas
Donde vem a palavra "canadianas"?
A resposta é evidente: vem de Canadá. Mas porquê?
Por que chamamos "canadianas" àquele tipo especial de muletas? (Afinal o problema não é linguístico, mas tenho curiosidade)
