DÚVIDAS

Verbo ir: verbo pleno e verbo auxiliar
Gostaria de um pequeno esclarecimento em relação ao verbo ir. Tenho visto alguns textos e poesias de onde é comum o uso do verbo ir + a preposição a + verbo no infinitivo, como na poesia de Rosa Clement abaixo. Porém tenho entendido que o uso dessa construção gramatical está incorreta no português e portanto a minha dúvida. Agradeço antecipadamente por vosso tempo e atenção. Na ribeira Na tarde ando sozinha pelo caminho do rio, para ver meu amor, e sigo sem nenhum pudor ao prazer dos meus pés descalços. Com perfume de açucenas, deixo o sol beijar minha pele morena e em fogo VOU A CANTAR uma canção de fêmea... E assim, perfumada e quente, chego pela mesma ladeira, e para ele na ribeira, livro meu corpo de censuras. E sem descansar do passeio, com o vento frio a beijar meus seios, fito seu rosto sentindo nas mornas águas os céus descendo....
As expressões «o que se passa aqui não se passa no Vaticano» e «algo vai mal no reino da Dinamarca»
Podiam-me explicar de onde surgem, e o que significam na realidade, as seguintes expressões idiomáticas, muito utilizadas em Portugal, e que eu não consigo entender correctamente: «o que se passa aqui não se passa no Vaticano» e «algo vai mal no reino da Dinamarca»? Agradecido pelo comentário possível.
Ainda a maiúscula inicial nas designações das línguas
Já percorri todas as vossas entradas sobre este assunto e consultei prontuários e gramáticas, mas a minha dúvida persiste: os nomes das línguas podem ser grafados com maiúsculas? Se seguirmos a resposta de Rui Ramos de 17/01/2003, que encontramos também nos manuais referidos, só poderemos identificar a língua com maiúscula se for considerada um disciplina de estudo? (Ex.: Fazer os trabalhos de Inglês). Mas, e o dicionário de Inglês? E falar Inglês (ou qualquer outra língua, claro) ou traduzir do Inglês/Francês/Italiano para Português? Estarei a ser influenciada pelas maiúsculas dos gentílicos ingleses? Penso que a identificação da língua como tal justifica o uso do nome próprio, mas agradecia a vossa opinião. Obrigada.
A origem do nome "Diniz" (com z)
Confrontado recentemente com a lista de nomes próprios admissíveis para o registo civil de recém-nascidos, fui informado de que o nome Dinis poderia ser usado, mas o nome "Diniz" não, por alegadamente corresponder a uma forma arcaica de grafia do nome. Perante as minhas dúvidas, os funcionários do registo civil explicaram que a lista de nomes admissíveis era estabelecida a partir da consulta de especialistas em onomástica, que assim se tinham pronunciado neste caso. Por outro lado, numa das vossas respostas anteriores (Moniz e Diniz) afirmam que Dinis se escreve com s porque provém do francês Denis. Nesse caso qual é então a origem do nome Diniz? É correto que não possa ser usado como nome próprio? Muito obrigado pelos esclarecimentos.  
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