O plural de feminicídio
Li o seguinte período:
«No ano de 2022, foram registrados cerca de 4500 assassinatos de mulheres, os quais são tipificados na lei como feminicídio.»
Gostaria de saber se a palavra feminicídio não deveria estar flexionada no plural - «os quais são tipificados na lei como feminicídios».
Obrigado.
Novamente «ter a» + infinitivo (Brasil)
Na frase «Escuta o que eu tenho a te dizer», a sequência «a te dizer» é objeto indireto do verbo tenho?
Ou é oração subordinada adverbial final?
Obrigado
Provérbios e variação
Provérbios podem sofrer mudanças formais (sintáticas, lexicais ou ortográficas) e semânticas ao longo do tempo, ou são considerados unidades linguísticas imutáveis? Gostaria de exemplos documentados de variação proverbial em português.
Obrigado.
O aportuguesamento "calache" (pão)
A dúvida é antes orientada a um tema de transliteração.
Um pão tradicional da Europa Oriental tem em vários países das redondezas nomes parecidos: kalach, kalács, калач.
Não encontro fontes seguras sobre como esta palavra poderia ser incorporada a um texto em português - e uma vez que as opções "kolach" ou "kalach" não parecem harmonizar esteticamente com a nossa sonoridade lusófona, gostaria de uma orientação de como proceder neste caso (e, por extensão, outros parecidos).
Me parece que "calache" serviria (buscando um remotíssimo precedente em "Críxena", para o deus hindu Krishna), mas à falta de registros do verbete, não quero incorrer em neologismos que, mesmo com licença poética, dificultem a compreensão.
Algum norte a que me apontar?
O aportuguesamento do inglês «to crack»
Gostaria de saber a expressão mais indicada para referir o acesso ilícito a programas ou aplicações informáticas. Diz-se cracar, craquear ou crackar?
Ato ilocutório diretivo: «tomemos a palavra e a iniciativa»
Na frase «Tomemos então, nós cidadãos comuns, a palavra e a iniciativa», está presente um ato ilocutório/ato de fala compromissivo ou diretivo?
Obrigado.
Ambiguidade de mais: «e mais jogou bola na vida»
Li a seguinte manchete: «Neymar mostra rua no litoral de SP onde deu o 1° beijo e mais jogou bola na vida.»
Algo soa estranho na frase. Creio que isso se dê por conta da ausência de um segundo onde antes de «mais jogou bola na vida».
Gostaria de saber se a construção - como vai no jornal - está correta ou, caso não esteja, se há forma mais clara e agradável de escrevê-la.
Obrigado.
Quem interrogativo e referência
Introduzo minhas reflexões justificando que costumo viajar em minhas análises e possivelmente esta pode ser uma reflexão que está me levando a decolagem...
No campo da linguística textual, o estudo da coesão referencial é atravessado pelo conceito de referente e correferente. Em exemplos didáticos, a compreensão desses conceitos torna-se transparente, pois são apresentados por meio de textos denotativos, isto é, aqueles de significação unilateral, endofórica. No entanto, diante de um gênero como tirinha, charge, que trabalha com construções endo e exofóricas e com ferramentas sintáticas, lexicais para arquitetar a crítica da qual se propõe, deparei-me refletindo sobre a possibilidade de algumas classes gramaticais sofrerem correspondências classificatórias em decorrência da relação entre texto, cotexto e contexto.
Para exemplificar, há uma tirinha de André Dahmer, Malvados, em que encontramos o seguinte diálogo:
(Primeiro quadrinho) «A fome está assombrando os pobres do país.»
(Segundo quadrinho) «Quem assombra os ricos?»
(Terceiro quadrinho) «As palmeiras da piscina.»
Parece-me que o pronome quem está sendo usado propositalmente para a construção do humor, estabelecendo referência tanto com o primeiro quadrinho quanto com o segundo. Apesar de gramaticalmente esse pronome ser classificado como pronome indefinido interrogativo, logo, sem referente antecedente, pergunto se não seria possível estabelecer uma relação de referente («as palmeiras») e correferente («quem») entre eles, já que, em minha ingênua e flutuante viagem interpretativa, há uma intenção de prenuncio e posteriormente de quebra de expectativa por parte do autor, apresentando, pois, o pronome interrogativo também com relativo.
Obrigada.
O apelido Vago
Tenho como apelido Vago da parte paterna com ascendentes em Vila Nova de Famalicão, principalmente nas freguesias de Santiago de Antas e Calendário.
Após várias pesquisas nada encontrei de muito certo.
Na minha genealogia encontrei esse apelido por volta de 1800. Nos meus antepassados está quase como Ferreira Vago que tinham como profissão alquilador.
Alguém já se deparou com esse apelido ou alcunha?
«Vida de ator de cinema»: modificadores do nome
Na frase «A vida de ator de cinema é complicada.», pedia-vos que me identificassem a função sintática dos segmentos «de ator» e «de cinema».
Obrigado.
