DÚVIDAS

O se calhar e o talvez
Gostava que me explicassem a diferença entre as duas frases: «Se calhar o motorista adormeceu» e «Talvez o motorista tivesse adormecido». Pensei que «se calhar» e «talvez» tivessem o mesmo valor, e não consegui encontrar nenhuma regra que me explicassem por que, no caso de «talvez», tenho que usar o pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo, e não o posso usar na construção da outra frase. Obrigada pela ajuda.
Corretismo, corretitude, corretidão, corretude
No meio do ambiente acadêmico no curso de Ciência da Computação, deparo-me intermitentemente com o aportuguesamento da palavra inglesa correctitute para "corretude" e, pesquisado por todos os dicionários e por este fórum, percebo que não é, ao menos ainda, uma palavra oficial da língua portuguesa (nesta concepção). Defendo veementemente o uso de correção/correcção neste contexto, mas minhas preocupações são desdenhadas amiúde. Deparei-me, então, com outra palavra: "corretismo", que me soa um tanto confusa. Seria tal tradução a mais adequada de correctitude? Sei que esta é formada da fusão de correct e rectitude, o que nos levaria à formação da palavra "corretitude", fundindo, pelo mesmo princípio, correto + retitude ou corretidão, de correto + retidão; no entanto, nenhuma destas foi concebida. Deixando isto de lado, não pude deixar de notar uma certa semelhança de "corretismo" e "correctitude", essa, sim, registrada por alguns dicionários. Gostaria de opiniões mais bem fundamentadas a respeito destes três possíveis neologismos.  
Escravo e «pessoa escravizada»
Gostaria de saber se existe uma diferença marcada entre as palavras escravo/a e escravizado/a e se se deve evitar a utilização da primeira. Alguns teóricos e autores sobre o assunto (especialmente na academia brasileira) argumentam, atualmente, que se deverá utilizar a expressão escravizado/a em vez de escravo/a para designar alguém privado de liberdade e direitos cívicos e que é propriedade de outrem. Poderiam esclarecer-me se é mesmo assim? Devemos dizer «pessoa escravizada» em vez de escravo/a? Grata pela vossa atenção.
y: vogal ou consoante?
Vivo no Japão há 11 anos e minha filha tem aulas de Português com uma professora particular. No livro que ela adota consta que o “y” é vogal e não estamos de acordo. Alguns dizem ser consoante, outros dizem ser vogal. Sabemos porém que esta letra não faz parte do alfabeto português, mas aqui os nomes geralmente possuem esta letra. Como, por exemplo, Yumi, Emy, Akemy... Por isso lhes pedimos que nos esclareçam esta dúvida. Desde já ficamos muito agradecidos.
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