DÚVIDAS

Os números romanos na forma ordinal
Sou advogado no Brasil e tenho uma dúvida que me causa certo incómodo e peço a solução a vocês. Os números romanos, ao serem lidos na forma ordinal, pedem o sinal gráfico “º”? Desta forma, o correcto seria Dom Pedro I (primeiro) ou Dom Pedro Iº? Mais especificadamente na minha área de actuação profissional. O exemplo «Art. 12, inciso II, da Lei x». Devo dar o tal como «inciso dois» ou «inciso segundo»? Parabéns pelo sítio e obrigado pela cordial atenção.
Sobre a ocorrência de crase
Primeiramente, parabenizo-os pelo ótimo trabalho realizado! Este site é realmente muito bom e tem-me ajudado muito! Peço, também, que me corrijam se cometi algum equívoco quanto à existência das regras citadas abaixo. Estive estudando a ocorrência da crase e percebi que diante da palavra casa, quando tem sentido de «lar» e quando não for especificada, não é admissível o uso do artigo a, não havendo assim a crase. Por exemplo: «Saí de casa cedo» (casa no sentido de «lar» — não admite artigo). «Fui à casa da Maria» (casa no sentido de «lar», mas especificada — admite o artigo). Também li que o pronome indefinido outro só admite crase quando determinar outro substantivo, subentendido ou não. Sobre essa regra tenho dúvida se é valida ou não. Por exemplo: «Saí desta praça e fui "a" outra» («outra praça qualquer» — não admite artigo). «Saí desta esquina e fui "à" outra» («a próxima esquina e não qualquer esquina» — admite artigo). Porém a minha dúvida surge com o uso da palavra casa e da palavra outra na mesma frase. Qual regra prevalecerá? «Há duas casas nesta rua. Eu saí desta casa e fui a outra casa.» Neste caso há duas regras aplicáveis: — ou não há artigo (não havendo a crase) porque casa tem sentido de «lar»; — ou há artigo (havendo a crase) porque outra indica a próxima casa e não uma casa qualquer. Se a regra do outro for válida, qual das duas regras eu devo aplicar? Muito obrigado!
A distinção entre morfologia e sintaxe
Gostaria de retirar uma dúvida acerca da tradicional divisão da gramática entre Morfologia e Sintaxe. De uma forma geral, nos livros a que já tive acesso, a distinção entre essas duas partes se dá da seguinte forma: a Morfologia estuda a estrutura das palavras e sua classificação de forma isolada e a Sintaxe estuda como as palavras se articulam e qual função ocupam no interior de uma oração. Essa classificação é questionada pelos estudiosos da área? Parece-me muito simplista esse tipo de divisão, uma vez que mesmo na analise morfológica o contexto da frase é importante e temos que analisar como o termo se articula no interior da frase, sendo que um mesmo vocábulo pode pertencer a classes gramaticais de acordo com a situação. Exemplo: «O sambar da mulher é bonito» Nesse caso, "sambar" é um substantivo e não um verbo como em «Eu amo sambar». «Existe bastante flor no jardim» Nesse caso, "bastante" é adjetivo e não um advérbio como em «Eu comi bastante bolo». Tendo em vista o questionamento supracitado, o que acham? Existe algum conceito que seja mais preciso para diferenciar a Morfologia e a Sintaxe? Obrigado.
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