E / ou: conjunções coordenativas
Necessito fazer uma análise do emprego de "e/ou". Tenho que fazer uma defesa em processo administrativo e foi empregado pelo sindicante que o acusado teria cometida a infração capitulada em determinado artigo "e/ou" em outro. Preciso saber quando pode ser usado o "e/ou".
Pré-visualizar e previsualizar
Trabalho numa empresa de desenvolvimento de conteúdos de formação à distância, sendo frequente a utilização de jargão informático. Uma das dúvidas mais recorrentes tem que ver com a forma correcta de escrever pré-visualizar (a forma que utilizamos)/previsualizar (que não utilizamos). Qual delas é a correcta? Aproveito ainda para colocar outra questão: escreve-se «formação a distância» ou «formação à distância»? Muito obrigada.
A importância da gramática
Gostaria de saber a importância da gramática, pois meu filho tem que responder isso ao professor de português e não sabe qual a importância.
Grata.
«Preferir a estrada à casa», novamente
O consulente Jairo Pinto Neto apresentou a seguinte frase: "O roteiro do filme oferece uma versão de como conseguimos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra, a aventura à repetição." Daí perguntou se, quanto à construção "à casa", estaria a crase corretamente empregada, afirmando dizer a regra que casa, sem que esteja especificada, no sentido de lar, domicílio, não é craseada. O Sr. João Carreira Bom, por sua vez, respondeu-lhe o seguinte: «O verbo preferir rege-se com a preposição a. Daí a construção "preferir a estrada à casa" (ou "preferir um copo de vinho a um copo de cerveja"). Em "a estrada", empregamos apenas o artigo definido a; mas, em "à casa", temos a crase de um artigo definido e uma preposição: a + a = à. Tendemos a empregar o verbo preferir em construções como "preferir antes..." ou "preferir mais do que...". Mas este verbo já contém o significado de "gostar mais" ou "querer mais". Portanto, diga-se: prefiro o atletismo ao futebol, prefiro o futebol ao atletismo, prefiro o cinema à televisão ou prefiro a televisão ao cinema. O verbo preferir vem do latim vulgar "praeferâre", por "praeferre" = levar avante.» Gostaria eu, agora, de acrescentar ao consulente que, no caso apresentado, a palavra casa, além de ter a preposição "a" anteposta em virtude da regência do verbo preferir, tem também o artigo "a" por uma questão de paralelismo. Tendo em vista que, na construção "preferir a estrada à casa", usa-se o artigo em "estrada", dever-se-á usá-lo também em casa, mesmo não estando ela especificada e significando ela lar, residência, domicílio. É o paralelismo, portanto, e não o sentido da palavra "casa", que indica, nessa expressão, a necessidade do artigo; e a regência do verbo preferir, como bem explicou o Sr. J.C.B., indica a necessidade da preposição. Daí então a crase. Obrigado pela atenção.
Márcio Coimbrafuncionário públicoBrasil
Tenho a impressão de que cabe razão ao consulente Jayro Pinto Neto quando se refere ao uso incorreto do acento grave na palavra "casa" na frase citada por ele. "Preferimos ficar em casa a estar na estrada." "Preferimos a estrada a casa." Pedindo licença, parece-me também que a dúvida apresentada não foi solucionada na resposta.
Nacionalidade: Brasileiro/Brasileira?
Gostaria de saber qual a forma correta, quando do preenchimento do campo "Nacionalidade" num formulário. Se a pessoa for do sexo masculino a nacionalidade deverá concordar com o sexo da pessoa ou com o gênero (feminino) da palavra nacionalidade? Sou brasileiro e nesse caso deveria eu assim proceder:
Nacionalidade: Brasileiro ou
Nacionalidade: Brasileira?
Qual a concordância correta? Mestre Napoleão Mendes de Almeida em seu livro "Dicionário de Questões Vernáculas" ensina que nesse caso a concordância deve ser feita de acordo com o sexo da pessoa. Qual a vossa opinião?
Grato pela atenção e felicitações pelo magnífico trabalho!
A pronúncia e o significado de premium
Como se lê e pronuncia "premium"?
Por exemplo, «este vinho é "premium"».
Sobre o pronome (ou determinante) relativo cujo
Perguntei a um egrégio professor acerca do emprego do pronome cujo na seguinte oração:
«A ponte, cuja inauguração foi dia 01/01/02, caiu.»
Segundo o professor que consultei, embora o pronome "cuja" signifique "da qual", não poderia ser utilizado na oração acima, pelo seguinte motivo:
«O pronome cujo deve indicar posse ou inerência de alguma característica», o que não ocorre na frase acima.
Se a resposta exarada acima estiver correta, invalidaria a resposta constante do vosso glossário inerente à frase «É uma notícia ruim para aqueles cujo medo de assalto o levou a adquirir uma arma», pois também não existe relação de posse ou inerência de característica nesta frase.
Solicito, por gentileza, rever o nosso e o vosso parecer, em face das informações que vos apresento, pois, para mim, não se trata de uma questão simples.
Aproveito a oportunidade para dar-lhes os mui merecidos parabéns pelo "site" e torço para que mantenham o excelente nível de atendimento.
Novamente, muito obrigado.
Formas do pronome pessoal com função de complemento indirecto
Li uma frase e fiquei com dúvida sobre o verbo. A frase é: «Cabe a vós investigar.»
1. A frase está correcta?
2. Existe uma regra para o verbo concordar ou não com o sujeito?
3. A construção «cabe a eles investigarem o caso», com o verbo a concordar com o sujeito, parece-me mais correcta.
A palavra "analfabetização"
Em primeiro lugar, gostaria de saber se existe a palavra "analfabetização". Se existe, penso que não será sinónima de "analfabetismo", ou seja, "analfabetização" corresponderá a um processo de desaprendizagem, a nível da leitura e da escrita, é possível?
Agradeço a vossa atenção!
Derivação não afixal não pode levar afixos
Está correto aceitar que comida deriva, por processo não afixal, de comer? Não se trata aqui de um erro da editora? Algumas redefinições gramaticais também me intrigam.
Dada a explicação de uma editora, no processo não afixal, em que ensina a retirar simultaneamente a vogal temática a e o sufixo r à forma verbal trocar, por exemplo, e depois acrescentar a vogal o para construir troco, não estamos a afixar novamente o sufixo o? Isto não é mais confuso para um aluno e, afinal, não se trata de um processo de afixação?
E já agora, porquê a terminologia afixação em vez de afixal, se se opõe a não afixal? Para mim, faz sentido, sim, o processo da derivação regressiva: trocar > troca, em que apenas se retira o sufixo do infinitivo r.
Obrigado pela vossa paciência e tempo despendido.
