Senão e colocação dos pronomes átonos
Surgiu uma dúvida com a palavra senão.
Será que o pronome depois desta está numa situação de próclise ?
Por exemplo, «Senão a vou chamar», ou é uma situação de ênclise: «Senão vou chamá-la»?
Sabemos que há palavras como também, já, quando , como, não, nunca etc que obrigam o pronome a ficar em próclise, mas nunca encontrei uma lista completa com todas as palavras que o exigem.
Daí a dúvida se a palavra senão também estaria incluída nessa lista.
Desde já muito obrigada pela atenção.
Pronúncia: trânsito e subsolo
O S tem som de SS após consoantes: subsolo, hipersônico etc.
Porém, por que em alguns casos, ele tem som de Z: transação?
Logo, palavras como subsídio são ditas por alguns com som de SS e por outros, com som de Z, indevidamente segundo a maioria dos livros.
Qual a regra definitiva e qual a explicação ?
O aportuguesamento "calache" (pão)
A dúvida é antes orientada a um tema de transliteração.
Um pão tradicional da Europa Oriental tem em vários países das redondezas nomes parecidos: kalach, kalács, калач.
Não encontro fontes seguras sobre como esta palavra poderia ser incorporada a um texto em português - e uma vez que as opções "kolach" ou "kalach" não parecem harmonizar esteticamente com a nossa sonoridade lusófona, gostaria de uma orientação de como proceder neste caso (e, por extensão, outros parecidos).
Me parece que "calache" serviria (buscando um remotíssimo precedente em "Críxena", para o deus hindu Krishna), mas à falta de registros do verbete, não quero incorrer em neologismos que, mesmo com licença poética, dificultem a compreensão.
Algum norte a que me apontar?
A expressão «dar gosto» numa construção relativa
Qual é a formulação correta?
"Escolas que dão gosto renovar"
ou
"Escolas que dá gosto renovar"?
Ou estão ambas corretas?
Obrigada.
A determinação em grupos nominais
Agradecendo o vosso excelente trabalho, peço o favor de me ser esclarecido se são aceitáveis, em português (nas diversas variantes da língua), formulações como as seguintes:
(1) «Cientistas da Universidade X descobriram recentemente... »
(2) «O projeto visa criar oportunidades para que agentes culturais se sentem à mesma mesa.»
Não seria necessário inserir um artigo, ou outro termo, antes dos nomes no plural em cada uma das frases («cientistas», «agentes»)?
Muito obrigada.
A expressão «cinco contra cinco»
Em contexto desportivo, devemos falar de um campo de «cinco-contra-cinco» ou de um campo de «cinco contra cinco»? O mesmo se aplica, evidentemente, a «dez-contra dez», etc.
O uso de artigo definido com Massachusetts
Devemos escrever «em» ou «no» Massachusetts?
A regra parece-me dar a entender que deve ser «no», mas toda a gente diz «em».
Qual a forma efetivamente correta. Porquê?
O nome Protógono
Deve escrever-se "Protógonos" ou "Protogonos", nome dos deuses primordiais da mitologia grega?
Muito obrigado.
O adjetivo compreensivo, novamente
Num artigo do Expresso, publicado em 27/04/2026, leio o título:
«O fim do modelo binário do ensino superior: por uma universidade compreensiva»
É o uso do adjetivo compreensivo que me suscita reservas.
Parece que está a significar «abrangente, completo, polivalente», aceção que é a do inglês comprehensive.
Não estaremos nós diante de mais um caso de anglicismo?
Amar, amante, amador
Qual seria a diferença entre usar um verbo, como amar, e um adjetivo que indica a ação dele, como amante?
Além disso, quão diferentes são os adjetivos desse tipo, quando há mais de um para o mesmo verbo? Por exemplo: existe, além de amante, o adjetivo amador; seriam sinônimos ou ocorre uma sutil diferença?
Com efeito, as três frases seguintes apresentam o mesmo sentido?
«O menino, que ama o futebol, não perde um jogo da seleção.»
«O menino, amador do futebol, não perde um jogo da seleção.»
«O menino, amante do futebol, não perde um jogo da seleção.»
Para evitar repetir excessivamente o pronome que (pois faço redações escolares, em que essa repetição é penalizada), tenho feito um uso mais recorrente dos adjetivos que indicam uma ação verbal, trocando esse pronome por eles. Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica que implique a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição.
Por exemplo: para evitar repetir o pronome que, escreveria a frase anterior como:
«Por isso, esta questão tem como finalidade última verificar se há uma diferença semântica implicadora de a troca do pronome que por um adjetivo não ser uma boa forma de evitar a sua repetição.»
Tais são as dúvidas.
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