DÚVIDAS

O emprego dos pronomes de tratamento você/vocês
Minha pergunta alude ao emprego dos pronomes de tratamento você/vocês. Já me venho questionando há bastante tempo sobre a mistura que os brasileiros fazemos de você com os clíticos correspondentes a tu [te, ti (com pouca freqüência), contigo]. Cheguei inclusive a invejar os portugueses, e a elogiá-los, pelo uso conseqüente de tu (e seus derivados) e você [se, si, consigo, o(s), a(s), lhe(s)]. Contudo, tenho observado que também em Portugal se faz essa "confusão pronominal", quando se usa vocês e, em seguida, pronomes que se referem à segunda pessoa do plural — vós. Imagino que seja mais fácil explicar através de exemplos. No Brasil: «O que "você" vai fazer hoje à noite, querida? Posso ir(-)"te" visitar?» (por «Posso ir visitá-la?»). Em Portugal (recortes de uma mensagem enviada por um português e publicada pelo Ciberdúvidas): «Antes de mais, os meus parabéns pela continuação do "vosso" sítio e pela ajuda...» (por «do "seu" sítio»); ao final da mesma postagem: «Agradeço antecipadamente qualquer luz que "me possam" dar» (ou seja, empregou vocês).* Peço-lhes que me esclareçam: como se posiciona a norma-padrão a respeito disso? Como se chamaria esse fenômeno gramatical? Há algo a que possamos chamar "Concordância Pronominal"? De antemão o meu muito obrigado. * Ao citar os exemplos acima, não quis generalizar, pois sei que há um grande número pessoas que usam as formas regulares.
O uso de enquanto = «na qualidade de»
Apesar de a questão já estar respondida neste artigo, deparo-me com a grande dificuldade de encontrar sinónimos que me permitam dispensar o uso de enquanto com esse fim. Uma vez que «na qualidade de» é uma expressão extensa, cuja repetição se torna evidente, é importante encontrar um equivalente que, de preferência, não ceda ao galicismo evitável. Podem sugerir soluções? Aliás, a palavra nessa acepção não se encontra sequer em todos os dicionários. Convido-vos, entretanto, a espreitar a entrada enquanto no dicionário Infopédia, que, para além de ilustrar o que digo, ainda legitima a fórmula «enquanto que». Quer-se evitar os erros, mas eles por vezes são tão confortáveis... Sempre grata pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa