Pronomes e formas de tratamento de segunda pessoa (plural)
Estou a traduzir algumas expressões do inglês para português para serem usadas num guia destinado a turistas japoneses. Como o inglês é muito vago, em relação ao you, foi-me dito que devia usar todas as expressões possíveis em português, ou seja, masculino singular, feminino singular, masculino plural e feminino plural. Também me foi dito que o you seria sempre formal (você e não tu).
A minha dúvida é, por exemplo, na frase «Nice to meet you». Eu traduzi como: «Prazer em conhecê-lo/Prazer em conhecê-la/Prazer em conhecer-vos.» No entanto, a senhora japonesa para quem estou a fazer o trabalho tem alguns conhecimentos de português e perguntou-me se neste caso o plural «conhecer-vos» está bem aplicado, ou seja, se é o plural formal.
Ela tem ideia de que «conhecer-vos» seria o plural de «conhecer-te», e que o plural correcto e formal de «conhecê-lo/conhecê-la» deveria ser «conhecê-los/conhecê-las». Eu usei o -vos quando fiz o trabalho, porque pensei que seria a forma mais correcta, no entanto, após a pergunta dela, fiquei com dúvidas.
Assim, peço que, se for possível, me esclareçam esta questão.
As maiúsculas e as minúsculas pós-Acordo Ortográfico
Gostaria de saber se, com a introdução do novo AO, palavras como Homem (Humanidade), Natureza (conjunto de todos os seres vivos), Sistema Solar e Via Láctea mantêm a inicial maiúscula.
A vírgula antes de e:
certo ou errado?
certo ou errado?
Gostava de saber qual o motivo de se proibir a vírgula entre orações coordenadas ligadas por e e que partilhem o mesmo sujeito, quando muitos escritores empregaram e empregam a vírgula nesses casos.
Não só não estamos a usar os textos dos grandes escritores como modelo do que deve ser a norma sintática, como também, e pior, estamos a transformá-los num exemplo do que não se deve fazer.
Uma criança vai à escola, é penalizada por meter vírgula numa frase como: «O João foi brincar para o jardim, e voltou ao entardecer»; para depois ler um livro e verificar que muitos outros não só fazem o mesmo como ainda são elogiados pela sua prosa.
Resultado, começa-se a desacreditar do que se aprende na escola. Idem para enumerações. Idem para os e que são aceites depois do ponto final (no início, portanto, da frase seguinte) e do ponto e vírgula em contextos que não seriam aceites depois da vírgula, apesar de a diferença ser meramente estilística... (Aqui, não se pode fazer, mas nas outras situações já se pode?)
A locução coloquial «Ah, tá!»
A expressão «Ah, tá!» é uma locução interjetiva ou são duas interjeições separadas?
Obrigado mais uma vez.
Coordenação ‘vs.’ subordinação
A explicação que normalmente se dá para justificar a diferença entre coordenação e subordinação – a subordinação implica uma relação de dependência que não existe na coordenação – é demasiado simplista e facilmente contestável pelos alunos. Poderia dar-me uma explicação que torne clara a diferença entre coordenação e subordinação e, por outro lado, uma espécie de regra prática que permita aos alunos perceberem de uma vez por todas o que é uma coisa e o que é outra?
Olá!
Gostaria de saber qual a origem da tão vulgar e usada palavra "olá".
A expressão «sopa no mel»
A expressão correcta é «mel na sopa» ou «sopa no mel»?
Rúben, Rubens e Rubem
Encontro por todo o lado nomes próprios paroxítonos que não respeitam as regras de acentuação de palavras como "pólen", "açúcar", "ónix", etc. Há mesmo entre os consulentes do Ciberdúvidas imensos "Rubens" sem acento e nunca vi que alguém os "admoestasse". Várias vezes os donos de antropónimos do género me asseveraram que não colocam o acento nestas palavras.
Haverá, porventura, alguma excepção que permita não acentuar nomes como "Rúben", "Hamílton", "Hélder", "Óscar", "Félix" e afins?
Aceitem o reconhecimento de um admirador e utente assíduo do Ciberdúvidas.
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
O significado de impacto e de impacte
Sempre aprendi e parece-me que está assim registado no Cândido de Figueiredo, que impacte é o 'embate' psicológico, enquanto impacto será esse embate a nível físico. Ex. – A bala provocou tal impacto que estilhaçou o vidro. Aquela atitude teve um enorme impacte na sua conduta. Aceitam-se opiniões, já que há por aí muita gente a querer impô-las!
Concordância de tempos verbais entre orações (presente vs. imperfeito)
Agradecia que, num primeiro momento, me confirmassem a correcção sintáctica das três frases seguintes no que diz respeito à concordância temporal:
1.ª) a — «Deveria haver pessoas que trabalhassem mais.», b — «Devia haver pessoas que trabalhassem mais.» [Penso que ambas as frases a) e b) estão correctas];
2.ª) «Deve haver pessoas que trabalhem mais.»
De seguida, pedir-lhes-ia, ainda, que dissessem se concordam com o facto de eu considerar a frase seguinte errada, nomeadamente no que se refere à forma verbal trabalhem (presente do modo conjuntivo):
3.ª) «Devia/deveria haver pessoas que trabalhem mais.»
E, finalmente, pedia que tecessem alguns comentários sobre a utilização dos tempos do conjuntivo nestas orações.
Muito obrigada pela gentileza!
