DÚVIDAS

«Temos muito a/que/para aprender com os mais velhos»
Deve dizer-se, rigorosamente: a) «Temos muito a aprender com os mais velhos»; b) «Temos muito que (e não «de», com sentido de obrigação) aprender com os mais velhos»; ou c) «Temos muito para aprender com os mais velhos»? As formas que me parecem mais correctas são a b) e c); no entanto, ouço dizer muitas a vezes como em a). Para outras formas verbais, como, por exemplo, «fazer», é igual? Desde já, muito obrigado.
O plural de decreto-lei, de novo
Assisti a um programa Cuidado com a Língua em que se esclarecia que, em palavras compostas, o plural era realizado apenas na primeira palavra.No entanto, encontrei a palavra composta decreto-lei, em que tenho dúvidas como construir o seu plural.Pensava que seria decretos-lei, como indicado no programa e penso que o mais correcto. No entanto, encontro nos próprios Diários da República oficiais a designação de decretos-leis, como assinalado em anexo.Qual é a forma correcta?Agradecia o esclarecimento.
Data início/data-início, data fim/data-fim?
Gostaria, antes de mais, de parabenizá-los pelo tão desejado regresso que, creio, era aguardado por todos aqueles que vêem nele o vigoroso pulsar da Língua Portuguesa e que são muitos, a julgar pelos votos de confiança e apoio que foram sendo prestados ao Ciberdúvidas. A dúvida que venho colocar tem a ver com a tão complicada questão da utilização do hífen. Assim, gostaria que me ajudassem na dúvida na grafia das seguintes palavras: data início//data-início; data fim/data-fim? Seguindo a regra da formação de palavras por composição (justaposição), penso que se escreveriam com hífen; data-início e data-fim. Seguindo a grafia de data-valor, que é, segundo o dicionário da Porto Editora, a grafia correcta, estas seriam também as formas correctas. No entanto, as minhas dúvidas prendem-se com o facto de nunca ter visto estas palavras escritas com hífen, mas sim como "data fim" e "data início". Fiz inclusive uma pesquisa no corpus CETEMPúblico, da qual não obtive nenhum resultado. Seria possível ajudarem-me com esta questão? Agradecendo desde já toda a atenção dispensada, despeço-me com os melhores cumprimentos, desejando-lhes a continuação do valioso trabalho que têm vindo a prestar a todos nós.
A conjunção e seguida de vírgula antes de expressões adverbiais
Antes de mais, o meu obrigado pelo excelente serviço prestado. A minha dúvida prende-se com um uso específico da vírgula. Entendo que, numa frase como «sabendo o que tinha de fazer, decidiu agir», deve utilizar-se a vírgula para separar o complemento circunstancial no início da frase. Pergunto-me, no entanto, se o mesmo se passa numa frase como «e sabendo o que tinha de fazer, decidiu agir». Teria de haver obrigatoriamente uma vírgula a preceder a palavra sabendo, ou o «e» inicial, em certos contextos como este, poderá considerar-se parte do complemento circunstancial, não carecendo de uma segunda vírgula («e[,] sabendo o que tinha de fazer, decidiu agir»)? O mesmo seria válido para frases como: «e[,] assim, decidiu agir»/«e[,] então, decidiu agir»/«e[,] por isso, decidiu agir»? Não encontro nada referente a este caso específico, por isso gostaria que me auxiliassem, se possível com a referência a alguma gramática que se tenha debruçado sobre esta particularidade da escrita. Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa