Elementos químicos
Gostaria que me indicassem se os nomes de elementos químicos, usualmente designados em maiúsculas quando na sua forma contraída (H, C, Al, etc.) se escrevem por extenso com maiúscula, ou minúscula. «Hidrogénio, Carbono, Alumínio», ou «hidrogénio, carbono, alumínio»?
Obrigado.
O uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio
Recentemente, deparei-me com um tópico envolvendo a escrita no nosso idioma que acabou por me gerar duas dúvidas próximas entre si, por isso tomo a liberdade de apresentá-las em conjunto ao Ciberdúvidas. Trata-se do uso do se junto a verbos no infinitivo e no gerúndio (excluindo da discussão verbos pronominais/reflexivos, que sem dúvida exigiriam o se).
Fui informado que em diversos casos envolvendo o infinitivo impessoal, já carregando ele impessoalidade e valor passivo, será dispensável o uso do se tanto como índice de indeterminação do sujeito quanto como pronome apassivador. Cito alguns exemplos: «Fazer o bem é importante» (e não «Fazer-se o bem»), «Osso duro de roer» (e não «duro de roer-se»), «Hora de chamar a polícia» (e não «de chamar-se a polícia»). Gostaria de perguntar se, em casos como esses, o uso do se é meramente dispensável ou, mais do que isso, é proibido. Se meu entendimento (leigo) não é falho, suponho que a presença do se simplesmente assinalaria a voz passiva ou o índice de indeterminação do sujeito (conforme o caso), daí a dúvida quanto a uma estrita proibição de seu uso em decorrência do infinitivo impessoal.
No entanto, o assunto trouxe-me outra dúvida, para mim mais difícil ainda de resolver. A linha de pensamento exposta acima, se correta, aplicar-se-ia ao gerúndio também? Dizendo de outro modo, o gerúndio pode tornar o índice de indeterminação do sujeito e o pronome apassivador se igualmente dispensáveis? Apresento alguns casos a seguir e sobre eles gostaria de perguntar se o se é necessário, facultativo ou, até mesmo, proibido.
1) «Levando-se em conta a crise, bom seria aumentar a poupança.»
2) «A obra desses poetas, considerando-se o pouco que viveram, é vastíssima.»
3) «Pensando-se em casos como o dele, não pode haver dúvidas quanto ao perigo de fumar.»
4) «Vivendo-se, daí vem a paciência.»
Muito obrigado.
Parabéns pelo site!
O feminino de faisão
Qual o feminino de faisão?
Talvez e os modos verbais
Acabo de ler uma frase em que se diz «talvez dois seguiram com os estudos». Não seria mais correto dizer «talvez dois tenham seguido com os estudos»? A pergunta, num sentido mais genérico, prende-se com a questão de saber qual a construção verbal que deve seguir uma hipótese desde género.
Obrigado.
O significado da expressão «que não»
«O fecho de contas é um procedimento essencial à construção do balanço (que não da demonstração dos resultados)». Esta frase está num português correcto? No caso de estar qual o significado da expressão "que não"? Negação ou confirmação?
O você e os pronomes oblíquos
É aceito o uso de pronomes oblíquos de 2.ª pessoa quando se utiliza você como pronome de tratamento, ou deve-se usar sempre os de 3.ª pessoa? Ex.: «Você gostou do livro que te/lhe enviei?» Ainda que pronomes, devo utilizar quando uso, por exemplo, Vossa Excelência ou Vossa Senhoria, os da 3.ª pessoa do singular ou os da 2.ª pessoa do plural? Ex.: «Envio-lhe» ou «envio-vos»? Grato.
A colocação do pronome com tempos compostos
Gostaria de saber onde se coloca o pronome (reflexo, complemento directo ou indirecto) com tempos compostos. Depois do verbo auxiliar ou do verbo principal? Depende do verbo auxiliar?
Por exemplo: «Tenho-lhe dado muita atenção.» «Consigo dar-lhe muita atenção.» (?)
Substantivos: concretos e abstractos
Sou professora de Língua Portuguesa, e admito que a distinção entre o que é um nome abstracto ou concreto está rodeada de alguma indefinição. Em determinadas gramáticas, música é um substantivo abstracto, noutras já é concreto. Qual é a vossa opinião? Outras palavras que levantam dissidência são: hora, século, ano. Gostaria que me fornecessem algumas indicações. Antecipadamente grata.
Embora e ainda que – seguidos do conjuntivo
Depois de «embora» e «ainda que» em Portugal só se usa conjuntivo quando a acção não foi realizada e no Brasil sempre, é verdade? Encontrei essa informação numa gramática... Outra gramática que tenho diz que sempre se tem de usar conjuntivo. Então as frases: «Embora “tinha” escurecido decidi ir ao jardim» e «Ainda que “percebi” que estava sozinha, fugi» – estão correctas ou não? Obrigada pela ajuda!
O significado do adágio «largos dias têm cem anos»
Gostaria de saber qual o significado/origem do adágio «largos dias tem cem anos».
Obrigado pelo excelente trabalho que desenvolvem.
