O você e os pronomes oblíquos
É aceito o uso de pronomes oblíquos de 2.ª pessoa quando se utiliza você como pronome de tratamento, ou deve-se usar sempre os de 3.ª pessoa? Ex.: «Você gostou do livro que te/lhe enviei?» Ainda que pronomes, devo utilizar quando uso, por exemplo, Vossa Excelência ou Vossa Senhoria, os da 3.ª pessoa do singular ou os da 2.ª pessoa do plural? Ex.: «Envio-lhe» ou «envio-vos»? Grato.
Três exemplos de frases com expressão partitiva
Se me permitem, gostaria de colocar várias dúvidas: 1 – «Metade do bolo estava estragado», «ou estragada»? Ou será que ambas estão correctas? 2 – «Mais de metade dos portugueses votou», ou «votaram»? 3 – «Um quinto das mulheres portuguesas fuma», «ou fumam»? Será que, em algumas circunstâncias, se pode usar indiscriminadamente? Há alguma norma? Muito obrigado.
Prefeito e perfeito
Recentemente, o jornal "O Comércio do Porto" referiu repetidas vezes, no mesmo artigo, que o Papa Bento XVI confirmou o cardeal português como Perfeito da Congregação para a Causa dos Santos. Creio que correcto seria falar-se em Prefeito uma vez que se trata de um cargo.
As características das línguas naturais
Eu gostava de saber como se caracterizam: as línguas naturais (português, inglês, francês, espanhol, etc.) e a aquisição versus aprendizagem de uma língua.
Isto, a propósito do tema da especificidade da comunicação humana.
Obrigada.
Ainda os prefixos pré- e pre- e o hífen
Sempre ouvi dizer «pré-definições/pré-definido», em contexto informático, por exemplo, até há relativamente pouco tempo, em que passei a ver e a ouvir «predefinição/predefinido». Pesquisando a vossa página, e remetendo-me aos seguintes artigos, fica a sensação de que ambas as formas são aceites. Pensando eu que a forma «predefinido» se tratava de uma «modernice», fiquei admirado por ver a mesma constar numa edição de 1988 do Dicionário Lello Universal. A minha dúvida prende-se com a razão por que, sendo ambas as formas válidas, se está cada vez mais a adoptar a forma «pre» em detrimento da forma «pré-», visto que a segunda até é mais esclarecedora quanto ao significado da palavra.
Digamos que, para esclarecer o meu ponto de vista, esta dúvida me deixa «preocupado», e não «pré-ocupado», sendo que, neste exemplo concreto, a forma «pre» suscitaria dúvidas relativamente à interpretação do termo, ao passo que a forma «pré-» seria clara. É claro que o exemplo dado é meramente fictício, mas estou certo de que existirão termos não fictícios onde nos poderemos deparar com esta questão.
Logo, ainda que «pré-» possa retirar alguma versatilidade à língua, haveria algum problema em contrariar a tendência natural da evolução para «pre» por forma a tornar o discurso mais claro?
Segunda dúvida: com a adopção do Acordo Ortográfico, considerando a supressão do hífen em certas palavras compostas, a eliminação do H em início de palavra e a tendência para usar mais «pre» em vez de «pré-», irá «Pré-História» passar a ser escrito «preistória»?
Agradeço desde já a vossa ajuda e felicito-vos pelo extenso trabalho de pesquisa que fazem para responder a todas as nossas dúvidas.
A função sintática de me
Gostaria de saber a função sintática do pronome oblíquo átono me na seguinte oração: «Não me aperte o braço.»Pensava que se referia a adjunto adnominal do nome braço, uma vez que posso reescrever: «Não apertes o meu braço.» Entretanto, segundo o gramático Napoleão Mendes de Almeida, em sua Gramática Latina, 19.ª edição, p. 22, não se deve classificar assim o referido pronome. Como poderia classificá-lo segundo as gramáticas normativas de Portugal e do Brasil?
«Tantas vezes vai o cântaro à fonte...»
+ «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?» I
+ «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?» I
Qual o significado dos seguintes provérbios?
1. «Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que algum dia lá deixa a asa.»
2. «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?»
A abreviatura de «em tempo»
Gostaria de saber se a expressão «em tempo» ou «e.t.» ainda se usa na escrita. Um exemplo: «Em tempo, estou enviando sua proposta anexa.»
Isso ainda se usa?
Verificámos e verificamos
Como se usa correctamente: verificámos, ou verificamos?
Plural de grama, mais uma vez
Na resposta «Plural de grama», diz-se que «O nome da unidade só é escrito no plural a partir de dois, inclusive (ex.: cinco gramas, dois gramas, um e meio grama).»
Então e em casos como zero, 0,23 ou 1,5 (inferiores a 2) usa-se o singular?
Muito obrigado.
