O verbo percorrer
Estou com dúvida quanto à regência do verbo percorrer.
Consultei no dicionário de regência verbal do Celso Pedro Luft, e consta que o verbo percorrer é transitivo direto.
Entretanto, percorrer não é um verbo de ação com regência que se estende às preposições a, por e em? Ou tratar-se-ia de um verbo intransitivo acompanhado de adjunto adverbial. Alguém pode me explicar o motivo de percorrer ser transitivo direto?
Agradeço a todos de antemão!
O uso de asiático como nome
Antes de mais, gostaria de vos felicitar pelo vosso extraordinário trabalho e pelo esforço contínuo em promover o conhecimento e o bom uso da língua portuguesa. O vosso contributo é, de facto, notável e inspirador para todos os que valorizam o rigor e a beleza da nossa língua.
Venho solicitar o vosso esclarecimento sobre a seguinte questão:
No segmento «um grande ‘asiático’ português» (texto de Pedro Mexia), como se classificam – em termos de classe e subclasse gramatical – as palavras que o compõem?
Obrigado.
Adjetivo referente a milhões de anos
Parabéns pelo Vosso relevantíssimo trabalho em prol da língua portuguesa.
Usamos a palavra milenar quando nos referimos a alguma coisa com milhares de anos, mas quando nos referimos a milhões de anos existe alguma palavra equivalente?
Grato.
O verbo estar e o adjetivo inválido
Na frase apresentada, perante o adjetivo inválido, podemos empregar o verbo estar?
«O Rui está com medo de que o seu casamento esteja inválido.»
Obrigado
Ainda os títulos de obras em textos manuscritos
No sítio do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, na resposta à questão “Títulos de obras ou de textos em manuscritos” [consultado em 16-12-2025], a autora Carla Marques respondeu o seguinte em 15 de dezembro de 2025: «Antes de mais, é importante que se diga que não existe uniformidade quanto aos processos de destacar títulos de obras ou partes delas. Diferentes quadros podem propor diferentes soluções estilísticas.»
Ora, julgo que pode contribuir para completar a resposta e alargar o campo de aplicação saber que existe uma Norma Portuguesa que estipula «diretrizes para a redação de referências bibliográficas e citações de recursos de informação».
Trata-se da NP ISO 690:2024 «Informação e documentação – Diretrizes para a redação de referências bibliográficas e citações de recursos de informação», publicada pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ), a 16 de setembro de 2024.
A NP ISO 690:2024 descreve um conjunto de princípios e diretrizes práticas para a criação de referências e os requisitos para a citação de recursos de informação. Fornece, também, as indicações para a elaboração de citações e referências bibliográficas, estabelece a ordem dos elementos na elaboração dessas referências, bem como as regras para a transcrição e apresentação da informação proveniente de diferentes fontes de informação.
Ora, sendo a consulente aluna do 12.º ano e referindo-se à redação de textos em contexto académico, entendo que deveria ser do conhecimento dos alunos do ensino secundário, e até do 3.º ciclo do ensino básico, a existência desta Norma, bem como a sua aplicação.
No ensino superior os alunos farão uso desta Norma ou de outras Normas Internacionais (APA, Chicago, Harvard, Vancouver e outras), pelo que convém estarem familiarizados, desde logo com a Norma Portuguesa. Aliás esta responde concretamente às questões e dúvidas da consulente. Espero que o contributo seja proveitoso.
Ironia: «O Criador tem muitos amigos!»
Solicito a vossa colaboração de forma a esclarecer, se possível, a dúvida que de seguida apresento.
«No final do livro, Darwin menciona a possibilidade de todos os organismos terem tido origem numa única forma primordial, mas em privado pensava que essas origens antigas eram irrecuperáveis. Na segunda edição, Darwin incluiu um comentário em que afirmava ser possível conceber um Criador que tenha permitido às espécies criarem-se a si próprias, e que as primeiras formas orgânicas tenham adquirido vida a partir do “sopro do Criador”. Darwin foi-se tornando agnóstico ao longo da vida, mas não era imune a pressões e o Criador tem muitos amigos!»
Considerando a informação presente no excerto transcrito, poderemos considerar que, para além da ironia, na expressão "'o Criador tem muitos amigos" está presente uma metáfora?
Obrigado.
A dêixis espacial e o advérbio lá
Na frase «lá na missa onde eu estava», a palavra estava é um caso de dêixis espacial?
Se sim, porquê?
Esta é uma dúvida que está a persistir na minha turma de 11.º ano, nem a professora está a conseguir chegar lá.
Se conseguirem resolver, fico agradecida.
A preposição por e os pronomes átonos em orações de infinitivo
Confesso que fiquei confuso com a correção que foi feita ao teste de Português da minha filha, nomeadamente na parte a que antigamente chamávamos "redação". Numa situação fiquei dúvidas.
A minha filha relatava uma viagem que fez à Disney com a irmã e contava que logo à chegada a Paris tiveram uma pequeno problema porque não sabiam qual era o autocarro. Depois de explicar, a dada altura escreveu: "(...) acabámos por encontrar".
Ora o corretor acrescentou um "o", ficando: "(...) acabámos por o encontrar".
Está correto? Não seria "por encontrá-lo".
"Por o encontrar" não soa bem.
Grato!
A expressão «regra padrão»
O termo "regra-padrão" requer hífen? Sim ou não? E por quais motivos?
No plural do termo acima, o composto de padrão leva o plural como padrões? Sim ou não? E por quais motivos?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
A expressão «cinco contra cinco»
Em contexto desportivo, devemos falar de um campo de «cinco-contra-cinco» ou de um campo de «cinco contra cinco»? O mesmo se aplica, evidentemente, a «dez-contra dez», etc.
