Mahdi e mádi
Qual é a designação correcta em português para a palavra Mahdi? Deve manter-se, ou usar-se a expressão Madi? Obrigada.
A pronúncia do e átono em Portugal
Gostaria de saber como é que a pronúncia do "e" átono, que era pronunciado como "i", passou a ser pronunciado como /ɨ/.
Também gostaria de saber se esse é um fenómeno que ocorre com todos os is átonos, e não somente os que derivam dum "e" átono.
Em galego-português, ou até mesmo no período pré-clássico, o "e" átono era registrado, na escrita, como um "i", devido a harmonização vocálica, processo que ainda acontece no Brasil, como é possível observar em palavras como "pepino" antes também escrita como "pipino", e até mesmo quando eram nasais, como em "mentir" (mintir), "mentira" (mintira), "ensinar" (insinar), que aparecem escritas assim até em Os Lusíadas.
Sempre me pergunto como é que uma mudança tão grande como essa foi "desfeita", e o "e" que tinha passado para um "i" é agora um "ɨ", e no caso das nasais, voltou a ser pronunciado como "e".
Sujeito e vírgulas
Gostaria de pedir a vossa ajuda, por favor, para fazer a análise sintática do excerto que se segue, tomando particular atenção ao sujeito e à colocação da vírgula antes do predicado:
«[…] a própria esterilização por ação direta do fogo, isto é, em termos técnicos, a flambagem (prática que não estamos muito habituados a ver, hoje, no meio laboratorial, mas que era importante nos primórdios da medicina), implica também […].»
A frase tem um sujeito simples, embora este se apresente com duas designações diferentes, sendo que a segunda («a flambagem») é uma precisão da primeira («a própria esterilização…»).
Neste caso, e ignorando o parêntese (que seria um modificador do nome?), estará bem colocada a vírgula? Tecnicamente, está a separar o sujeito do predicado, coisa que em princípio não se deve fazer, mas ao mesmo tempo isola a segunda formulação do sujeito, enfatizando a especificidade de se tratar de uma flambagem.
Se puderem esclarecer-me, fico muito agradecido.
«O bobo do João chegou»
Juro que já li muito sobre o que vou falar. Inclusive suas explicações. Mas não consigo achar a verdade sobre tal questão. Seguinte: em «O bobo do João chegou», por que motivo bobo é um substantivo para a análise de Celso Cunha, e para o Bechara é um adjetivo? Não entendo m-e-s-m-o.
Ajudem-me. Abraço.
Presente do indicativo com valor de passado
É correto dizer «Morre fulano de tal» no lugar de dizer «Fulano de tal morreu»?
O que me motivou a fazer essa pergunta é o fato de ser, no mínimo, muito comum ver a primeira forma ser utilizada nos noticiários quando uma pessoa famosa falece.
Desde já, grato.
Recochina
Num documento de 1728, do Mosteiro de Cabeceiras de Basto, referente a obras efectuadas, lê-se o seguinte:
«Venceram-se as dificuldades que se representavam de se achar água em parte conveniente para o claustro e limpeza da cozinha com duas graves fontes, que com custo, trabalho e perigo se abriram, uma em a cerca da recochina em tanta abundância que recolhida a cerca da horta onde fica já encanada, se pode levar para a sacristia deixando alguma para regar as hortas.»
Qual o significado de “recochina”?
Muito obrigado pela vossa atenção!
Lua Nova "aparece"?
É correcto dizer "...quando a Lua Nova aparecer no céu"?
A sintaxe do nome vizinho
Na frase «O vizinho do segundo andar é médico» do segundo andar é modificador do nome restritivo ou complemento do nome? Podem explicar o porquê?
Muito obrigada.
«É de aplaudir» e «é de saudar»
De quando em vez, ouço dizer «É de salutar que ...(qualquer coisa que aconteceu/ocorreu)...». Será correto utilizar a palavra salutar nesta situação, em vez «é de saudar»?
Muito obrigada.
Acima com elipse
Qual a classificação sintática do advérbio «acima» na frase «Restam consolos aos que concordam com a filosofia acima»? A referida palavra relaciona-se com o substantivo «filosofia», à semelhança dos adjuntos adnominais. Ocorre que não tenho conhecimento de que advérbios possam desempenhar tal função. Solicito auxílio. Grato.
