Dizimista e dizimador
Gostaria de saber se na frase «com a chegada dizimista dos colonizadores'», o termo ''dizimista'' estaria correto, pois creio que o ideal seria dizimadora.
Obrigada.
«Capazes de rejuvenescer/rejuvenescerem»
Na frase «[...] mosquiteiros torácicos capazes de rejuvenescerem de erecções formidáveis vinte e cinco anos de resignação conjugal.» (Memória de Elefante de António Lobo Antunes), a concordância verbal está correcta ou deveria colocar-se no infinitivo («capazes de rejuvenescer»)?
Muito agradeço esta e todas as ajudas dadas ao longo dos anos.
Do e «de o» II
Considerando a frase:
«Assim, é função do gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»
pergunto se poderia ser escrita:
«Assim, é função de o gramático preservar o uso de ser corrompido pela ignorância.»
Em que caso não se usa contração, quando vier um verbo no infinitivo?
Obrigado.
Decorar: «memorizar» vs. «ornar»
Estava escrevendo um texto jurídico e precisei do substantivo cognato do verbo decorar (no sentido de «memorizar») e me deparei com decoração, que seria ali interpretado como «enfeitar» e poderia causar um grande mal-entendido, pois pareceria deboche.
Poderia explicar a etimologia desta palavra e como tomou sentidos tão diversos?
Sei que decorar («memorizar») vem do latim "de cor", por que acreditavam, à época, que o coração guardava as memórias, e que decorar («ornar») também vem do latim decorare, «pôr cor em algo».
Mas como essas duas palavras caminharam para se tornar uma só, se têm sentidos tão opostos? E decoração poderia ser usado como substantivo cognato de decorar («memorizar») ou é defectivo neste sentido?
Obrigado.
Complemento indireto no português coloquial de Angola
Aqui em Angola, ocorre, tanto na linguagem oral como na escrita, um fenómeno linguístico que consiste em começar a frase com sujeito indeterminado e no final dela explicitar o sujeito começando com a preposição em.
Exs.:
*Lhe bateram no João.
*Vão ralhar na Mingota.
*Roubaram o teu arroz no Joaquim.
É bem provável que essas construções estejam erradas do ponto de vista normativo, mesmo assim, gostaria de saber uma possibilidade de análise sintáctica, principalmente a do sujeito iniciado por em («no João», «na Mingota», «no Joaquim»). Uma hipótese que melhor descreveria esse fenómeno, qual seria?
Muito obrigada!
Preposição contra + pronome relativo «o que»
«Ele sempre costumava fazer comentários maldosos sobre os colegas, contra o que sempre fui.»
Há alguma impropriedade na frase acima?
Obrigado.
«Trajado com» vs. «trajado de»
Qual é o mais correto nos seguintes exemplos?
a) trajado com um fato avermelhado.
b) trajado de um fato avermelhado.
Mediador
Verifico, a nível de temas de psicologia (mais propriamente na área das teorias da modificabilidade cognitiva: R Feuerstein et al.) que o termo inglês: "mediator", em espanhol: "mediador", foi traduzido por insignes psicólogos portugueses por mediatizador, o que me parece deslocado. Prefiriria o mediador.
Os vossos comentários, por favor. Creio, se tiver razão, que estamos perante mais um caso de traduções inadequadas por parte de especialistas de diversas áreas do conhecimento que não se socorrem de pareceres prévios.
Tirados ao acaso
Na pergunta sobre Peres de Manuel Peres Alonso aparece a frase: tirados ao azar da lista telefónica de Lisboa.
Não seria mais correcto dizer: tirados ao acaso na lista?
Ou seria um galicismo de 'au hasard'?
Se a minha memória não falha azar e acaso não têm o mesmo significado em português.
Muito obrigado pela resposta.
Melhor + tempos compostos da voz ativa verbal
Na frase «A Coreia do Sul é um dos países que mais bem têm controlado a pandemia» não será preferível escrever melhor?
Obrigado.
