Orações completivas introduzidas por para
Na frase «A aluna pediu para ir à casa de banho», qual a função sintática da oração «para ir à casa de banho»?
Esta frase encontra-se em dois manuais de Português com soluções diferentes: num é complemento direto, noutro é complemento oblíquo.
Neste último caso, é dada a seguinte explicação: «Quando o verbo pedir é seguido pela preposição para e uma oração subordinada substantiva, a oração subordinada funciona como complemento oblíquo, indicando a finalidade da ação. assim, "para ir à casa de banho" indica a finalidade do pedido.»
Estou confusa!
Obrigada!
O verbo desistir e o complemento oblíquo
«Ele desistiu do teste»: «do teste» é modificador verbal, ou complemento oblíquo?
Assador
Assador – é o objecto onde colocamos o carvão, a lenha para fazer o grelhado, ou a pessoa que assa as "coisas"?
Existem nomes diferentes? Ou assador significa as duas coisas?
Idrol = «citrato de prata»?
Após aturadas pesquisas por diversos dicionários e enciclopédias, sem êxito, acabei por encontrar, finalmente, no dicionário da Texto Editores [Portugal], a palavra que eu buscava (convencido da sua existência): idrol s. m. = citrato de prata.
Contudo fica-me uma dúvida, que é a seguinte: se não encontro em mais lado nenhum tal palavra, não poderá ser gralha? (sei que é difícil, mas pode acontecer).
Daí recorrer ao Ciberdúvidas para completo esclarecimento, pelo qual antecipadamente agradeço.
O português dos judeus na Europa no começo do séc. XX
José Leite de Vasconcelos, na sua Dialetologia, refere-se ao português dos judeus, mas ele chega a caraterizar o falar dos judeus, apontando particularidades de pronúncia, de vocábulos, de construções, etc?
Muito obrigado!
Educação inclusiva
"Educação Integrada" foi o termo utilizado, durante muitos anos, para definir o trabalho que as CERCI e as escolas desenvolvem, para integrarem, no "mundo normal", as crianças com dificuldades na aprendizagem.
"Educação Inclusiva" é, actualmente, o termo utilizado.
"Inclusiva", segundo o dicionário da Texto Editora, significa: admissão, no conclave, de um cardeal que chegou depois de terminado o prazo.
Agradeço que me esclareçam se a alteração é aceitável, ou se se trata de uma invenção.
Muito obrigado.
Meronímia de subatividade e meronímia espacial
Gostaria de saber a definição de "meronímia de subatividade" e "meronímia espacial', segundo a Gramática do Português [da Fundação Calouste Gulbenkian], por favor.
Grata pelo vosso auxílio.
Upcycling = «reutilização criativa»
Começa a surgir, cada vez mais, o verbo to upcycle (e os deverbais upcycling e upcycled) que, segundo o Cambridge Advanced Learner's Dictionary & Thesaurus (© Cambridge University Press), significa «to make new furniture, objects, etc. out of old or used things or waste material» (sendo principalmente este último traço, a reutilização de "resíduos/subprodutos" para algo artístico, aquilo que diferencia este conceito do de reciclar).
Este neologismo é traduzido, em espanhol, como suprarreciclar (e, respetivamente, suprarreciclaje e suprarreciclado).
Em português, também poderia ser adequada a tradução de to upcycle/upcycling/upcycled como “suprarreciclar”/“suprarreciclagem”/“suprarreciclado”, respetivamente?
Agradeço, desde já, a vossa resposta.
A regência do adjetivo coetâneo
Devemos escrever «Isto é coetâneo com o intuito de fazer alguma coisa de belo» (p.ex.) ou «Isto é coetâneo do intuito de fazer alguma coisa de belo»? No fundo, a minha dúvida prende-se com a questão de saber se (e porquê) devemos escrever «coetâneo com» ou «coetâneo de».
Obrigado.
Defesa da língua
Sei que o franceses são muito ciosos de seu idioma e procuram defendê-lo tenazmente de quaisquer influências que considerem nocivas. Já no Brasil, não se tem muito pudor em usar palavras estrangeiras - inglesas, na sua quase totalidade. Aqui, SIDA se chama "AIDS", sítio é "site", as empresas fazem "marketing" e os meios de comunicação formam a mídia (da pronúncia inglesa de "media"). Em Portugal, há alguma política ou movimento de defesa do português?
