Crase – Prevenção a/à
Prevenção a fraude. Gostaría de saber se na frase acima o "a" deve ser craseado ou não. Por favor me informe qual é a regra gramatical para esse caso.
Morte / vida / doença
Gostaria de saber se as palavras morte, vida e doença são substantivos concretos ou abstratos. Sou uma aluna de Ensino Médio de SBCampo e questionei a professora, que não me convenceu.
Brócolos / «bróculos»
Apesar da explicação de João Carreira Bom sobre a emenda de bróculos para brócolos, fiquei com dúvidas sobre a formação desta palavra, pois em espanhol escreve-se com u.
Muito obrigado.
«Ouvisto» / ouvido
Por vezes ao referir-me a algum assunto que se passou no dia anterior, por exemplo na televisão, digo que "tenho ouvisto" em vez de tenho ouvido.
Gostava que me dessem uma explicação para tal, se é que existe ou se é simplesmente erro.
Obrigado.
Concordância verbal em caso de percentagem
Primeiramente quero agradecer ao prezado Sr. José Neves Henriques por sua resposta, como sempre muito atenciosa, à pergunta que fiz sobre pronomes indefinidos.
Feito isto, gostaria de que me fosse dito quais das frases abaixo estão certas no que diz respeito a concordância verbal.
A) 1% dos alunos saíram da sala.
B) 1% dos alunos saiu da sala.
C) 20% da turma saiu da sala.
D) 20% da turma saíram da sala.
E) A turma toda discordou. Mas só 20% saíram.
F) A turma toda discordou. Mas só 20% saiu.
G) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saiu.
H) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saíram.
O livro "Curso de Gramática Aplicada aos Textos", de Ulisses Infante, diz que em casos de concordância verbal em que há sujeito formado por porcentagem mais substantivo (como nas frases de "A" a "D") o verbo pode concordar com a porcentagem ou com o substantivo indiferentemente.
Desta forma, todas as frases deste grupo de "A" a "D" estariam certas.
No entanto, outro famoso professor, em seu programa de televisão, afirmou que estes casos de sujeito expresso por porcentagem são relativamente novos na língua e que pertencem ao "tecnocratês". Disse também que as gramáticas tradicionais não fazem referência nenhuma a isto e que foi adotado como regra pelos jornais e revistas brasileiros concordar o verbo sempre com o especificador, quando este estiver presente. Assim sendo, no grupo de frases de "A" a "D", somente estariam certas as frases "A" E "C". Já quando o especificador não estiver presente (frases de "E" a "H"), aí sim a concordância deve ser feita com a porcentagem, disse o referido professor. Seguindo este raciocínio, no grupo de frases de "E" a "H" somente estariam certas as frases "E" e "G".
Perante essas duas informações contraditórias (contraditórias nos casos em que está presente o especificador, pois o livro nada fala sobre os casos em que não há especificador), desejava, então, saber qual a orientação do Ciberdúvidas sobre isto de como fazer a concordância verbal em casos de porcentagem, quer esteja presente ou não o especificador.
Muito obrigado.
A classe gramatical da palavra ao
Na frase «Espero que ao receberem esta carta estejam bem», gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra «ao» e o tempo e o modo da forma verbal «receberem».
A pronúncia de dezoito: história e variação
Sei que 18 tanto se pode ler "dezôito" como "dezóito" e que ambas estão corretas, fiz várias pesquisas e em tempos encontrei uma justificação diferente que já não consigo encontrar. É mesmo só por motivos regionais, ou há mais alguma justificação? Porque em piada é bastante comum ouvir dizer «então porque não se diz "biscóito" em vez de "biscoito"?» Foi só porque alguém não se "lembrou" de começar a dizer dessa forma e não de outra? Fica a questão...
Obrigada.
«Ofereci-lhas ontem»: contracção de pronomes
Mais uma vez recorro aos vossos préstimos para resolver uma questão que me arranha o ouvido, mas mesmo assim teimo em considerar correcta. Na frase: «ofereci flores à Joana ontem», fiz a seguinte pronominalização: «Ofereci-lhas ontem.» Correcta ou errada?
Outra questão: quando pronominalizar uma frase com os pronomes me, te, nos e vos tanto de complemento directo como complemento indirecto? Já fiz essa última questão em outras oportunidades, mas acredito ainda não ter sido respondida. Desde já, muito obrigado.
Texto científico/texto técnico
Gostaria de saber quais são as diferenças entre estes dois tipos de textos: o científico e o técnico.
«A entidade emissora» e «a entidade emitente»
Uma vez mais solicito esclarecimento (que desde já agradeço):
Estará correcto dizer-se «a entidade emissora do documento x...»?Ou deverá escrever-se «a entidade emitente do documento x...»?Ou emissor é sinónimo de emitente; e nesse caso poderá escrever-se de ambas as maneiras?
Consultado o Novo Dicionário Lello da Língua Portuguesa, fiquei com a ideia de que será relativamente indiferente usar uma ou outra palavra. Contudo, já me referiram que estará mais correcto emissor quando nos referimos à produção radiação («Emissora Nacional»; «emissor de energia»), utilizando-se emitente quando nos referimos à produção de documentos.
