Prefixação e sufixação sem mudança de classe gramatical
Gostaria de saber se as palavras derivadas por prefixação nunca mudam de classe gramatical – fato bastante comum nas palavras sufixadas. E também sobre palavras sufixadas que não mudam de classe gramatical. Poderia exemplificar e fornecer uma bibliografia a respeito? Muito obrigado.
Pêra/peras (antes do AO),
pera/peras (depois do AO)
pera/peras (depois do AO)
Gostaria de saber a razão por que a palavra «pêra» leva acento circunflexo e «peras» não é acentuada. Terá algum fundamento uma explicação, que tenuamente me recordo de ter lido, de que «pêra» é acentuada para não se confundir com a contracção de «per» (arcaico de «por»?) com o artigo «a» («pera»)? Mas, por essa lógica, o mesmo se aplicaria a «peras», que deveria igualmente ser acentuada! E que outros casos similares existem?
Antecipadamente grato pela oportunidade que este magnífico espaço me (nos) proporciona diariamente, aproveito para vos manifestar o meu profundo apreço pelo vosso trabalho e recomendar (quase diria obrigar) a consulta desta magnífica “Gramática virtual” a todos quantos amam a Língua Portuguesa.
A origem da expressão copo-d´água
Gostaria de saber qual a origem da expressão copo-d´água para designar as refeições servidas em casamentos e outras cerimónias.
Anexas ‘vs.’ anexadas
Já vi várias explicações sobre as formas corretas de se empregar a locução adverbial «em anexo» e o verbo «anexar» como adjetivo, concordando em gênero e número com o substantivo, situação na qual se encontra minha dúvida. Vejo exemplos como «certidões anexas» e «documento anexo». «Anexas» e «anexo» são formas no presente do indicativo. Minha dúvida é se o correto não seria «certidões anexadas» e «documento anexado», ao invés de «certidões anexas» e «documento anexo», uma vez que estas são formas no particípio passado. Também queria saber o que é forma plena do particípio, uma expressão que li outro dia.
Agradeço imensamente.
Verbo ir: "fosse"
Onde o Português achou fosse (ir)?
Não é o verbo ser?
«Sentir falta» ≠ «sentir a falta»
Ao rever um livro, deparei com duas frases quase seguidas em que se podia ler, na primeira, «era verdade que ela lhe fizera falta» e, na segunda, «mas de quem sentira mais a falta [...]».
Pergunta: devemos escrever «falta» ou «a falta»? A diferença de verbos tem, neste contexto, alguma relevância para a questão, de tal modo que ambas as frases estão corretas? E, se ambas as frases estão corretas mas tal não se deve à mudança verbal, qual é a forma mais correta?
Muito obrigado.
Adjetivo vs. particípio passado
Tenho-me deparado com a problemática de verbos no particípio que têm todos os indícios de serem adjetivos e vice-versa. Não consigo compreender exatamente quando esses verbos indicam uma ação terminada. Como exemplo, cito: «O sinal está vermelho»; «O sinal está fechado». Para mim, tanto «vermelho» quanto «fechado» podem indicar a continuação do verbo estar. Mas «vermelho» é adjetivo.
Outro exemplo: «A onça estava agitada e assustada.» Não posso dizer que a onça é assustada, não seria uma característica inerente a ela, mas sim ao momento. Como é possível definir de forma inequívoca o devido uso do particípio como verbo ou como adjetivo?
Desde já agradeço muito o auxílio de vocês.
A diferença entre visionamento e visualização
Qual a diferença entre visionamento e visualização?
Ex.: «Visualização», ou «visionamento de um filme»?
Tempos verbais na apresentação de uma tese
Gostaria de que esclarecessem uma questão sobre emprego do tempo verbal com que eu e minhas colegas da faculdade de Psicologia sempre ficamos em dúvida .
Algumas colegas defendem que, na introdução de um trabalho acadêmico, se deveria, obrigatoriamente, usar o verbo tão-somente no futuro do presente. Argumentam que, na introdução, se relataria, em breves pinceladas, o que, de forma mais detalhada, se falará futuramente no decorrer do texto de que faz parte a referida introdução. Por exemplo: «O presente trabalho buscará avaliar a capacidade do indivíduo em relação a...»
Pois bem. Se o próprio Camões, na “introdução” de Os Lusíadas (Canto I), escreve «Cantando espalharei por toda parte...», não sou eu certamente que me arriscaria a dizer que elas estão erradas quanto a usar o verbo no futuro.
Mas será que usar o verbo no passado também não estaria correto? Por exemplo: «O presente trabalho buscou avaliar a capacidade do indivíduo em relação a...» Ora, seja na introdução ou não, estamos relatando um trabalho que, na verdade, já foi feito, no passado, em um momento anterior ao texto que estamos redigindo, para formalizar esse trabalho realizado.
Será que não é só uma questão de perspectiva, de decidir em que momento do tempo poremos o enunciador em relação ao fato que ele enuncia e de decidir qual fato afinal importa destacar? Devemos destacar o trabalho realizado, que se formaliza com o texto, ou destacar o próprio texto cujo curso segue após sua introdução?! Fico imaginando também se, com o verbo no passado, o texto ficaria mais discreto, como talvez conviesse a um texto científico. Não se trata de poesia, vale lembrar. Aliás, será que o verbo no passado produziria um efeito de maior certeza sobre o que foi feito, ao passo que o verbo no futuro não, pelo menos no caso em tela?
Muito obrigada.
Os aumentativos das palavras tigela e cama
As minhas dúvidas dizem respeito aos aumentativos das palavras tigela e cama. Para tigela, poder-se-á utilizar "tigelona", ou será mais correcta a utilização de "tigelão"? No que concerne à palavra cama, embora essa dúvida tenha sido já elucidada numa ciberdúvida anterior, não será também correcto dizer-se "camazona"?
Obrigada pela atenção dispensada.
