DÚVIDAS

Concordância verbal em caso de percentagem
Primeiramente quero agradecer ao prezado Sr. José Neves Henriques por sua resposta, como sempre muito atenciosa, à pergunta que fiz sobre pronomes indefinidos. Feito isto, gostaria de que me fosse dito quais das frases abaixo estão certas no que diz respeito a concordância verbal. A) 1% dos alunos saíram da sala. B) 1% dos alunos saiu da sala. C) 20% da turma saiu da sala. D) 20% da turma saíram da sala. E) A turma toda discordou. Mas só 20% saíram. F) A turma toda discordou. Mas só 20% saiu. G) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saiu. H) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saíram. O livro "Curso de Gramática Aplicada aos Textos", de Ulisses Infante, diz que em casos de concordância verbal em que há sujeito formado por porcentagem mais substantivo (como nas frases de "A" a "D") o verbo pode concordar com a porcentagem ou com o substantivo indiferentemente. Desta forma, todas as frases deste grupo de "A" a "D" estariam certas. No entanto, outro famoso professor, em seu programa de televisão, afirmou que estes casos de sujeito expresso por porcentagem são relativamente novos na língua e que pertencem ao "tecnocratês". Disse também que as gramáticas tradicionais não fazem referência nenhuma a isto e que foi adotado como regra pelos jornais e revistas brasileiros concordar o verbo sempre com o especificador, quando este estiver presente. Assim sendo, no grupo de frases de "A" a "D", somente estariam certas as frases "A" E "C". Já quando o especificador não estiver presente (frases de "E" a "H"), aí sim a concordância deve ser feita com a porcentagem, disse o referido professor. Seguindo este raciocínio, no grupo de frases de "E" a "H" somente estariam certas as frases "E" e "G". Perante essas duas informações contraditórias (contraditórias nos casos em que está presente o especificador, pois o livro nada fala sobre os casos em que não há especificador), desejava, então, saber qual a orientação do Ciberdúvidas sobre isto de como fazer a concordância verbal em casos de porcentagem, quer esteja presente ou não o especificador. Muito obrigado.
A origem do nome «pudim Molotov»
Gostaria de saber qual a origem do nome "Molotof" em relação à excelentíssima sobremesa portuguesa confeccionada com claras de ovos batidas em castelo. Sei que a sua denominação deriva do nome do diplomata/político soviético russo Vyacheslav Mikhailovich Molotov, o qual foi o genocidiário na Ucrânia em 1932/33 cujo nome foi ironicamente atribuído à arma química «cocktail molotov» pelos finlandeses na época da invasão soviética do seu país. Como é que essa arma tão destrutiva veio a ser em Portugal uma sobremesa tão saborosa? Duvido que tenhamos utilizado este bolo contra os nossos inimigos. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa