A regência do verbo remontar
Tenho visto, sobretudo em vários sítios da Internet, a expressão «... remonta há x anos atrás...» (não seria antes «... remonta a x anos atrás»?), a qual me soa bastante mal. Gostava que me esclarecessem sobre a correcção ou incorrecção de tal expressão.
Crase – Prevenção a/à
Prevenção a fraude. Gostaría de saber se na frase acima o "a" deve ser craseado ou não. Por favor me informe qual é a regra gramatical para esse caso.
Aumentativo de rico
Qual o grau aumentativo de rico?
O complemento indireto do verbo dedicar
Na frase «Ele dedica-se (entrega-se) ao trabalho», «ao trabalho» é complemento indireto, ou complemento oblíquo? Porquê?
Verbo ir: "fosse"
Onde o Português achou fosse (ir)?
Não é o verbo ser?
Infinitivo flexionado / não flexionado: cabe-nos fazer...
Quando o sujeito da oração principal é diferente do sujeito do infinitivo, flexiona-se este. Exemplo: «É necessário fazermos alterações no projeto da fábrica».
E em frases como a seguinte, em que há um elemento que identifica o sujeito do infinitivo, flexiona-se também obrigatoriamente?
«Cabe-nos fazer (ou fazermos?) alterações no projeto da fábrica.»
Maiúsculas nos pontos cardeais no novo AO
Quando referimos «Alçado Norte», «Ala Nascente», o ponto cardeal deverá ser em maiúscula, ou minúscula? Sabendo que se referem a locais concretos de algo que estamos a falar.
«Carne de peixe»
Será que é correcto dizer «carne de peixe»?
Concordância verbal em caso de percentagem
Primeiramente quero agradecer ao prezado Sr. José Neves Henriques por sua resposta, como sempre muito atenciosa, à pergunta que fiz sobre pronomes indefinidos.
Feito isto, gostaria de que me fosse dito quais das frases abaixo estão certas no que diz respeito a concordância verbal.
A) 1% dos alunos saíram da sala.
B) 1% dos alunos saiu da sala.
C) 20% da turma saiu da sala.
D) 20% da turma saíram da sala.
E) A turma toda discordou. Mas só 20% saíram.
F) A turma toda discordou. Mas só 20% saiu.
G) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saiu.
H) Todos os alunos discordaram. Mas só 1% saíram.
O livro "Curso de Gramática Aplicada aos Textos", de Ulisses Infante, diz que em casos de concordância verbal em que há sujeito formado por porcentagem mais substantivo (como nas frases de "A" a "D") o verbo pode concordar com a porcentagem ou com o substantivo indiferentemente.
Desta forma, todas as frases deste grupo de "A" a "D" estariam certas.
No entanto, outro famoso professor, em seu programa de televisão, afirmou que estes casos de sujeito expresso por porcentagem são relativamente novos na língua e que pertencem ao "tecnocratês". Disse também que as gramáticas tradicionais não fazem referência nenhuma a isto e que foi adotado como regra pelos jornais e revistas brasileiros concordar o verbo sempre com o especificador, quando este estiver presente. Assim sendo, no grupo de frases de "A" a "D", somente estariam certas as frases "A" E "C". Já quando o especificador não estiver presente (frases de "E" a "H"), aí sim a concordância deve ser feita com a porcentagem, disse o referido professor. Seguindo este raciocínio, no grupo de frases de "E" a "H" somente estariam certas as frases "E" e "G".
Perante essas duas informações contraditórias (contraditórias nos casos em que está presente o especificador, pois o livro nada fala sobre os casos em que não há especificador), desejava, então, saber qual a orientação do Ciberdúvidas sobre isto de como fazer a concordância verbal em casos de porcentagem, quer esteja presente ou não o especificador.
Muito obrigado.
A classe gramatical da palavra ao
Na frase «Espero que ao receberem esta carta estejam bem», gostaria de saber qual a classe gramatical da palavra «ao» e o tempo e o modo da forma verbal «receberem».
