DÚVIDAS

A sintaxe de pedir, consultar e enviar
Tenho sempre dúvidas quanto à regência de certos verbos e qual a situação em que é exigida a preposição ou artigo a, passando a utilizar o lhe ou o/os.Ex.: 1) «Peço-lhe o favor de me explicar.» Seria correto afirmar que eu peço alguma coisa (sem preposição, portanto objeto direto) a alguém (com preposição, portanto objeto indireto)? 2) «Venho consultá-lo a respeito desse assunto.» Seria correto afirmar que eu consulto alguém (sem preposição) a respeito (ou sobre, com preposição) alguma coisa ou assunto? 3) «Tenho lhe enviado várias cartas.» Sendo correto afirmar que eu enviei a alguém (com preposição) alguma coisa (várias cartas, sem preposição). Por ser um assunto recorrente, mas que quase sempre resta dúvida, se houver outra forma prática para se descobrir a regência, conforme acima exemplificado, gostarei que me expliquem com situações concretas. Grato!
A origem do nome «pudim Molotov»
Gostaria de saber qual a origem do nome "Molotof" em relação à excelentíssima sobremesa portuguesa confeccionada com claras de ovos batidas em castelo. Sei que a sua denominação deriva do nome do diplomata/político soviético russo Vyacheslav Mikhailovich Molotov, o qual foi o genocidiário na Ucrânia em 1932/33 cujo nome foi ironicamente atribuído à arma química «cocktail molotov» pelos finlandeses na época da invasão soviética do seu país. Como é que essa arma tão destrutiva veio a ser em Portugal uma sobremesa tão saborosa? Duvido que tenhamos utilizado este bolo contra os nossos inimigos. Obrigado.
Prenda(s) ou presente(s)
Ao ouvir, há dias, o animador de serviço na Rádio Comercial (creio que era o Diogo Beja), ouvi referir qualquer coisa acerca de prendas de Natal, que logo foi corrigida com esta frase, perante a minha estupefacção: «Não, não se diz prendas; presentes.» Daí em diante só se falou em presentes. A minha dúvida é só uma: qual é a regra linguística que determina que não se diz «prendas»? Ou foi o locutor que inventou essa? Ou será uma daquelas parvoíces, tão em voga na sociedade portuguesa, que alguns supostamente bem postos e muito socialmente correctos (tipo Paula Bobone), de vez em quando resolvem lançar como moda para toda a gente ir atrás, como um rebanho, sem sequer saber porque o fazem?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa