DÚVIDAS

Concordância verbal, outra vez
Navegando na Internet, encontrei sua home page. Sou formada em Letras e exerço a profissão de Taquígrafa Judiciária. Estou acessando de Florianópolis, local onde resido. Tenho dúvida com referência a uma das questões da prova de Português de um concurso público que fiz há poucos dias em Porto Alegre. Para melhor compreensão, transcreverei a questão. "A frase que contém uma forma verbal incorreta é: (A) Muitos fatores têm intervido sobre sua decisão; parece, entretanto, que nem todos advêm das condições familiares em que se encontra. (B) Há quem afirme que não se remedeiam com paliativos ações de tal natureza, embora não concordemos totalmente com essa idéia. (C) Se os presentes convierem em relação à argumentação feita, talvez não haja maiores problemas para a aprovação do nosso projeto. (D) Caso eles adiram sem restrições à proposta apresentada, e se não sobrevierem fatores intervenientes, as novas regras já estarão sendo aplicadas no próximo mês. (E) Acautela-te, pois nossos desafetos esperam que consumemos os atos a que referimos." A dúvida surgiu a partir do enunciado da questão que exige somente "uma" forma verbal incorreta. O gabarito dessa questão diz que a resposta certa é a letra (A), com o que concordei somente em relação à palavra "intervido", pois está errada, no caso seria "intervindo". Mas, e em relação à concordância de "em que se encontra"? Como não sei a que contexto o período se refere, o certo seria "em que se encontram"? Se o certo é "em que se encontram", o enunciado da questão não estaria induzindo a erro, já que não seria "uma" forma verbal incorreta, mas sim "duas" formas verbais incorretas? Obrigada.
Didáctica da língua portuguesa
   Qual a vossa opinião acerca da possibilidade de se proceder a uma evolução – a médio e longo prazo, obviamente – visando a facilitação do uso da língua portuguesa, começando-se por eliminar alguns dos casos especiais da leitura e da escrita que tanto tempo ocupam na didáctica do 1.º ciclo?    Temos exemplos: porquê continuar o "x" a fazer o papel de outras consoantes?    Porque não dar a cada consoante um e só um – o seu mais comum – valor? Porque é que o "g" não pode desempenhar o seu devido papel e quando encontra um "e" ou um "i" vai buscar a sua muleta? E o "s" que som tem? E o "c" que valor tem? E para que preciso eu de um "q", de um "ç"?    Vamos simplificar o futuro? Eu gosto tanto da minha língua! Pena é que ela seja tão difícil de aprender e de ensinar, dada a complexidade da sua gramática, que ocupa demasiado tempo numa era que exige rapidez.    Era importante para mim uma resposta "urjente", dado estar empenhado nesta "cestão". "Ceria" a vosa opinião. Bem-hajam!
Quirolidade
Em termos simples, para se distinguir um parafuso de rosca direita (o qual progride no sentido do polegar da mão direita se rodado no sentido dos restantes dedos) de outro de rosca esquerda (o mesmo, mas para a mão esquerda), usa-se em Ciência uma palavra que, julgo, se deve escrever "quirialidade" ou "quirilidade" ou outra coisa. Considerando palavras da mesma família ("quirologia", "quiromancia") talvez se devesse escrever "quirolidade", mas não soa nada bem!Podem dar-me a vossa opinião? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa