DÚVIDAS

Plames e Pelames
Em várias localidades de Portugal, tanto no Norte como no Sul, há ruas (ou largos, etc.) com o nome de Plames. Como a Rua dos Plames em Vila Chã, Vale de Cambra, Aveiro, Largo dos Plames, Vila Viçosa, ou Caminho dos Plames, em Santa Marinha do Zêzere, Baião, Porto. Consultei o dicionário de Bluteau, onde só aparece a palavra pelames, não consta no dicionário de José Pedro Machado nem no de Houaiss. Gostaria de saber o que significa. Muito obrigado.
Argumentos e adjuntos
Gostaria de saber quais são os argumentos e adjuntos articulados com os predicadores verbais dos seguintes períodos simples:(a) A academia concedeu o prêmio ao cientista.(b) O sindicato conclamou os professores a uma manifestação de protesto.(c) O funcionário lhes garantiu sua fidelidade.(d) Ocorreram muitos acidentes naquele fim de semana.(e) Todos se impressionaram com sua fluência em inglês.(f) O publico conversou muito durante a sessão.(g) O professor concordou com a proposta dos alunos.
O município de Aquirás
Eu e minha família tivemos a oportunidade de conhecer o maior parque aquático do Brasil, localizado nas proximidades de Fortaleza (estado do Ceará). Na verdade, as estruturas desse parque estão situadas no município de Aquirás. Aqui, pois, reside minha dúvida: é Aquirás, ou Aquiraz? Lá no distante Ceará só vi a forma Aquiraz, mas no último volume do famoso Dicionário Caldas Aulete há um vocabulário onomástico que traz a grafia Aquirás. Qual é a maneira correta? Qual é a regra (se existe) que define "ás" ou "az" nos topônimos? Fico, como sempre, muito grato!
Orações condicionais com verbo no pret. perf. composto do indicativo
Primeiramente agradeço o sempre excelente trabalho que vocês desempenham. Tenho encontrado em Machado de Assis um tipo de construção que me é nova: o uso do pretérito perfeito composto do indicativo em lugar do pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo, especialmente em situações condicionais, hipotéticas. Trago abaixo alguns exemplos do mesmo escritor. A locução de tempo composto vai destacada em maiúsculas: 1) "Um dos oradores do dia 21 observou que se a Inconfidência TEM VENCIDO, os cargos iam para os outros conjurados, não para o alferes. Pois não é muito que, não tendo vencido, a história lhe dê a principal cadeira." 2) "Teve seus minutos de aborrecimento, é verdade; a princípio doeu-me que Ezequiel não fosse realmente meu filho, que me não completasse e continuasse. Se o rapaz TEM SAÍDO à mãe, eu acabava crendo tudo, tanto mais facilmente quando que ele parecia haver-me deixado na véspera evocava a meninice, cenas e palavras, a ida para o colégio..." 3) "De repente, cessando a reflexão, fitou em mim os olhos de ressaca, e perguntou-me se tinha medo. — Medo? — Sim, pergunto se você tem medo. — Medo de quê? — Medo de apanhar, de ser preso, de brigar, de andar, de trabalhar... Não entendi. Se ela me TEM DITO simplesmente: "Vamos embora!" pode ser que eu obedecesse ou não; em todo caso, entenderia." Onde destaquei, parece dizer-se "tivesse vencido", "tivesse saído", "tivesse dito". Sei que muitos tempos e modos podem assumir o lugar de outros, como "Se eu fora (fosse) rico...", mas é a primeira vez que me deparo com tal possibilidade, e nunca a vi noutro autor. Tem certa semelhança com o uso corrente do presente do indicativo a substituir o pretérito ou o futuro do subjuntivo: "Se erro a questão, reprovo". Vocês têm conhecimento dessa hipótese de substituição? É prevista em alguma gramática? Acha-se noutros escritores?
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