DÚVIDAS

«Ao contrário do que se pode pensar»
– oração subordinada conformativa
No período «para fazer isso, ao contrário do que se pode pensar, é importante ter dúvidas», «ao contrário do que se pode pensar» é uma oração intercalada? Caso não o seja, como deve ser classificada? Ainda sobre a mesma oração, à primeira vista interpretei «ao contrário» como locução adverbial e «do que se pode pensar» como oração subordinada substantiva completiva nominal. Ocorre que encontrei uma explicação que classificava «que se pode pensar» como oração subordinada adjetiva, considerando pronome demonstrativo o o (contido em de+o). Qual das interpretações é correta? Se a referida oração for subordinada substantiva completiva nominal, estaria ela subordinada à locução «ao contrário»? E se «que se pode pensar» for adjetiva, qual a função sintática de «ao contrário». Agradeço por este e por tantos outros esclarecimentos com os quais fui presenteado por vocês!
A sintaxe e o significado do adjetivo restrito
[...] Na seguinte frase usa-se a preposição para em vez de a: «Com a democratização do ensino, a escola deixou de ser um espaço restrito para classes mais baixas.» O que significa esta frase? Que antes a escola era para as classes mais altas? Ou para as classes mais baixas? Pelo conhecimento do mundo, sabemos qual a resposta, mas não sei se o uso de «restringido para» traduz essa ideia. A ideia transmitida seria a mesma se se usasse a preposição a («restringido a»)? «Com a democratização do ensino, a escola deixou de ser um espaço restrito a classes mais baixas.» Muito obrigada pelos esclarecimentos e pelo vosso magnífico trabalho!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa