Prorrogação e prorrogamento
A palavra prorrogamento existe?
Os vírus
O plural de vírus é viruses ou vírus?
A pronúncia de Guiana
Tenho uma dúvida sobre qual a pronúncia correta da palavra Guiana. Aqui no Brasil é comum se falar "gui" como se fosse um ditongo. Mas também já ouvi pessoas que pronunciam a letra u como se fosse "Güiana". Não há consenso.
Desde já agradeço.
O significado da expressão «e aos costumes disse nada»
O que significa a expressão «e aos costumes disse nada»?
Os naturais da ilha do Príncipe (São Tomé e Príncipe)
Qual o adjetivo relativo à ilha de Príncipe, de São Tomé e Príncipe, o qual deve ser também, presumo, o substantivo que designa os seus naturais ou habitantes? Quanto ao adjetivo e substantivo da ilha de São Tomé e de seus habitantes, diferiria de "santomense", "são-tomense", "sã-tomense", os quais designam o país como um todo e seus habitantes como um todo?
Para lá de agradecido!
Carácter
Se eu quiser falar de um "caracter", por exemplo o "caractér" a, escreve-se "caracter" ou "caractér"?
Obrigado.
De novo o ter que ver/ter a ver/ter a haver, etc.
Antes de mais, parabéns à ilustre consultora dra. Edite Prada, que, com a humildade que só a grandeza e a competência permitem, se dignou responder – de forma, aliás, brilhante –, a uma pergunta recorrente no Ciberdúvidas e já aqui demasiadas vezes contornada sem honra nem mérito. O meu sincero aplauso, Senhora Doutora!
Mas...há um "mas"!
Com todo o respeito, parece-me haver um vício de pensamento que presidiu a todo o excelente trabalho de justificação do verbo ver: é a certeza, que não se ousou questionar, de que o verbo a empregar é este mesmo.
Se bem repararmos, houve que fazer uma "ginástica de quebrar os ossos da razão" para que o verbo ver tenha lugar na frase em questão. A tal ponto que, para o efeito, nem ter nem ver podem significar o que significam (como é afirmado) para que, juntos, dêem à frase o sentido que "queremos" que ela tenha.
Por outro lado, parece que, afinal, "nada ter a ver" não significará – de certeza, sem dúvidas – «estar relacionado», pelo menos a avaliar pelos exemplos apontados no final da resposta.
Se assim é, não nos obrigará a racionalidade cartesiana a admitir, nem que seja como mera hipótese, que há duas frases parecidas a significar coisas distintas? E que uma terá tomado o lugar das duas (no caso, terá prevalecido a que emprega o verbo ver)?
Será completamente descabido tentar encontrar justificação para o emprego do verbo haver em «isto nada tem que (ou a) haver com aquilo»? É que me parece dar bastante menos trabalho e ser bastante mais lógica e convincente do que a formulada para emprego de ver!
Correndo o risco de ser impertinente pela insistência, volto à minha argumentação inicial:
1 – Haver significa, em primeira linha, «ter».
2 – A frase «isto nada tem que ver com aquilo» é sempre redundante, já que se limita a reforçar a frase «isto nada tem com aquilo», que significa o mesmo. Nesta frase, o emprego do verbo ter não oferece dúvidas.
3 – Na "não frase" «isto nada tem "a ter" com aquilo», o verbo ter seria utilizado exactamente com o mesmo significado as duas vezes, mantendo-se o sentido da frase.
4 – Porque a frase seria foneticamente (e não só...) impraticável, o verbo ter deu lugar a haver, que também significa «ter», para além de «receber», assim se mantendo e mesmo consolidando o sentido da mesma.
5 – Seria indiferente emprego do que ou do a, já que o sentido da frase se manteria em qualquer os casos.
6 – Nesta hipótese, ter e haver continuam a significar o que significam, sem necessidade de ter de os "perverter" para que a frase tenha o sentido que, de facto, tem – porque os verbos utilizados a esse mesmo sentido conduzem (ao contrário do que é, dignamente, admitido com o emprego de ver)!
Tentei demonstrar, esforçadamente como se constatará, que, a não existir uma ideia ou regra fixa e incontornável que "obrigue" à rejeição liminar do haver em proveito do ver, a "justificação" para o emprego daquele seria bem mais simples e facilmente aceitável do que a elaborada à volta do uso deste.
Desta forma se entenderia que o dicionário citado atribua a «nada ter que ver» significado completamente diferente de «estar relacionado», pela simples razão de que a frase que tal sentido terá é outra, ainda que outros também tenha: «nada ter que (ou a) haver».
Em face do desenvolvimento que o assunto já teve, não ouso "exigir" uma "resposta" do Ciberdúvidas. Aqui fica, apenas, o registo das minhas dúvidas que, apesar de tudo, se mantêm.
Obrigado à dra. Edite Prada.
Abreviaturas de datas
Qual o critério correto para se abreviarem datas? Deve ser usado hífen? Ou pontos? Ou barrinhas? É 14-12-2000? Ou 14.12.2000? Ou 14/12/2000? E quanto aos dígitos? São dois, dois e quatro dígitos? (Ex.: --/--/----) Ou dois, dois e dois? (Ex.: --/--/--) Há gramáticas ou autores que falam sobre o assunto?
Imergir vs. emergir
Tenho a seguinte dúvida: qual a diferença entre imergir e emergir?
Sobre o uso da contração dum (= de um)
Queria saber se na seguinte frase podemos, de facto, usar a forma contraída dum ou se temos de usar a expressão de um: «Preciso dum favor teu.»
