A diferença entre antonomásia e perífrase
Procurando em vários locais, encontrei definições bastante confusas sobre antonomásia e perífrase. Gostaria de saber:
1. A diferença entre antonomásia e perífrase.
2. Antonomásia é considerada um caso particular de metonímia?
3. Por que perífrase não é considerada um caso de metonímia?
Obrigado!
O pronome demonstrativo no plural: «uma coisa dessas», «um absurdo desses»
Gostaria de saber o seu parecer a respeito da construção em que um pronome demonstrativo é posposto a um substantivo. Em pesquisa pela rede, encontrei apenas a prescrição de que o pronome deve ser colocado no plural: «uma coisa dessas», «um absurdo desses». Dessa forma, não se explica nada. Ademais, no meu entender, a suposta incorreção do singular não se justifica; ao contrário, o singular parece-me mais lógico, visto que se pode subentender o substantivo tipo ou natureza após o pronome (a construção indica tipificação):
«Não diga um absurdo desse [tipo].»
Pesquisando nos livros, encontrei um item sobre o assunto na Gramática de Usos do Português, da linguista brasileira Maria Helena de Moura Neves. Conforme atesta a transcrição a seguir, a autora entende as duas formas (singular e plural) como possíveis:
«Como é que se passam coisas destas em sua casa, a cem metros da minha, e você não me chama, não me avisa?» (A viagem noturna. TEIXEIRA, M. L. São Paulo: Martins, 1965)
(destas = deste tipo)
«Pensava que Miguel morreria pelas suas mãos. Como se moldava um horror deste?» (O fiel e a pedra. LINS, O. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1961)
(deste = deste tipo)
«Ciúmes de Bebel, pode uma coisas dessas?» (O sorriso do lagarto. RIBEIRO, J. U. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984)
(dessas = desse tipo)
«Eu podia ter quebrado o braço. Uma altura dessa!» (O fiel e a pedra. LINS, O. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1961)
(dessa = desse tipo)
(NEVES, 2000, p. 506).
Desde já agradeço a atenção.
Texto biográfico e texto autobiográfico
Gostava de saber quais são as diferenças entre os textos de carácter biográfico e autobiográfico e as suas respectivas características.
Parênteses + travessões + vírgula
Num texto do nosso manual, surge a seguinte passagem:
«Pela tardinha, a chover – (uma chuva miudinha) –, o pregão sobe no ar...»
Gostaríamos que nos ajudassem a compreender a pontuação usada na terceira linha.
Os nossos agradecimentos.
A expressão «vem a calhar»
Primeiramente, gostaria de parabenizá-los por essa excelente ferramenta de auxílio em prol da cultura. Embora a expressão «vem bem a calhar» não seja tão popular aqui no Brasil, gostaria de saber sua etimologia.
Modos de representação da narrativa
Não se trata de uma dúvida de carácter linguístico, mas sim de uma angústia sobre como fazer a distinção entre modo de apresentação e de representação do discurso narrativo, na medida em que tenho visto várias versões do mesmo assunto. Represento o discurso através do diálogo, da narração, da descrição e do monólogo? Apresento o discurso sob a forma de discurso directo, indirecto e indirecto livre? Ou é justamente o inverso?
Convidamos-vos
Conjuga-se «convidamo-vos» ou «convidamos-vos»?
A origem da expressão «quatro costados»
Tenho tentado pesquisar a origem da expressão popular portuguesa «quatro costados», presente, por exemplo, na frase: «Ser um portista dos quatro costados», mas as minhas tentativas têm sido vãs. Poderei contar com a V/ preciosa ajuda?
Obrigado.
O termo cocoordenação
Gostaria de saber se a expressão "co-coordenação" é de utilização correcta.
Jeito
Porquê "jeito" e não "geito"? Será efectivamente grave escrever "geito"? Está prevista alteração ou será difícil?
