O uso dos verbos ser e estar
Sou brasileira, mas moro fora do Brasil há dez anos. Meus filhos são bilingues, falam inglês e português.
Quero que eles continuem fluentes no português, mas que também leiam e escrevam. Para isso lhes ensino português em casa.
Já estou ensinando os verbos ser e estar para a minha filha.
E no outro dia me deparei com o seguinte exercício:
«Às vezes, _______ ingênuos. (somos/estamos).»
Ela me respondeu: «Às vezes, estamos ingênuos.»
O que na hora eu disse: «Está errado, o certo é "às vezes somos ingênuos".»
Então o argumento começou aí, pois eu tinha explicado a ela que quando usamos às vezes, hoje, ontem, etc. (qualquer fator que indique tempo), usamos o verbo estar.
Mas nesse caso tinha de ser o verbo ser e não consegui encontrar uma explicação.
Poderiam me explicar?
Até (com valor de inclusão)
«Até às 10 horas»; «até dia 15»... A questão, por mais básica que seja, é a seguinte: Quando utilizamos a palavra "até", devemos considerar que estamos a falar inclusive ou exclusivamente? Pessoalmente, acho que devemos falar exclusivamente, no entanto, já me questionaram se não devia de ser inclusivamente. Em última análise, após a frase, podemos sempre colocar "inc. ou exc.", mas não me parece que seja o mais correcto.
«... para conhecimento de...»
Vejo em documentos oficiais as seguintes construções: «Encaminho para o conhecimento de Vossa Excelência cópia...» e «Encaminho para conhecimento de Vossa Excelência cópia...».
Gostaria de saber qual a construção certa.
A expressão «boceta de Pandora»
É correto o uso da expressão «boceta de Pandora»? Não se corre o risco de se ser inconveniente se a introduzirmos no nosso discurso?
Conquanto vs. contanto que
Gostaria de saber se a locução conjuntiva «conquanto que» pode ser usada, além de concessiva, como conjunção condicional, pois já a vi incluída em alguns livros no rol das conjunções condicionais e até em sites especializados de língua portugueses [...] ou se apenas foram lapsos.
Desde já fico muito grato se puderem me esclarecer tal dúvida.
Signos
Alô, eu sou mexicano e desejo que me digam os nomes dos 12 signos do zodíaco em português, já que não acho tal informação, pois é muito difícil encontrar um dicionário de sua língua aqui no México.
Intimem-se
Apresentei aos senhores a seguinte questão: Na expressão "intimem-se os autores", usada pelos juízes para determinar à secretaria que cientifique os autores de uma ação do conteúdo de um ato processual, o verbo deve ser flexionado em função dos autores ou do destinatário da ordem (a secretaria)? O modo verbal empregado é adequado? A resposta abalizada, oferecida pelo professor José Neves Henriques, no dia 14 de agosto de 2001, aborda assunto correlato mas não enfrenta os tópicos destacados na formulação. Receio que não tenha sido suficientemente clara. No contexto, a ordem judicial submetida à análise pode ser dita sem alteração do sentido da seguinte forma: Providencie a secretaria a intimação dos autores. Os magistrados costumam grafar o verbo no singular (intime-se) ou no plural (intimem-se), conforme se cuide de autor ou autores, respectivamente. É correto o critério adotado para emprego da flexão do verbo nessas circunstâncias. Vejam bem! A atribuição de promover a intimação pertence às secretarias das varas judiciais. Solicito novo exame da questão. Desculpem a insistência. Obrigada.
Para além disso
Gostaria de saber se se deve dizer «para além disso» ou «para além isso». Disseram-me que seria a segunda forma a estar correcta e como me parece desprovida de lógica resolvi recorrer ao vosso serviço. Muto obrigado por qualquer esclarecimento.
Sobre a expressão «certo dia»
Na frase «Certo dia, chegou o autocarro vindo de Paris...», pode considerar-se a expressão «Certo dia» como locução adverbial de tempo?
Caso a resposta seja afirmativa, qual seria o advérbio equivalente?
Salvas ou salvo?
Na afirmação “Todas as queixas apresentadas, salvas duas excepções, careciam de fundamento” pode-se substituir o “salvas” por “salvo”? Tenho dúvidas quanto a esta frase uma vez que já vi as duas redacções.
